13/11/2015

Uma maneira simples de entender como os Orixás atuam em nossas vidas.

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“Deus queria um bolo! Então, pediu a OXALÁ que fizesse um bolo.
OXALÁ, como TUDO QUE CRIA, disse que assim o faria, mas não tinha noção de como seria realizado esse tal pedido... Encontrou OXUM e pediu-lhe:
- OXUM, você que é DONA DO AMOR E SABE LIDAR COM OS SENTIMENTOS, convença com sua doçura aos Orixás ajudarem a criar um bolo para Deus.
Oxum disse que assim faria, e com seu AMOR foi aos poucos convencendo os Orixás a ajudarem a fazer o bolo. Mas faltava CONHECIMENTO de como iriam começar a realizar tal tarefa. Então, pediram a OXÓSSI que desse a receita para que o bolo fosse feito.
OXÓSSI, em sua infinita SABEDORIA, se comprometeu a informar quais seriam os ingredientes a serem usados para o bolo, e assim foi informando um a um. Mas disse: Como é que o bolo ganhará sustento, como ele terá EQUILÍBRIO? Foi então que pediram para que XANGÔ equilibrasse e trouxesse sustento para o bolo. Afinal, tudo tem a
medida certa, é melhor não exagerar na dose. Assim, XANGÔ deu a “medida” para que nada a mais fosse colocado no bolo que seria feito para DEUS...
Surge mais uma dúvida: Qual ingrediente vem primeiro, qual a ORDEM? O que vai primeiro? A água? Os ovos? A farinha? E agora?
Todos ficaram pensativos, mas ele concluiu: “Quem pode ajudar é OGUM, que irá colocar tudo em seu devido lugar. Ele é quem irá DIRECIONAR cada ingrediente”.
E assim foi feito. OGUM separou ingrediente por ingrediente e deixou lá, para que assim fizessem o bolo.
Mas quem iria misturar todos os ingredientes e TRANSFORMAR aquilo em bolo? Quem iria fazer com que ovos, farinha e outras coisas TOMASSEM FORMA? Alguém precisava fazer o bolo, bater a farinha junto com o ovo até virar massa, e assim por diante...
Foram falar com OBALUAYÊ, que na hora se colocou à disposição e começou a misturar cada elemento, até o bolo começar a tomar seu formato...Ingrediente por ingrediente, calmamente, OBALUAYÊ foi aos poucos misturando um a um, fazendo com que tudo o que foi separado, na dose certa, começasse a ter o formato de um bolo.
- Ainda falta alguma coisa, pensaram eles. - Depois de tudo feito, é preciso dar vida ao bolo!
Precisamos de “um forno” para que se comece a GERAR dos elementos “crus” um delicioso e saboroso bolo...
E levaram o bolo a YEMANJÁ. Pediram a ela que colocassem o bolo em seu forno para que assim fosse dada VIDA a ele.
YEMANJÁ se encarregou de GERAR aqueles elementos, ainda crus, e que resultassem num bolo para DEUS.
É hora de assar o bolo, e OMOLU, junto a YEMANJÁ, se encarregou para que o bolo não queimasse e ficasse pronto na hora certa.
Afinal, quando algo tem que ser gerado, tem um tempo determinado.
O bolo ficou pronto!




29/07/2015

POR QUÊ VOCÊ ESTÁ NA UMBANDA ?

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"Estou na Umbanda porque estou doente" - Saia da Umbanda Irmão! A Umbanda não vende Curas, procure um Hospital.
"Estou na Umbanda porque é minha missão" - Saia da Umbanda Irmão! A Umbanda assim como a espiritualidade respeita o livre arbítrio, não se sinta obrigado a nada.
"Estou na Umbanda porque estou desempregado" - Saia da Umbanda Irmão! A umbanda não vende promessas de prosperidade, pois o ganho material nada soma a espiritualidade, procure uma agência de Empregos.
"Estou na Umbanda porque Minhas Entidades fecharam meus caminhos" - Saia da Umbanda Irmão! Entidade de Umbanda que trabalha na Luz não fecha o caminho de ninguém, muito menos de seu aparelho de ação, aceite suas imperfeições!
"Estou na Umbanda porque Tenho Mediunidade Forte" - Saia da Umbanda Irmão! A Umbanda não é competição do mais forte ou fraco, mediunidade não tem medida, o que te motiva é a simples vaidade e cegueira por poder, Procure um Circo!
"Estou na Umbanda porque Tenho Karma" - Saia da Umbanda Irmão! A Umbanda não lhe dará quitação kármica, quem faz isso são suas ações fora da Umbanda, Procure um voluntariado, orfanato, asilo enfim uma forma de ajudar que terá mais êxito.
"Estou na Umbanda porque Pessoas precisam de minha ajuda" - Saia da Umbanda Irmão! Você é apenas mais um médium, você não tem poderes mágicos, na Umbanda só existe tarefeiros e trabalhadores. Você está motivado pelo deslumbramento não pela caridade
"Estou na Umbanda porque quero ajudar o próximo" - FIQUE da Umbanda Irmão! A Umbanda é uma religião que prega somente ajudar o próximo, se sua motivação é a caridade Parabéns, se no decorrer do caminho receber uma cura, emprego, menos karma são os bônus do trabalho mediúnico e não seu principal propósito.
‪#‎Luiz                  (PÉROLAS DA MACUMBA)

04/07/2015

O PODER DA GENEROSIDADE....

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Embora seja religiosa e espiritualizada, meu texto não é voltado unicamente às pessoas com fé religiosa. Meu texto é humanístico. Hoje, gostaria de falar sobre a generosidade, inclusive para com a gente mesmo.
Quantas vezes não somos compreensivos com os outros e intolerantes conosco? O inverso também pode ocorrer. Podemos aceitar todos os nossos defeitos sem tentar minimizá-los e a menor falha no outro torna-se um pecado mortal.
Precisamos exercer a generosidade independente do credo que temos, independente de termos algum credo. Mas o que significa ser generoso? Pagar o dízimo e cumprir com os deveres sociais como pagar os impostos e respeitar as leis de trânsito? Sim, respeitar as leis e contribuir com a congregação na qual fazemos parte são atitudes louváveis. Mas a generosidade vai muito além da honestidade, da retidão de caráter, do senso de dever.
Ser honesto ou correto é cumprir as leis, não lesar os direitos alheios, honrar compromissos, não quebrar a palavra. Comprei? Pago. Prometi? Cumpro. Marquei um horário? Eu o respeito. E por aí vai.
Ser generoso é um pouco mais profundo e complexo. Ser generoso é fazer aquilo que você não tem o dever legal de fazer , mas faz mesmo assim para ajudar, para ver o outro mais feliz. Sou obrigada por lei a respeitar o sinal vermelho e a pagar pelos produtos que coloco na cesta do supermercado. Não sou obrigada por lei a dizer bom dia quando entro no elevador ou falar uma palavra de consolo a alguém que sofre.
Mas se sou generoso, sinto que preciso tomar tais atitudes. Sinto que ser gentil, prestativo, delicado com os sentimentos alheios fazem parte das minhas obrigações morais . Não pagarei nenhuma multa nem serei presa se eu for a pessoa mais indiferente do mundo, mas estou perdendo a oportunidade de melhorar a vida das pessoas e por consequência a minha mesma.
Pode soar como exagerado, mas o sorriso que damos a alguém pode ser o único gesto de gentileza que esta pessoa vai receber durante o dia inteiro. Falamos muito sobre a miséria física. Mas existem milhões de pessoas esfomeadas e morrendo de frio em confortáveis apartamentos, onde é possível fazer várias refeições diárias. Não desmereço a dor de quem dorme nas ruas ou passa fome. Ver um mendigo revirando o lixo ou dormindo ao relento numa noite fria é uma das imagens mais dolorosas que vejo. Mas hoje quero me centrar na fome de afeto, no frio daqueles que carecem de um gesto de carinho.
Principalmente nos grandes centros urbanos muitas pessoas vivem isoladas, indo do trabalho para casa, sem ter com quem conversar sobre seus problemas. Outras pessoas vivem acompanhadas, mas não são compreendidas pelos familiares e se sentem tão solitárias quanto pessoas que vivem sozinhas.
Nunca duvide do poder de um abraço forte, de uma palavra de carinho, de um sorriso gentil. Nunca duvide da força de um olhar terno, de um elogio sincero. Nunca duvide que um bom dia carinhoso pode iluminar o dia do outro e que de um jeito ou de outro, cada um está lutando contra seus fantasmas.
Seja o copo meio cheio. Seja a lâmpada que se acende. A ideia inusitada. A nota de cinquenta reais encontrada no bolso de uma jaqueta. Seja o convite para um vinho numa noite fria. Enfim, seja o lado bom da vida de quem passa por você, mas sempre respeitando seus limites e sentimentos. Ninguém é obrigado a se sujeitar passivamente a quem nos machuca deliberadamente. Ser bom não é o mesmo que ser bobo. Ser bom inclui amar a nós mesmos.

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Escrito por Sílvia Marques – Via Obvious

26/06/2015

Casamento na UMBANDA.....

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O verdadeiro sentido do casamento na Umbanda é a fusão de duas almas. É deixar de ser  parte para tornar-se todo. A  união das forças do homem e da mulher, em um compartilhar sincero de duas vidas. O casamento é um elo forte e perpetuador, é a união solene entre  duas pessoas com a legitimação religiosa para a constituição de uma família.
O casamento em nossa querida Umbanda é um ritual belo, simples e singelo. Nele, o sacerdote (que foi investido por Deus da responsabilidade) e as entidades responsáveis pela cerimônia dão as bênçãos divinas para a união do casal, lembrando-lhes os valores e significado desta união.
A Umbanda prega a monogamia, a fidelidade e o respeito mútuo. Ensina que o bom relacionamento deve ser dinâmico e sua harmonia só pode ser alcançada com AMOR, RESPEITO, DEDICAÇÃO, CRESCIMENTO, E  MATURIDADE.
Explica que a bênção do matrimônio deve significar a união de dois Espíritos, de duas vontades, de duas consciências, assumindo-se assim, as funções de marido e esposa, que implicam em boa conduta, preservação dos preceitos, mudanças interiores, amparo e respeito. Toda união necessita de reflexão para que se tenha consciência das responsabilidades assumidas perante Deus e em seguida, para que se possam gerar frutos que serão orientados por aqueles que compartilham dos laços de união e amor.

09/04/2015

O MEDO DE PERDER ALGUÉM.....

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As imagens que escolheu sugerem que a partir de uma idade muito precoce, você tem sido uma pessoa muito emotiva. Você amadureceu rápido, e percebeu que as pessoas, às vezes, podem se machucar. Essa percepção fez você se preocupar com as pessoas próximas a você, e esse medo de perder alguém querido tem crescido à medida que amadurece.
Seu pensamento está constantemente criando cenários de desastres e novas tragédias que afetam você e sua família. Ele também diz que você deve fazer algo para salvar as pessoas que estão próximas a você.
Essa sua preocupação em cuidar dos outros lhe afeta, deixando-o angustiado e aflito. Não há nenhuma maneira real para impedir alguns acontecimentos que são inevitáveis, em vez de se preocupar, você poderia tentar canalizar esses sentimentos em algo positivo. Por exemplo: Tratar as pessoas em sua vida com muito amor e carinho, sem sobrecarregá-los com cuidados extremos, mostrar-lhes que você os ama e que você aprecia estarem em sua vida. sabemos que você tem um coração maior do que a maioria das pessoas e sobra-lhe espaço para fazer o bem, por isso é tão raro pessoas como você. Apenas tente não tornar essa doação de cuidados algo demasiado dolorido. Saiba: é ainda mais triste o terror de estragar pelo excesso, do que o medo de perder pelo inesperado.


                                                                                       (fÃS DA pSICANALISE)

O QUE É EXU ???

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Exu é um grande manipulador de energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente em que se faz necessário.
A exemplo disso vemos que Exu pode se apresentar aos obsessores que irá combater em configuração que desperte medo e/ou respeito.
Eles assumem formas rudes, por estratégia e não por serem deformados.
Eles não têm chifres, rabos e pés de bode, como vemos em imagens de algumas casas de artigos religiosos.
Como Exu manipula energias para assumir outra configuração “física”?
Em primeiro lugar há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós, muitos são contemporâneos inclusive.
Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim... Assim como nós.
Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões.
A transformação se dá de acordo com o trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar,ele estuda o ambiente que irá entrar e em seguida, vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater.
Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá.
Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.
E isso é feito sem a necessidade de sacrifícios de animais e/ou despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba (são denominados kiumbas os espíritos desencarnados inferiores, sofredores e mistificadores, perturbadores ou malfazejos, espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). um Kiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida. Os afins se atraem.
O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades.
Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reconheça seus erros, voltado assim à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.
Como os Kiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião, e imediatamente assumem um nome, que jamais será os mesmos dos Guardiões de Lei, pois são sabedores da gravidade do fato, pois quando assumirem um nome esotérico ou cabalístico iniciático de um verdadeiro Guardião, imediatamente e severamente serão punidos.

23/01/2015

A honra de um exu

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 Exu não é pinga. Não é baderna e nem bagunça. Exu não é bico de garrafa na boca e, também, não é embriaguez e muito menos baixaria. Exu não dá o que não deve, mas, se necessário, tira o que não serve. Exu é caminho, força e vitalidade. Não se vende, não se corrompe e não perde.
É força, planejamento e foco. É de natureza grandiosa e benevolente. No tabuleiro é Rei, torre, cavalo e bispo. Não é peão de ninguém. Quem o chama de servo, com certeza já é cativo de seu poder. Não é e nunca foi escravo de ninguém. Não baixa em sessão neo-pentecostal e muito menos perde tempo com sandices mediúnicas.
Alguns dizem que é o nosso melhor e o nosso pior. Discordo. É o que tem de melhor pra quem sabe ter postura, entendimento e discernimento.  Como vejo a imagem do Exu que me acompanha? Como um General. Um senhor de princípios, valores e honra. Sim! Honra! Ingrediente que vem faltando na panela de muitas pessoas…
Exu não é bandido, marginal ou irracional. Exu é poder! Sim, alguns têm preço, seu 7 têm valores, que me ensinou e ensina. Com força quando necessário, com dor quando for preciso. Mas sempre junto e atento.
De tudo que tenho, daria tudo pra não ter a sua ausência. Minha história é escrita com a “caneta” dele. Gratidão Seu 7, hoje e sempre.
Venha! Deixe Exu ser caminho na sua Vida.
                                               Jorge Scritori

22/01/2015

A PRIMEIRA INCORPORAÇÃO

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 Acho que a curiosidade com a incorporação é comum nos médiuns que trabalham num Terreiro de Umbanda. Todos querem saber como é o contato com uma entidade, quais são as sensações; todos querem dançar como a Pombagira ou sentir os ensinamentos sábios de um Preto Velho. E eu também me sentia assim.
Após muitos conflitos internos e após reformular muitas coisas na minha vida, eu me sentia pronta para começar a trabalhar. Estava feliz, porque me sentia pronta do fundo do meu coração, com sentimentos puros e verdadeiros, e não por orgulho ou para querer aparecer. Agradeci aos Orixás por não me terem deixado começar a incorporar pelos motivos errados, pois o tempo para reflexão e mudança foi necessário e eu estava muito grata por aquilo.
Era mais um dia de trabalho, o Terreiro estava cheio e eu estava feliz e bem disposta. Quando os médiuns começaram a cantar para as entidades eu fechei bem os olhos e, numa reflexão muito íntima, orei: “Meus Orixás, meus amigos espirituais que me acompanham, eu agradeço por estar aqui. Se for o meu caminho, se for a Vossa vontade, eu sinto-me pronta para trabalhar. Abro o meu corpo e o meu coração para que as entidades manifestem-se através de mim e ajudem todas as pessoas que estão aqui presentes, para o bem maior de cada uma”.
Com esta prece sincera e de coração, concentrei-me e comecei a sentir umas vibrações pelo meu corpo. Sabia que aquilo significava o início de uma incorporação. Vários pensamentos passavam pela minha cabeça: “O que vai acontecer a seguir? Será que eu danço? Será que eu falo? Este movimento foi meu ou foi da entidade que está a incorporar?” É difícil controlar estes pensamentos, mas respirei fundo, fiz um grande esforço para esvaziar a minha cabeça e deixar acontecer o que tinha que acontecer.
Naquele dia, tive a minha primeira incorporação. A vibração e a presença da entidade, uma Cabocla, não foram sentidas de maneira muito forte, e por isso nenhuma pessoa de fora foi atendida por mim, apenas um ou outro médium da casa. Os meus pensamentos e as minhas próprias sensações ainda estavam muito presentes e dificultavam a minha concentração e entrega. Mas, ainda assim, percebi a feição do meu rosto ficar diferente, percebi as minhas mãos a se moverem involuntariamente, senti intuições que pareciam não ser minhas, como a vontade de pedir o álcool com cânfora para a limpeza ou de soprar certas regiões do corpo da pessoa que estava a ser limpa.
Que interessante era a incorporação! Apesar de ter a percepção de tudo o que se passava a minha volta, de estar plenamente consciente, eu sentia outra força manifestar-se através do meu corpo. Senti a força e a grandiosidade daquela entidade e do mundo espiritual como um todo. Senti a grandiosidade da vida, retirei do meu coração qualquer dúvida que eu poderia ter sobre a continuidade e eternidade da vida após a morte no mundo terreno. De repente a minha vida aqui na Terra, os meus conflitos pessoais, as preocupações que me tiravam o sono se tornaram tão pequeninos…
Certamente a minha vida nunca mais seria a mesma após o primeiro contato com a força das entidades da Umbanda.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

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Muito se fala sobre a intolerância religiosa, na maioria praticada por seguidores de determinadas religiões cujos seguidores se acreditam os únicos ungidos e amparados por Deus, mas pouco se tem falado na intolerância praticada pelo poder público, que se mostra solícito com as manifestações dos seguidores das religiões cristãs (católicos e evangélicos), franqueando-lhes espaço público em estádios praças e avenidas, proporcionando-lhes os mais variados serviços públicos (desde proteção policial até médicos, seguranças e fiscalização) para que possam realizar seus eventos com toda tranquilidade e segurança, não cobrando nada, por maiores que sejam os gastos que realizam. 
Contudo, quando é a vez da Umbanda promover seus eventos religiosos em homenagem a Iemanjá, tudo muda. Aí, as tendas, além de serem obrigadas a pagarem taxas de uso do solo, em terreno da Marinha do Brasil, têm de pagar para entrarem com ônibus até a beira do mar, sendo tratados como indesejáveis pelos respectivos prefeitos das cidades litorâneas.  Dois pesos e duas medidas, esta é a verdade! 
Nossa homenagem, aqui em São Paulo, já é tradicional e vem sendo realizada há varias décadas e, se no passado o poder público era receptivo devido ao grande afluxo de pessoas às suas cidades nos dias em que eram realizados os eventos, quando o comércio local era beneficiado, hoje a realidade é outra e somos vistos e tratados como uma praga, como um estorvo pelo poder público das cidades litorâneas, com muitos nos acusando de “sujarmos as suas praias”, a maioria delas reprovadas para banho pela CETESB, que as consideram impróprias e até publicam a relação das que devem ser evitadas, devido o perigo para os banhistas.  
Nós só vamos em dezembro para as festas em homenagem a Iemanjá e, se deixamos os restos das oferendas na areia é porque não tem outro jeito de se fazer as oferendas. Não dá para inventar ou substituir esta prática milenar de se oferendar na natureza as forças e os poderes dos Orixás.  Mas, e a sujeira e as depredações que acontecem nos grandes eventos das outras religiões, e que ninguém sequer comenta, porque é tabu falar?
Muito se fala sobre intolerância nos dias de hoje, uma coisa que sempre existiu e infelizmente demorará pra deixar de existir, porém as mais evidentes são a racial e a religiosa.  Quando será que entenderemos que as diversas etnias existem por questões naturais e de sobrevivência?  O corpo se adapta ao meio em que vive, ninguém é melhor ou pior que ninguém; há apenas a adaptação do próprio organismo ao ambiente onde subexiste.  Nas religiões, não é diferente. Cada ser procura a religiosidade que melhor atende suas necessidades evolutivas, espirituais e humanas; não há religião melhor ou pior, o que há são Homens querendo ter mais poder que o outro, um dominar o outro, um se colocar mais sábio que outro, não entendem que todos estamos na mesma estrada evolutiva.  
Nós somos criticados e tratados como estorvos e cidadãos de 2ª categoria, tanto pelo poder público quanto pelos moradores das cidades litorâneas.  Os restos de oferendas são descritos como poluidores de suas “maravilhosas” praias que, na verdade, estão muito poluídas e oferecem risco para a saúde dos turistas banhistas, ou que só caminham pelas praias, oferecendo-lhes desde micoses até doenças infecciosas graves, mas isto eles ocultam, porque querem o nosso dinheiro quando vamos às suas cidades só como turistas, não é mesmo?  Hipocrisia!  
A intolerância se mostra de muitas formas e esta é só mais uma delas. As outras religiões até recebem incentivos dos poderes públicos (devido os políticos eleitos por seus seguidores), e seus eventos são vistos e tratados com respeito e reverência. Já os nossos, são vistos como perturbação dos seus habitantes e como poluidores de suas praias, como se fosse possível poluí-las ainda mais do que já estão. Para os seguidores das outras religiões, tudo!
                                      Rubens Sarraceni

30/10/2014

Calma na Alma

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"A vida é um filme e é você quem ta no meio, sem luz, sem câmera e ação e claro sem roteiro, por mais difícil que esteja persista, insista, seu papel de figurante seja o protagonista, tem que saber perder, tem que saber jogar, foco força fé e o jogo vai virar. Pessoas falam muito, não fazem metade, não existe o impossível existe força de vontade!"




Elementos e Elementais

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No xamanismo conheci uma camada vibratória, que quando acessada, permite a entrada num campo onde podemos nos comunicar com todos os tipos de criaturas, sejam elementais, pedras, plantas animais e etc. Essa comunicação é não verbal, é simbólica,telepática.
Fazer magia natural, é poder acessar esse campo, e a condição para tal é estar em harmonia com todas as manifestações da natureza, saber honrar a cada ser, cada entidade, cada espírito elemental e principalmente, clareza de intenções.
Uma boa parte dos nativos americanos se conectam com elementos através dos Clãs; da Tartaruga, representando o Elemento Terra; do Sapo, representando o Elemento Água; do Pássaro Trovão ou do Falcão, representando o Elemento Fogo e da Borboleta, representando o elemento Ar. Cada Elemento tem seus próprios talentos, e os colocam à serviço da Mãe-Terra e do Universo
Nos rituais da Umbanda e do Candomblé também são reconhecidos e manifestados através dos Poderoso Espíritos da Natureza, os Orixás. Na Mitologia Grega cada Deus era responsável por uma manifestação da Natureza.




11/09/2014

COMO INTERAGIR COM OS GUIAS EM UMA CONSULTA

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Muitos de Nós, as vezes não sabemos como agir diante de um Guia em uma consulta, ou que assunto tratar com ele diante de diversas dúvidas e problemas que carregamos em nossa mente. Antes de iniciar esse post, deixo aqui descrito que todos são um time, ou seja, uma equipe pronta e preparada pelo grau Divino para nos ajudar em qualquer questão a que precisemos. Cada falange de Guia tem seu campo de força de atuação, mas isso não quer dizer que se o assunto que queremos tratar não é do campo daquele Guia e que ele não vai nos ajudar. Até porque no Astral eles se comunicam e trabalham em conjunto a todo o tempo, e se um precisar do outro essa parceria será realizada para nos ajudar em nossa aflição. Mas entendendo os campos de atuação dos Guias e sabendo como agir em um dia de consulta para que ela seja mais produtiva, pode facilitar para nós recebermos a orientação para resolvermos nossos problemas e para eles nos ajudarem.

Partindo desse princípio e que não sou o dono da verdade, e tenho interpretações humanas do que aprendo e recebo nas minha intuições em meu convívio com a espiritualidade, vamos ao assunto. Ao meu ver, quanto ao que tratar com cada falange de entidades eu vejo o seguinte:

Os Orixás nos trazem Axé, a palavra Axé significa poder de realização. Ao contrário das entidades incorporantes, as energias de Orixás quando acopladas em seus médiuns elas não falam, mas emanam uma imensa energia de realização na linha a qual representam, Como por exemplo um médium incorporado de um representante do Orixá Xangô, emana uma imensa energia de poder de realização no campo da justiça e equilíbrio, quando você entra no terreiro para abraçar tal médium com influência desse guia é bom mentalizar os campos da sua vida que deseja melhorar nesse campo da justiça e pedir equilíbrio para suas realizações pessoais, profissionais e espirituais. Lembrando que todos os seus pedidos e pensamentos devem sempre envolver o seu bem e o bem ao próximo e nunca ser algo negativo, pois sendo um pedido negativo,  essa energia se voltará contra o seu pedidor pois absorvemos o que desejamos e emanamos ao próximo. Sempre eleve seus pensamentos a Deus em seus pedidos.

As Crianças, conhecidas também como Erês nos trazem alegria de viver, a felicidade de valorizar o simples, de notar energias positivas num simples abraço. Elas nos dão uma grande energia realizadora, as crianças são muito realizadoras, aproveite uma gira de crianças para pedir a elas ajuda para conquistar o que almeja, mas nunca esqueça que pedidos materiais nem sempre são os mais adequados, precisamos entender que a vida é eterna e devemos pedir ajuda ao que nos faça melhorar e evoluir como Espírito e Matéria e não só como matéria.

Os nossos amados pretos-velhos são grandes sábios, que com toda sua sabedoria nos aconchegam com seus conselhos cheios de amor, humildade e tranquilidade. Os velhos são grandes magistas, podem nos ajudar de diversas formas nos livrando de energias negativas com grandes magias, banhos de ervas ou as vezes com algumas “cachimbadas”, enquanto estamos conversando eles, no astral estão nos limpando de diversas energias negativas que estão acopladas em nossas auras com a fumaça de seus cachimbos. Os velhos estão para nos ajudar em nosso desenvolvimento e evolução, com ele pode-se tratar desde um problema no trabalho a um problema familiar, os velhos trabalham muitos sobre a irradiação de Obaluaê devido as almas. É muito pertinente falar sobre algum problema de saúde seja física ou mental ou espiritual, com as grandes magias eles ajudarão na nossa melhora.

Os nossos queridos Caboclos, precisamos interpretar que vem na irradiação de Oxóssi e Ogum, mesmo tendo vários outros com irradiação de todos os Orixás, são vistos como guerreiros juntos com os Boiadeiros, são grandes realizadores e vencedores de demandas. Sempre guerreando contra as energias negativas que nos cercam, gosto muito de tratar sobre assuntos profissionais, conselhos para as realizações profissionais e trabalhos que realizo. Os Caboclos carregam todo o mistério das matas e com as ervas nos indicam grandes magias para limpeza e elevação do nosso espírito. São mais diretos em seus conselhos e menos fraternos em suas palavra. São mais diretos nos mostrando o que tem que ser feito, se podem falar falam se não podem não falam, mas nos ajudam a nos iluminar para enxergarmos o que precisamos.

As entidades de esquerda Exú e Pombagira são respectivamente os Exús entidades vitalizadoras e as Pombagiras estimuladoras, ele vem para vitalizar nossas características positivas, desvitalizar o que absorvemos de negativo e neutralizar o que recebemos de demandas negativas da mesma forma são as Pombagiras, só que estimulando e desestimulando e neutralizando as demandas. São entidades de luz que atuam nas trevas, em busca de batalhar contra os exércitos do mal e resgatar espíritos perdidos. São ótimos para pedir para abrirem seus caminhos, pois tem como poder divino dado por Deus, serem os guardiões dos caminhos, são também ótimos para lhe ajudar a quebrar e vencer demandas que estejam sobre você. Atuam diretamente ligados a nossa vaidade e nosso ego, nos ajudando a evoluir espiritualmente mexendo com nossos defeitos e fazendo os melhorar. Esse tipo de entidade ao contrário do que muitos creem não são para fazer amarrações, magia negra ou algo do tipo, muito pelo contrário são para desfazer tais trabalhos, se alguma entidade se apresenta sendo dessa falange para fazer tal trabalho, se resguarde pois pode haver ali um espírito obsessor se passando por um Exú ou Pombagira de lei. Para explicar essa linha de trabalho tão mal entendida na umbanda é necessário muitos assuntos ainda.

Temos muitas outras linhas que não são tão cultuados em todas as tendas de umbanda como a linha do Oriente e dos Ciganos, que são voltadas para a cura e orientações espirituais, kármica e voltadas para auxílio em nossa evolução e nos orientar sobre as energias existentes, os ciganos tem um espírito mais libertador em sua essência, são muito bons para conselhos sobre como nos desligar de algo material que nos cause mal.

Temos a linha dos Exús e Pombagiras Mirins que trabalham de forma regredidora com o objetivo de nos dar lições e aprendizados e também as pessoas que fazem mal uso de suas faculdades,  ou seja, que usam seu conhecimento para causar mal ao próximo.

Quanto a ir a uma gira apenas para tomar passe, é de tamanha grandiosidade tanto quanto uma conversa. Eles sabem o que precisamos e as vezes mesmo não falando nada estão fazendo tanto quanto falando.

A forma que os guias agem quando você vai em uma sessão, depende não só do guia e do médium, varia também com relação ao desenvolvimento e doutrina do médium a forma que o guia age em uma consulta, como também depende de você consulente no momento da consulta.

Procurem antes de chegar de fato ao momento da consulta mentalizar seus problemas e as resoluções que precisam em sua vida, mantenha-se com o pensamento elevado a Deus e irão ver que a consulta irá fluir de forma positiva, muitas das vezes tendo uma resposta até para o que não esperava ter. Quando estamos desconcentrados isso polui nossa aura, dificultando o guia de entender o que queremos passar. A vezes estamos tão pensativos e poluídos em nossa mente em uma gira que quando chegamos no Guia para se consultar acabamos não tendo nenhum retorno que queríamos e logo colocamos a culpa no Guia de não ser tão bom, mas não paramos para perceber sobre a nossa conduta enquanto esperávamos o momento da consulta.

As vezes mal chegamos a Gira e recebemos uma resposta inesperada de um Guia, isso pode acontecer por devido estarmos passando por algo, ao nosso lado podemos ter carregado até a tenda conosco alguma energia que fez com que o guia tivesse uma interpretação pelo que viu e tal reação de te dar um recado sobre algo de forma tão inesperada.

A cada ida em um terreiro, mesmo que seja como consulente, estamos sendo de grande utilidade para espiritualidade, muitas das vezes levamos conosco espíritos que necessitam de ajuda para serem direcionados a luz do nosso Pai, que no meio do caminho que estamos percorrendo a Tenda de Umbanda, se aproximam devido a energia que levamos conosco refletida em nossa aura sobre estarmos indo a um local de luz. Essa energia podem muitas vezes nos deixar aflitos em uma Gira sem sabermos o motivo e ficarmos com uma vontade imensa de irmos embora ou qualquer outra coisa, até passarmos mal. Mas se foquem no seu dia-a-dia, esperem o momento da consulta que logo irão melhorar, pois o que está com você será encaminhado e você terá sido de grande ajuda para o nosso Criador.

Se estiver se sentindo mal, nunca saia da Gira sem falar com o Dirigente do local, chame-o e explique o que está sentindo que ele irá saber o que fazer, para resolver essa sua sensação.

Escondendo-se atrás da Mediunidade

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Mediunidade é realmente um tema muito fascinante, mas também é bem delicado.

Os dons mediúnicos não vem atrelados a um manual de instruções, onde você saberá como usá-los e para que servem, muito pelo contrário. Apesar dos vários tratados existentes no mercado literário e também cursos em diversas instituições para o desenvolvimento pessoal, a única forma de realmente saber como lidar com a SUA mediunidade é através da prática.
É nesse momento que as coisas começam a ficar complicadas.
Primeiro, é a ansiedade pela manifestação mediúnica organizada, onde o neófito quer a curto prazo atingir o que os médiuns mais velhos já alcançaram. E, apesar da tentativa, da abertura, dos diversos exercícios, nenhuma entidade lhe toma o corpo, muitas vezes apenas o irradia. Então ele, algumas vezes até inconscientemente, começa a seguir o modelo dos médiuns mais velhos, principalmente do dirigente da egrégora em que se encontra.
O segundo desafio é entrar em contato e achar sua própria identidade mediúnica. Com a maioria dos médiuns hoje sendo portadores da mediunidade consciente (e infelizmente não consciência mediúnica) passam a sofrer da insegurança: Sou eu ou a Entidade?
Com o passar do tempo, temos o terceiro obstáculo: Vaidade.
É fácil você se deslumbrar e ser seduzido pelo poder, ao ver que através das suas forças espirituais muitos conseguem recuperar-se, raciocinar melhor, resolver diversos problemas e até mesmo ter suas condições físicas reabilitadas. É aí que começa o que em Terreiro se diz como: “O médium está passando à frente da entidade”.
Mas para as três dificuldades acima comentadas – e para diversas outras – a resposta é sempre a mesma: Estudo e Educação.
A entidade não pode manifestar simplesmente tudo que sabe se o aparelho dela for deficiente.
A reforma moral é o ponto básico e principal; sem isso, o médium sucumbe às hostes negativas e à sua própria negatividade.
E a reforma intelectual com sua progressão é importante também: quanto mais souber, melhor é, mais você poderá ajudar e, com certeza, suas entidades agradecerão. Espírito Guia não é mágico ou milagreiro; ele opera com as leis naturais, algumas que o homem ainda não conseguiu definir pela ciência, mas o mundo espiritual sabe muito bem como usar delas para trabalhar.
Não se esconda por detrás das entidades espirituais e procure melhorar-se sempre para você mesmo, principalmente para a prática da caridade.
Aceite o caminho, um passo depois do outro, para ter uma caminhada longa e sem desgastes.
Esse texto foi escrito pelo nosso colaborador Douglas Rainho

10/09/2014

UMBANDA: BRADOS E ASSOVIOS!

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É muito frequente as entidades de Umbanda logo que
incorporam, emitirem certos assovios e brados,
ou quando estão dando passes. No caso dos brados dados
no momento da incorporação, são mantras, palavras vibradas
que canaliza para o médium certas classes de energia,
a depender da Linha da entidade atuante, que logo se misturam
à aura do médium, equilibrando-o, regularizando o fluxo e equilibrando os chacras, principais a serem utilizados na mecânica da incorporação, permitindo que o mentor possa
atuar, o mais desembaraçado possível naquele aparelho.
São técnicas astrais superiores, de manipulação de forças sutis vitais, que somente esses grandes senhores da luz sabem movimentar.

DEIXAMOS FLUIR A ESSÊNCIA...

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Deixemos fluir realmente a essência dos Guias em nossas vidas e em seus trabalhos!
Muitos e muitos médiuns de Umbanda, no decorrer do desenvolvimento mediúnico, aprendem métodos de incorporação enlatados, em um padrão, e podam a natureza de seus Guias fazendo com que os mesmos tenham que se adaptar ao que o médium aprende como sendo o correto.
Hoje, criaram-se padrões universais para a incorporação e, mais grave ainda, criou-se um estigma de que quanto mais conhecido for o Guia no sentido do nome, mais poderoso Ele é e mais respeitado será o trabalho do médium  que o incorpora. Isto é uma real inversão de valores, visto que o nome dos Guias pouco importa; o que realmente importa é seu trabalho e seu puder realização.
Hoje em dia, Exu deve sempre vir ereto; Caboclo não pode dar seu brado de guerra e Preto Velho deve falar quase que sem sotaque.
Será que a Umbanda necessita mesmo deste tipo de retaliação aos arquétipos sagrados que a sustenta?
Ao meu ver, o médium deve dar vazão total a natureza do Guia!
Independe de nome, de forma de trabalho, de postura. O que realmente importa é que seja real e pleno o trabalho dos Guias em uma Gira de Umbanda!
Ética, educação, bom senso e luz todos os Guias tem, não há necessidade de doutriná-los, visto que, se são Guias, são muito mais evoluídos que nós e carregam ativo um mistério dentro de si que fará todo um trabalho a quem quer que os procure.
Deixemos fluir realmente a essência dos Guias em nossas vidas e em seus trabalhos!
Vamos confiar mais em seus mistérios e forças e abrirmos nossas mentes para que nossos Guias não tenham a necessidade de se moldar aos nossos tabus e dogmas de conceitos novos que nada trazem de útil aos trabalhos atuais.
Não devemos podar de maneira alguma as manifestações de nossos Guias em detrimento do que nós imaginamos e aprendemos que seja o correto.
Lembre-se que, confiando em primeiro lugar em seu Guia, tudo fluirá naturalmente em sua jornada mediúnica; e, quem o faz, recebe ensinamentos e oportunidades profundas de evolução e esclarecimento acerca dos mistérios do Criador.
Que todos os Guias sejam libertados das amarras que muitos colocam neles no momento dos trabalhos em busca de um arquétipo “perfeito” e “evoluído” de uma modernidade que está a cada dia robotizando nossos Guias para satisfazer uma pseuda evolução de nossa religião .

Por Sacerdote Marcel Oliveira

Mediunidade não é doença.

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Na verdade até pouco tempo a medicina considerava a mediunidade como uma perturbação do comportamento. Mais recentemente o Diagnóstico Estatístico de Doenças Mentais considera a mediunidade como um fenômeno normal desde que seja manifestada no contexto adequado da cultura e da religião.
Por exemplo, ninguém se sentiria confortável de consultar um advogado e ele incorporar durante o atendimento para "complementar a consulta". rsrsrs
Mas não é essa a questão principal que queremos discutir hoje.
Queremos dizer que mediunidade não é doença no sentido de que não é qualquer pessoa perturbada que chega a um centro ou terreiro que se pode dizer que o problema é "mediunidade não desenvolvida".
Algumas vezes a mediunidade até pode começar a se manifestar com alguns problemas, principalmente quando a pessoa percebe os primeiros sintomas, como visões ou sensação de presenças espirituais, e não sabe entender o que está acontecendo.
Porém, raríssima mente a mediunidade vai se apresentar como um franco distúrbio mental ou do comportamento.
Mesmo que os médiuns não desenvolvidos sejam mais suscetíveis a influências de obsessores, geralmente quando os canais mediúnicos estão se abrindo existe sempre uma entidade responsável coordenando o processo. Por isso eles não são, de imediato, vítimas do baixo astral.
Já a perturbação espiritual, com possessões e outras formas de interferências negativas, pode ocorrer em qualquer pessoa, seja ela médium ou não.
Existem médiuns que ficam perturbados ao longo do caminho, especialmente aqueles que não foram cuidadosos e que abusaram de seus dons mediúnicos em busca de fama, riqueza ou poder. Mas aí já são outros quinhentos.
Então, apenas para confirmar, lembremos que mediunidade não é doença. É uma faculdade do espírito e quanto mais ajustado e harmonizado no seu karma, mais suave e natural será o aparecimento e o desenvolvimento de seus dons mediúnicos.
O normal é que a espiritualidade se manifeste sempre como algo positivo na vida das pessoas.

CARIDADE...

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Existe uma distância, enorme, entre a palavra “CARIDADE” e a ação, real, de caridade. A palavra “CARIDADE” é muito usada como desculpa para aliviar o peso na consciência, ou se fazer de coitado, vítima da vida. Outros usam a “CARIDADE” para justificar sua pretensa bondade, sua salvação, e até como vaidade, ela é muito usada. Será que se faz tanta caridade quanto se fala de caridade? Aqueles que dizem fazer caridade têm ideia do sentido mais profundo da palavra?
Na Umbanda, todos dizem fazer a caridade e, quando pedimos para explicar que caridade é esta, ouvimos os conceitos mais variados. Muitos dizem fazer a caridade para seus próprios Guias, para que estes evoluam, o que é uma inversão completa de papel: acreditar que o médium deve trabalhar incorporado, ceder seu corpo, para que seus mentores espirituais possam evoluir! Neste contexto, encontramos médiuns que acreditam estar fazendo “o favor” de frequentar uma Tenda de Umbanda e incorporar espíritos. Trabalham de má vontade, trabalham por obrigação, porque fazendo esta caridade estão comprando um “terreninho” na Aruanda. Fazem esta caridade de incorporar espíritos para saldar suas dívidas, para “limpar” ou “queimar”seu carma. São tão caridosos que, com muito custo e dificuldade, abandonam suas atividades fúteis para vestir o papel de bons samaritanos, juntando fileiras de preguiçosos que acreditam já fazer demais só por ir uma vez na semana ao Terreiro, incorporar e atender com seus Guias. Justificam sua falta de doutrina, sua falta de estudos, sua letargia cultural, alegando que não precisam saber de nada, pois seus Guias sabem de tudo.
A única coisa que precisam fazer é esta caridade. Que caridade é esta?
Outros, em nome da caridade, se deixam explorar apenas para se fazerem de coitados, de vítimas da vida; são como crianças que desejam estar doentes para ter a atenção dos pais. Afirmam que seus Guias ajudam a todos, menos a eles mesmos. Vivem falando da ingratidão alheia e que esta é a moeda pela qual se paga sua preciosa caridade. Se orgulham de não ter nada e, se vivem mal, às vezes na sujeira, chamam isso de humildade.
Sua caridade é a única coisa que sobrou para chamarem a atenção alheia. Querem ser tratados como coitados que tudo fazem para ajudar sem aceitar nenhum tostão, frase que vivem repetindo como papagaios: dar de graça, o que recebemos de graça. E logo emendam que o preço da caridade é ingratidão, já que sua caridade não é um fim em si, mas sim um meio para alcançar algo. Neste caso, esperam que o outro se sinta em dívida para consigo, estes mesmos a quem ele diz ter feito “caridade”. E se não recebem o reconhecimento, logo passam a praguejar as mesmas pessoas que afirmam ter ajudado tanto.
Existem os tais caridosos, sacerdotes e dirigentes, que pagam todas as contas e despesas do Terreiro sozinhos. Não ensinam a seus médiuns o valor sagrado da colaboração e manutenção de um templo. Postura cômoda destes dirigentes, que usam esta condição para tratar mal as pessoas, humilhar e expor ao ridículo seus médiuns, quando estes não lhes agradam. Dizem aceitar a todos os médiuns, dizem que o Pai ou a Mãe não pode escolher os filhos, devem aceitar a todos que chegam, porque esta é sua caridade, mas, às escondidas e até abertamente, falam mal dos mesmos filhos, ironizam e desdenham, dizendo que médium é assim mesmo, só serve para dar desgosto.
Na época de Kardec, o Catolicismo afirmava que: “Fora da Igreja não há salvação” e, por isso, Kardec afirmava que: “Fora da caridade não há salvação”. O Caboclo das Sete Encruzilhadas define a Umbanda como: “A manifestação do espírito para a prática da caridade”. Mas o que é esta caridade?
Muitos dizem que é “dar de graça, o que recebeu de graça”, mas ao mesmo tempo usam esta mesma frase para atacar tudo que acreditam não estar de acordo com a sua caridade.  A caridade é uma virtude e “a virtude nunca espera recompensa”. A virtude não é um meio para se alcançar algo; virtude é um fim em si mesma, virtude é uma qualidade. Quem tem a virtude de fazer o Bem, faz por prazer puro e simples.  Qualquer interesse anula automaticamente o benefício da caridade. Jesus dizia que “os últimos serão os primeiros a entrar no Reino”. E logo surgem aqueles que se esforçam para ser os últimos com o único interesse de ser o primeiro.  Os últimos são os desapegados de qualquer resultado. O apego ao desapego continua sendo apego e estes “últimos”, forjados, nunca serão os primeiros.
A caridade é o resultado de uma ação fundamentada no amor e na verdade, com total desapego de resultado ou julgamento.

CARIDADE E A LENDA DE BODHIDARMA
Conta-se que um homem conhecido como Bodhidarma foi quem levou o Budismo zen (chan, dhiana) da Índia para a China. Ao chegar na China, já havia inúmeros templos dedicados ao budismo. Como sua fama o precedeu, Bodhidarma foi chamado na presença do imperador Wu.
O imperador afirmou ter construído muitos templos e apoiado o budismo durante anos e, então, perguntou ao Bodhidarma qual mérito ele havia alcançado por fazer tantas obras em nome do Budismo. A resposta foi que o imperador não alcançou mérito algum, pois tudo fez por puro interesse de mérito.
Alguns autores afirmam que o imperador teria perguntado se, com isso, ele iria para o “céu”, e Bodhidarma teria respondido que não, que ele iria para o “inferno”, pois suas ações foram motivadas por interesse e não por virtude.  O imperador acreditava ter feito muita caridade. De fato, ele ajudou, e muito, o crescimento do Budismo, o que era visto por muitos como caridade. No entanto, nossas ações não são moeda de troca para se alcançar um estado elevado de consciência, o céu ou a luz.  Ajudar ao próximo é bom, mas nem sempre quem ajuda tem paz para si mesmo. Ajudar ao próximo é muito importante, mas ajudar a si mesmo é fundamental.
A maior caridade é o despertar para a verdade maior; a maior caridade é tomar consciência de quem somos; a maior caridade é a autorrealização.

Ninguém pode dar o que não tem. A caridade real só existe quando praticada com desapego, virtude, amor, verdade e isenção de julgamento. Dar coisas ou dinheiro aos outros pode ajudar, dar comida é importante, dar atenção é essencial, mas dar amor é divino. Em grego, a palavra caridade (caritas) é uma forma de amor. Amor é algo que, quanto mais se dá, mais ainda vamos ter. Por isso, um koan budista diz que, para quem tem um cajado, outro lhe será dado e, daquele que nada tem, mais lhe será tirado. O que quer dizer que, se você não ama o que tem, até isso lhe será tirado, mas para quem ama o que tem, mais ainda lhe será dado. E é aqui, e apenas aqui, que vale a sentença de que “é dando que se recebe”.
Sem amor e verdade, não existe caridade. Não adianta nem fazer caras e bocas de santo, não adianta vestir a pele de cordeiro, não adianta chorar e fazer voz de criança, muito menos assumir o papel do moralista. A verdade é muito maior do que todas as nossas desculpas, medos, fraquezas e expectativas.
Bodhidarma era um homem forte, de aspecto quase rude. Foi ele quem trouxe a arte marcial para o templo shaolim, o Kung-fu. Era filho de um rei no sul da Índia e já havia renunciado ao reino de seu pai em busca da verdade.  Ele não agia para agradar às pessoas e não podia ser comprado. Era um virtuoso nato como o próprio Buda (Sidharta Gautama).  A lenda diz ainda que o imperador seguiu Bodhidarma para ser instruído e iniciado no caminho zen. Por meio da meditação, o imperador alcançou a paz almejada. Esta paz, por si só, é o céu tão esperado e que pode ser vivido em qualquer lugar do espaço e do tempo.

CONSELHOS PARA SER UM MÉDUIM

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1 – Trabalhar com amor, pois, sem amor não existe Umbanda!

02 – Deixar seus problemas pessoais de lado quando for trabalhar em dias de atendimento ao público. Neste dia, você é um instrumento de Olorum e deve praticar sim a caridade, evitando vibrar energias negativas durante o trabalho e, acima de tudo, confiar em sua espiritualidade com alegria e a certeza de que tudo dará certo em sua vida.

03- Ter zelo pelo Terreiro que o acolheu, pois este Terreiro é o seu lugar santo onde poderá sempre buscar Axé, proteção e tudo mais o que se busca no lado espiritual.

04- Respeitar os dirigentes do Terreiro, pois sem eles não haveria trabalho e nem Terreiro para você praticar sua espiritualidade.

05 – Não tenha melindres e nem busque conflitos dentro do Terreiro; quem sairá mais prejudicado sempre será você.

06 – Não tenha preguiça. A preguiça é a armadilha para que você não faça o que lhe foi determinado e fique com os campos abertos para qualquer energia negativa entrar em sua vida.

07 – Não julgue e nem despreze irmãos de corrente, pois isso desestrutura o trabalho do Terreiro e causa conflitos desnecessários que não levam a nada, só ao negativismo e à intolerância entre irmãos.

08 – Confie plenamente nos trabalhos do Terreiro e nas decisões de quem os comanda. Caso não seja possível, procure outro Terreiro que se afine com sua verdade de trabalho e sua filosofia.

09 – Lembre-se que você não é mais importante ou mais especial que ninguém; você é um trabalhador que deve se colocar em sua posição e assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas. Quando isso ocorre, não terá tempo para criticar o trabalho alheio e será um trabalhador eficiente e de confiança dos dirigentes do Terreiro.

10 – Estude muito! Porém, não confunda conhecimento com sabedoria. Você pode estudar por anos a fio e só será sábio mesmo se usar estes conhecimentos adquiridos para sua vida e nunca para diminuir os irmãos ou os dirigentes que não seguiram sua linha de estudo, mas que trabalham com dedicação e com muito amor, tornando-os sábios em seus afazeres.

11 – Siga sempre a hierarquia de trabalho de seu terreiro, não queira fazer mais do que lhe mandaram pois com certeza, estará entrando no campo de outro irmão que também estará cumprindo seus afazeres.

12 – Em um Terreiro, não existe quem faz mais ou quem faz menos. A partir do momento em que você achar que um irmão está fazendo menos, com certeza seu ego está achando que você está fazendo muito melhor e muito mais do que devia fazer. Seja mestre naquilo que lhe foi designado e deixe os irmãos evoluírem conforme seus ritmos naturais.

13 - Médium é mediador; portanto, ele é um meio entre este mundo e o outro e jamais deverá colocar seu racional e suas vontades acima da vontade de Deus e suas divindades, e sempre terá que entender que são instrumentos e não o poder em ação.

Com estas simples regras, notaremos uma melhora sem igual tanto nos médiuns como para a corrente de trabalho de um Terreiro.
 


05/09/2014

Os Rituais Fúnebres Dentro da Religião Africanista

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O Batuque cultua seus antepassados, e embora o culto aos que já se foram faz parte do Fundamento Religioso do Batuque, as obrigações, bem como tudo o que se refere aos rituais fúnebres é separado e diferente do culto aos Orixás.

Há muito respeito e um certo temor ao se falar em "Egun" - espírito dos que se foram - causando até mesmo pânico entre aqueles que não conhecem os fundamentos religiosos. Babalorixás e Yalorixás que atingiram um grau mais elevado na Religião possuem o Balê ou "Buraco", local específico para as obrigações ligadas aos mortos, geralmente situado no extremo oposto á entrada do terreiro, porém quando o Balê ou Buraco não é estabelecido, os rituais e oferendas aos eguns são feitos no mato. As obrigações de egun acontecem em períodos pré-estabelecidos (geralmente próximo á Semana Santa e no Dia de Finados) e anualmente no dia em se comemora a abertura do Balê, salvo ao fato de algum filho-de-santo vir a falecer.

No caso de falecimento do Babalorixá dono do terreiro, o luto no templo dura um ano, neste período ficam suspensas obrigações de corte, toques e fetiches, sendo somente liberado o Jogo de Ifá trinta dias depois para que se possa manter a economia do terreiro. No Balê são feitas as oferendas aos eguns - comidas ritualísticas específicas, flores, bebidas, cigarros, perfumes, etc. - como forma de homenagear nossos ancestrais, desde aqueles que deram início á nossa gôa (família religiosa) até aqueles que se foram mais recentemente.




Ao falecer um iniciado na Religião Africanista é necessário realizar as Obrigações de Desligamento e quanto maior for o grau de importância desta pessoa dentro do culto, maior e mais detalhada será a obrigação, que significa o desligamento do espírito da pessoa falecida com a vida material e terrena. Os cânticos que no lado dos Orixás são chamados de Erís, nos Eguns são chamados de ateté e são acompanhados ao som do tambor xôxo, não há utilização de sineta e nem de agê, a roda movimenta-se no sentido horário enquanto balançam-se os braços, os participantes usam sapatos, características contrárias às das obrigações para os Orixás. Além de homenagear os ancestrais, as Obrigações de Egun também servem para descarregar as cargas negativas.

OFERENDAS AOS ORIXÁS - FRENTES - NAÇÃO RELIGIOSA DE CABINDA - BATUQUE - ...

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