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09/04/2015

O QUE É EXU ???

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Exu é um grande manipulador de energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente em que se faz necessário.
A exemplo disso vemos que Exu pode se apresentar aos obsessores que irá combater em configuração que desperte medo e/ou respeito.
Eles assumem formas rudes, por estratégia e não por serem deformados.
Eles não têm chifres, rabos e pés de bode, como vemos em imagens de algumas casas de artigos religiosos.
Como Exu manipula energias para assumir outra configuração “física”?
Em primeiro lugar há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós, muitos são contemporâneos inclusive.
Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim... Assim como nós.
Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões.
A transformação se dá de acordo com o trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar,ele estuda o ambiente que irá entrar e em seguida, vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater.
Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá.
Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.
E isso é feito sem a necessidade de sacrifícios de animais e/ou despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba (são denominados kiumbas os espíritos desencarnados inferiores, sofredores e mistificadores, perturbadores ou malfazejos, espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). um Kiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida. Os afins se atraem.
O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades.
Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reconheça seus erros, voltado assim à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.
Como os Kiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião, e imediatamente assumem um nome, que jamais será os mesmos dos Guardiões de Lei, pois são sabedores da gravidade do fato, pois quando assumirem um nome esotérico ou cabalístico iniciático de um verdadeiro Guardião, imediatamente e severamente serão punidos.

23/01/2015

A honra de um exu

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 Exu não é pinga. Não é baderna e nem bagunça. Exu não é bico de garrafa na boca e, também, não é embriaguez e muito menos baixaria. Exu não dá o que não deve, mas, se necessário, tira o que não serve. Exu é caminho, força e vitalidade. Não se vende, não se corrompe e não perde.
É força, planejamento e foco. É de natureza grandiosa e benevolente. No tabuleiro é Rei, torre, cavalo e bispo. Não é peão de ninguém. Quem o chama de servo, com certeza já é cativo de seu poder. Não é e nunca foi escravo de ninguém. Não baixa em sessão neo-pentecostal e muito menos perde tempo com sandices mediúnicas.
Alguns dizem que é o nosso melhor e o nosso pior. Discordo. É o que tem de melhor pra quem sabe ter postura, entendimento e discernimento.  Como vejo a imagem do Exu que me acompanha? Como um General. Um senhor de princípios, valores e honra. Sim! Honra! Ingrediente que vem faltando na panela de muitas pessoas…
Exu não é bandido, marginal ou irracional. Exu é poder! Sim, alguns têm preço, seu 7 têm valores, que me ensinou e ensina. Com força quando necessário, com dor quando for preciso. Mas sempre junto e atento.
De tudo que tenho, daria tudo pra não ter a sua ausência. Minha história é escrita com a “caneta” dele. Gratidão Seu 7, hoje e sempre.
Venha! Deixe Exu ser caminho na sua Vida.
                                               Jorge Scritori

30/10/2014

Elementos e Elementais

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No xamanismo conheci uma camada vibratória, que quando acessada, permite a entrada num campo onde podemos nos comunicar com todos os tipos de criaturas, sejam elementais, pedras, plantas animais e etc. Essa comunicação é não verbal, é simbólica,telepática.
Fazer magia natural, é poder acessar esse campo, e a condição para tal é estar em harmonia com todas as manifestações da natureza, saber honrar a cada ser, cada entidade, cada espírito elemental e principalmente, clareza de intenções.
Uma boa parte dos nativos americanos se conectam com elementos através dos Clãs; da Tartaruga, representando o Elemento Terra; do Sapo, representando o Elemento Água; do Pássaro Trovão ou do Falcão, representando o Elemento Fogo e da Borboleta, representando o elemento Ar. Cada Elemento tem seus próprios talentos, e os colocam à serviço da Mãe-Terra e do Universo
Nos rituais da Umbanda e do Candomblé também são reconhecidos e manifestados através dos Poderoso Espíritos da Natureza, os Orixás. Na Mitologia Grega cada Deus era responsável por uma manifestação da Natureza.




11/09/2014

COMO INTERAGIR COM OS GUIAS EM UMA CONSULTA

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Muitos de Nós, as vezes não sabemos como agir diante de um Guia em uma consulta, ou que assunto tratar com ele diante de diversas dúvidas e problemas que carregamos em nossa mente. Antes de iniciar esse post, deixo aqui descrito que todos são um time, ou seja, uma equipe pronta e preparada pelo grau Divino para nos ajudar em qualquer questão a que precisemos. Cada falange de Guia tem seu campo de força de atuação, mas isso não quer dizer que se o assunto que queremos tratar não é do campo daquele Guia e que ele não vai nos ajudar. Até porque no Astral eles se comunicam e trabalham em conjunto a todo o tempo, e se um precisar do outro essa parceria será realizada para nos ajudar em nossa aflição. Mas entendendo os campos de atuação dos Guias e sabendo como agir em um dia de consulta para que ela seja mais produtiva, pode facilitar para nós recebermos a orientação para resolvermos nossos problemas e para eles nos ajudarem.

Partindo desse princípio e que não sou o dono da verdade, e tenho interpretações humanas do que aprendo e recebo nas minha intuições em meu convívio com a espiritualidade, vamos ao assunto. Ao meu ver, quanto ao que tratar com cada falange de entidades eu vejo o seguinte:

Os Orixás nos trazem Axé, a palavra Axé significa poder de realização. Ao contrário das entidades incorporantes, as energias de Orixás quando acopladas em seus médiuns elas não falam, mas emanam uma imensa energia de realização na linha a qual representam, Como por exemplo um médium incorporado de um representante do Orixá Xangô, emana uma imensa energia de poder de realização no campo da justiça e equilíbrio, quando você entra no terreiro para abraçar tal médium com influência desse guia é bom mentalizar os campos da sua vida que deseja melhorar nesse campo da justiça e pedir equilíbrio para suas realizações pessoais, profissionais e espirituais. Lembrando que todos os seus pedidos e pensamentos devem sempre envolver o seu bem e o bem ao próximo e nunca ser algo negativo, pois sendo um pedido negativo,  essa energia se voltará contra o seu pedidor pois absorvemos o que desejamos e emanamos ao próximo. Sempre eleve seus pensamentos a Deus em seus pedidos.

As Crianças, conhecidas também como Erês nos trazem alegria de viver, a felicidade de valorizar o simples, de notar energias positivas num simples abraço. Elas nos dão uma grande energia realizadora, as crianças são muito realizadoras, aproveite uma gira de crianças para pedir a elas ajuda para conquistar o que almeja, mas nunca esqueça que pedidos materiais nem sempre são os mais adequados, precisamos entender que a vida é eterna e devemos pedir ajuda ao que nos faça melhorar e evoluir como Espírito e Matéria e não só como matéria.

Os nossos amados pretos-velhos são grandes sábios, que com toda sua sabedoria nos aconchegam com seus conselhos cheios de amor, humildade e tranquilidade. Os velhos são grandes magistas, podem nos ajudar de diversas formas nos livrando de energias negativas com grandes magias, banhos de ervas ou as vezes com algumas “cachimbadas”, enquanto estamos conversando eles, no astral estão nos limpando de diversas energias negativas que estão acopladas em nossas auras com a fumaça de seus cachimbos. Os velhos estão para nos ajudar em nosso desenvolvimento e evolução, com ele pode-se tratar desde um problema no trabalho a um problema familiar, os velhos trabalham muitos sobre a irradiação de Obaluaê devido as almas. É muito pertinente falar sobre algum problema de saúde seja física ou mental ou espiritual, com as grandes magias eles ajudarão na nossa melhora.

Os nossos queridos Caboclos, precisamos interpretar que vem na irradiação de Oxóssi e Ogum, mesmo tendo vários outros com irradiação de todos os Orixás, são vistos como guerreiros juntos com os Boiadeiros, são grandes realizadores e vencedores de demandas. Sempre guerreando contra as energias negativas que nos cercam, gosto muito de tratar sobre assuntos profissionais, conselhos para as realizações profissionais e trabalhos que realizo. Os Caboclos carregam todo o mistério das matas e com as ervas nos indicam grandes magias para limpeza e elevação do nosso espírito. São mais diretos em seus conselhos e menos fraternos em suas palavra. São mais diretos nos mostrando o que tem que ser feito, se podem falar falam se não podem não falam, mas nos ajudam a nos iluminar para enxergarmos o que precisamos.

As entidades de esquerda Exú e Pombagira são respectivamente os Exús entidades vitalizadoras e as Pombagiras estimuladoras, ele vem para vitalizar nossas características positivas, desvitalizar o que absorvemos de negativo e neutralizar o que recebemos de demandas negativas da mesma forma são as Pombagiras, só que estimulando e desestimulando e neutralizando as demandas. São entidades de luz que atuam nas trevas, em busca de batalhar contra os exércitos do mal e resgatar espíritos perdidos. São ótimos para pedir para abrirem seus caminhos, pois tem como poder divino dado por Deus, serem os guardiões dos caminhos, são também ótimos para lhe ajudar a quebrar e vencer demandas que estejam sobre você. Atuam diretamente ligados a nossa vaidade e nosso ego, nos ajudando a evoluir espiritualmente mexendo com nossos defeitos e fazendo os melhorar. Esse tipo de entidade ao contrário do que muitos creem não são para fazer amarrações, magia negra ou algo do tipo, muito pelo contrário são para desfazer tais trabalhos, se alguma entidade se apresenta sendo dessa falange para fazer tal trabalho, se resguarde pois pode haver ali um espírito obsessor se passando por um Exú ou Pombagira de lei. Para explicar essa linha de trabalho tão mal entendida na umbanda é necessário muitos assuntos ainda.

Temos muitas outras linhas que não são tão cultuados em todas as tendas de umbanda como a linha do Oriente e dos Ciganos, que são voltadas para a cura e orientações espirituais, kármica e voltadas para auxílio em nossa evolução e nos orientar sobre as energias existentes, os ciganos tem um espírito mais libertador em sua essência, são muito bons para conselhos sobre como nos desligar de algo material que nos cause mal.

Temos a linha dos Exús e Pombagiras Mirins que trabalham de forma regredidora com o objetivo de nos dar lições e aprendizados e também as pessoas que fazem mal uso de suas faculdades,  ou seja, que usam seu conhecimento para causar mal ao próximo.

Quanto a ir a uma gira apenas para tomar passe, é de tamanha grandiosidade tanto quanto uma conversa. Eles sabem o que precisamos e as vezes mesmo não falando nada estão fazendo tanto quanto falando.

A forma que os guias agem quando você vai em uma sessão, depende não só do guia e do médium, varia também com relação ao desenvolvimento e doutrina do médium a forma que o guia age em uma consulta, como também depende de você consulente no momento da consulta.

Procurem antes de chegar de fato ao momento da consulta mentalizar seus problemas e as resoluções que precisam em sua vida, mantenha-se com o pensamento elevado a Deus e irão ver que a consulta irá fluir de forma positiva, muitas das vezes tendo uma resposta até para o que não esperava ter. Quando estamos desconcentrados isso polui nossa aura, dificultando o guia de entender o que queremos passar. A vezes estamos tão pensativos e poluídos em nossa mente em uma gira que quando chegamos no Guia para se consultar acabamos não tendo nenhum retorno que queríamos e logo colocamos a culpa no Guia de não ser tão bom, mas não paramos para perceber sobre a nossa conduta enquanto esperávamos o momento da consulta.

As vezes mal chegamos a Gira e recebemos uma resposta inesperada de um Guia, isso pode acontecer por devido estarmos passando por algo, ao nosso lado podemos ter carregado até a tenda conosco alguma energia que fez com que o guia tivesse uma interpretação pelo que viu e tal reação de te dar um recado sobre algo de forma tão inesperada.

A cada ida em um terreiro, mesmo que seja como consulente, estamos sendo de grande utilidade para espiritualidade, muitas das vezes levamos conosco espíritos que necessitam de ajuda para serem direcionados a luz do nosso Pai, que no meio do caminho que estamos percorrendo a Tenda de Umbanda, se aproximam devido a energia que levamos conosco refletida em nossa aura sobre estarmos indo a um local de luz. Essa energia podem muitas vezes nos deixar aflitos em uma Gira sem sabermos o motivo e ficarmos com uma vontade imensa de irmos embora ou qualquer outra coisa, até passarmos mal. Mas se foquem no seu dia-a-dia, esperem o momento da consulta que logo irão melhorar, pois o que está com você será encaminhado e você terá sido de grande ajuda para o nosso Criador.

Se estiver se sentindo mal, nunca saia da Gira sem falar com o Dirigente do local, chame-o e explique o que está sentindo que ele irá saber o que fazer, para resolver essa sua sensação.

Escondendo-se atrás da Mediunidade

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Mediunidade é realmente um tema muito fascinante, mas também é bem delicado.

Os dons mediúnicos não vem atrelados a um manual de instruções, onde você saberá como usá-los e para que servem, muito pelo contrário. Apesar dos vários tratados existentes no mercado literário e também cursos em diversas instituições para o desenvolvimento pessoal, a única forma de realmente saber como lidar com a SUA mediunidade é através da prática.
É nesse momento que as coisas começam a ficar complicadas.
Primeiro, é a ansiedade pela manifestação mediúnica organizada, onde o neófito quer a curto prazo atingir o que os médiuns mais velhos já alcançaram. E, apesar da tentativa, da abertura, dos diversos exercícios, nenhuma entidade lhe toma o corpo, muitas vezes apenas o irradia. Então ele, algumas vezes até inconscientemente, começa a seguir o modelo dos médiuns mais velhos, principalmente do dirigente da egrégora em que se encontra.
O segundo desafio é entrar em contato e achar sua própria identidade mediúnica. Com a maioria dos médiuns hoje sendo portadores da mediunidade consciente (e infelizmente não consciência mediúnica) passam a sofrer da insegurança: Sou eu ou a Entidade?
Com o passar do tempo, temos o terceiro obstáculo: Vaidade.
É fácil você se deslumbrar e ser seduzido pelo poder, ao ver que através das suas forças espirituais muitos conseguem recuperar-se, raciocinar melhor, resolver diversos problemas e até mesmo ter suas condições físicas reabilitadas. É aí que começa o que em Terreiro se diz como: “O médium está passando à frente da entidade”.
Mas para as três dificuldades acima comentadas – e para diversas outras – a resposta é sempre a mesma: Estudo e Educação.
A entidade não pode manifestar simplesmente tudo que sabe se o aparelho dela for deficiente.
A reforma moral é o ponto básico e principal; sem isso, o médium sucumbe às hostes negativas e à sua própria negatividade.
E a reforma intelectual com sua progressão é importante também: quanto mais souber, melhor é, mais você poderá ajudar e, com certeza, suas entidades agradecerão. Espírito Guia não é mágico ou milagreiro; ele opera com as leis naturais, algumas que o homem ainda não conseguiu definir pela ciência, mas o mundo espiritual sabe muito bem como usar delas para trabalhar.
Não se esconda por detrás das entidades espirituais e procure melhorar-se sempre para você mesmo, principalmente para a prática da caridade.
Aceite o caminho, um passo depois do outro, para ter uma caminhada longa e sem desgastes.
Esse texto foi escrito pelo nosso colaborador Douglas Rainho

10/09/2014

UMBANDA: BRADOS E ASSOVIOS!

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É muito frequente as entidades de Umbanda logo que
incorporam, emitirem certos assovios e brados,
ou quando estão dando passes. No caso dos brados dados
no momento da incorporação, são mantras, palavras vibradas
que canaliza para o médium certas classes de energia,
a depender da Linha da entidade atuante, que logo se misturam
à aura do médium, equilibrando-o, regularizando o fluxo e equilibrando os chacras, principais a serem utilizados na mecânica da incorporação, permitindo que o mentor possa
atuar, o mais desembaraçado possível naquele aparelho.
São técnicas astrais superiores, de manipulação de forças sutis vitais, que somente esses grandes senhores da luz sabem movimentar.

DEIXAMOS FLUIR A ESSÊNCIA...

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Deixemos fluir realmente a essência dos Guias em nossas vidas e em seus trabalhos!
Muitos e muitos médiuns de Umbanda, no decorrer do desenvolvimento mediúnico, aprendem métodos de incorporação enlatados, em um padrão, e podam a natureza de seus Guias fazendo com que os mesmos tenham que se adaptar ao que o médium aprende como sendo o correto.
Hoje, criaram-se padrões universais para a incorporação e, mais grave ainda, criou-se um estigma de que quanto mais conhecido for o Guia no sentido do nome, mais poderoso Ele é e mais respeitado será o trabalho do médium  que o incorpora. Isto é uma real inversão de valores, visto que o nome dos Guias pouco importa; o que realmente importa é seu trabalho e seu puder realização.
Hoje em dia, Exu deve sempre vir ereto; Caboclo não pode dar seu brado de guerra e Preto Velho deve falar quase que sem sotaque.
Será que a Umbanda necessita mesmo deste tipo de retaliação aos arquétipos sagrados que a sustenta?
Ao meu ver, o médium deve dar vazão total a natureza do Guia!
Independe de nome, de forma de trabalho, de postura. O que realmente importa é que seja real e pleno o trabalho dos Guias em uma Gira de Umbanda!
Ética, educação, bom senso e luz todos os Guias tem, não há necessidade de doutriná-los, visto que, se são Guias, são muito mais evoluídos que nós e carregam ativo um mistério dentro de si que fará todo um trabalho a quem quer que os procure.
Deixemos fluir realmente a essência dos Guias em nossas vidas e em seus trabalhos!
Vamos confiar mais em seus mistérios e forças e abrirmos nossas mentes para que nossos Guias não tenham a necessidade de se moldar aos nossos tabus e dogmas de conceitos novos que nada trazem de útil aos trabalhos atuais.
Não devemos podar de maneira alguma as manifestações de nossos Guias em detrimento do que nós imaginamos e aprendemos que seja o correto.
Lembre-se que, confiando em primeiro lugar em seu Guia, tudo fluirá naturalmente em sua jornada mediúnica; e, quem o faz, recebe ensinamentos e oportunidades profundas de evolução e esclarecimento acerca dos mistérios do Criador.
Que todos os Guias sejam libertados das amarras que muitos colocam neles no momento dos trabalhos em busca de um arquétipo “perfeito” e “evoluído” de uma modernidade que está a cada dia robotizando nossos Guias para satisfazer uma pseuda evolução de nossa religião .

Por Sacerdote Marcel Oliveira

CONSELHOS PARA SER UM MÉDUIM

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1 – Trabalhar com amor, pois, sem amor não existe Umbanda!

02 – Deixar seus problemas pessoais de lado quando for trabalhar em dias de atendimento ao público. Neste dia, você é um instrumento de Olorum e deve praticar sim a caridade, evitando vibrar energias negativas durante o trabalho e, acima de tudo, confiar em sua espiritualidade com alegria e a certeza de que tudo dará certo em sua vida.

03- Ter zelo pelo Terreiro que o acolheu, pois este Terreiro é o seu lugar santo onde poderá sempre buscar Axé, proteção e tudo mais o que se busca no lado espiritual.

04- Respeitar os dirigentes do Terreiro, pois sem eles não haveria trabalho e nem Terreiro para você praticar sua espiritualidade.

05 – Não tenha melindres e nem busque conflitos dentro do Terreiro; quem sairá mais prejudicado sempre será você.

06 – Não tenha preguiça. A preguiça é a armadilha para que você não faça o que lhe foi determinado e fique com os campos abertos para qualquer energia negativa entrar em sua vida.

07 – Não julgue e nem despreze irmãos de corrente, pois isso desestrutura o trabalho do Terreiro e causa conflitos desnecessários que não levam a nada, só ao negativismo e à intolerância entre irmãos.

08 – Confie plenamente nos trabalhos do Terreiro e nas decisões de quem os comanda. Caso não seja possível, procure outro Terreiro que se afine com sua verdade de trabalho e sua filosofia.

09 – Lembre-se que você não é mais importante ou mais especial que ninguém; você é um trabalhador que deve se colocar em sua posição e assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas. Quando isso ocorre, não terá tempo para criticar o trabalho alheio e será um trabalhador eficiente e de confiança dos dirigentes do Terreiro.

10 – Estude muito! Porém, não confunda conhecimento com sabedoria. Você pode estudar por anos a fio e só será sábio mesmo se usar estes conhecimentos adquiridos para sua vida e nunca para diminuir os irmãos ou os dirigentes que não seguiram sua linha de estudo, mas que trabalham com dedicação e com muito amor, tornando-os sábios em seus afazeres.

11 – Siga sempre a hierarquia de trabalho de seu terreiro, não queira fazer mais do que lhe mandaram pois com certeza, estará entrando no campo de outro irmão que também estará cumprindo seus afazeres.

12 – Em um Terreiro, não existe quem faz mais ou quem faz menos. A partir do momento em que você achar que um irmão está fazendo menos, com certeza seu ego está achando que você está fazendo muito melhor e muito mais do que devia fazer. Seja mestre naquilo que lhe foi designado e deixe os irmãos evoluírem conforme seus ritmos naturais.

13 - Médium é mediador; portanto, ele é um meio entre este mundo e o outro e jamais deverá colocar seu racional e suas vontades acima da vontade de Deus e suas divindades, e sempre terá que entender que são instrumentos e não o poder em ação.

Com estas simples regras, notaremos uma melhora sem igual tanto nos médiuns como para a corrente de trabalho de um Terreiro.
 


05/09/2014

Os Rituais Fúnebres Dentro da Religião Africanista

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O Batuque cultua seus antepassados, e embora o culto aos que já se foram faz parte do Fundamento Religioso do Batuque, as obrigações, bem como tudo o que se refere aos rituais fúnebres é separado e diferente do culto aos Orixás.

Há muito respeito e um certo temor ao se falar em "Egun" - espírito dos que se foram - causando até mesmo pânico entre aqueles que não conhecem os fundamentos religiosos. Babalorixás e Yalorixás que atingiram um grau mais elevado na Religião possuem o Balê ou "Buraco", local específico para as obrigações ligadas aos mortos, geralmente situado no extremo oposto á entrada do terreiro, porém quando o Balê ou Buraco não é estabelecido, os rituais e oferendas aos eguns são feitos no mato. As obrigações de egun acontecem em períodos pré-estabelecidos (geralmente próximo á Semana Santa e no Dia de Finados) e anualmente no dia em se comemora a abertura do Balê, salvo ao fato de algum filho-de-santo vir a falecer.

No caso de falecimento do Babalorixá dono do terreiro, o luto no templo dura um ano, neste período ficam suspensas obrigações de corte, toques e fetiches, sendo somente liberado o Jogo de Ifá trinta dias depois para que se possa manter a economia do terreiro. No Balê são feitas as oferendas aos eguns - comidas ritualísticas específicas, flores, bebidas, cigarros, perfumes, etc. - como forma de homenagear nossos ancestrais, desde aqueles que deram início á nossa gôa (família religiosa) até aqueles que se foram mais recentemente.




Ao falecer um iniciado na Religião Africanista é necessário realizar as Obrigações de Desligamento e quanto maior for o grau de importância desta pessoa dentro do culto, maior e mais detalhada será a obrigação, que significa o desligamento do espírito da pessoa falecida com a vida material e terrena. Os cânticos que no lado dos Orixás são chamados de Erís, nos Eguns são chamados de ateté e são acompanhados ao som do tambor xôxo, não há utilização de sineta e nem de agê, a roda movimenta-se no sentido horário enquanto balançam-se os braços, os participantes usam sapatos, características contrárias às das obrigações para os Orixás. Além de homenagear os ancestrais, as Obrigações de Egun também servem para descarregar as cargas negativas.

20/08/2014

O QUE SÃO REALMENTE OS EGUNS?

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Falaremos um pouco de Egun, lembrando que apenas uma divindade conheceu o mundo como os homens conhecem e apenas Ele esteve e voltou do mundo dos mortos e é por isso que é chamado de "Rei do Mundo", segundo a Cabala e os Itans mais profundos, ligados aos arcanos da Morte, do Mundo e do Julgamento, Ogbé-Fun, Ireté-Iwonrin, e outros. Mas isso é Awo, como se diz na linguagem do santo, é coisa a ser compreendida dentro dos templos e através da iniciação e não em cursos de final de semana e em "faculdades" de Umbanda, como se Umbanda e religiões afro-brasileiras se aprendessem em academias.

A idéia geral e corrente de Egun (que entre os Bantu são chamados de Vumbi) é a de um espírito desencarnado, o que nos remete, obviamente, a relacionar Caboclos, Pretos Velhos e Crianças como Eguns. Realmente eles o são e é aí que a confusão começa, já que muitas pessoas relacionam os Eguns tão somente a espíritos atrsados. Esta é apenas uma das classes de Eguns, genericamente espíritos ancestrais de várias categorias. Poucos sabem que nas tradições antigas existiam TRÊS categorias de Eguns, ou espíritos ancestrais ligados aos homens e ao caminho da civilização em seus vários níveis:

1) Os Baba Egun, que são os antepassados ilustres,aqueles que já conhecem o "outro lado" e já possuem uma posição definida no mundo astral, senhores de raça, de civilizações e de grupos humanos antigos. Estes são os que podem ser identificados - até certo grau, e acima de certa fronteira - como nossos Caboclos, Pais Velhos e Crianças e podem até mesmo ser assentados com o rito correto, com seus fundamentos de louça, de madeira nobre (cedro e outras) e seus objetos de poder. Nota: os Egun Apaaraká são a representação ritual dos Eguns que não falam e que não possuem suas bandeiras de identificação (os Bantés), mas se tornam, um dia, Baba Eguns. Traduzem apenas um momento da iniciação ainda não completa do Culto Lexé Egun.

2) Os Egun Oku Orun, chamados de cidadãos do Orun. São os espíritos de pessoas simples desencarnadas, que não foram condutores de raça, nem antigos responsáveis por grupos humanos. São como eu e você, que, ao desencarnarmos e chegarnos no mundo astral, somos direcionados para esta ou aquela função, embora saibamos nossa colocação momentânea no universo, etc. São aqueles que podem ser cultuados com o fundamento da telha e da madeira.

3) Egun Oku Ayê ou Iwin: estes, sim, são aqueles que não saíram da órbita do planeta (em geral ficam presos em uma dimensão conhecida pelos antigos como Orunapadi), são chamados de cidadãos da terra, ou seja, são estes que vagam sem rumo, que ainda estão presos em redes negativas de emanações afeitas à paixão, à doença e a todas as mazelas humanas. Podem ser maléficos ou não, mas sempre são prejudiciais e se agrupam em falanges sem noção de sua condição no universo astral. Muitos acreditam que ainda estão vivos, outros sabem disso e se ligam a encarnados visando sugar-lhes a vitalidade. São conhecidos também como Kiumbas em língua Quicongo ou ainda são chamados de Arajés ou Ajaguns. Possuem o fundamento da bigorna e das tábuas de sangue, da corda e da corrente.

Estas três categorias se subdividem em mais três cada uma, no MISTÉRIO DAS ALMAS, que vai das Almas Glorificadas às Almas Penadas, Sofridas e Desesperadas do nono degrau, finalmente concretizando a escada das almas (ou na escada de Kitembu), símbolo máximo de Iansa, mãe dos nove Orun.

Há ainda a representação dos Esa, divindades coletivas e as Aku, que são as ancestrais femininas, perigosíssimas, que "nascem" (voltam!) dentro da casa onde estã assentada as Iya-mi. Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no padê, e no axexê quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignatário ilustre falecido. O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e as Aku são invocados no ipadê nos códigos dos cânticos. Com estes dois fundamentos o 11 da força está completo. Obs: Fundamentos da Tradição do Tambor. Ayóòn Lòónan.

Assunto seríssimo! Questão delicada de se tratar, aqui feita com perfeição pelo sacerdote William Oliveira.
Em breve estará em seu novo livro que aguardamos ansiosamente.
Embora os termos remetam às tradições africanas, é possível compreender que revelam aspectos universais da existência além do corpo.
 
 
  William de Ayrá (Obashanan) - Dirigente do Templo da Estrela Verde
Foto: O QUE SÃO REALMENTE OS EGUNS?

Falaremos um pouco de Egun, lembrando que apenas uma divindade conheceu o mundo como os homens conhecem e apenas Ele esteve e voltou do mundo dos mortos e é por isso que é chamado de "Rei do Mundo", segundo a Cabala e os Itans mais profundos, ligados aos arcanos da Morte, do Mundo e do Julgamento, Ogbé-Fun, Ireté-Iwonrin, e outros. Mas isso é Awo, como se diz na linguagem do santo, é coisa a ser compreendida dentro dos templos e através da iniciação e não em cursos de final de semana e em "faculdades" de Umbanda, como se Umbanda e religiões afro-brasileiras se aprendessem em academias. 

A idéia geral e corrente de Egun (que entre os Bantu são chamados de Vumbi) é a de um espírito desencarnado, o que nos remete, obviamente, a relacionar Caboclos, Pretos Velhos e Crianças como Eguns. Realmente eles o são e é aí que a confusão começa, já que muitas pessoas relacionam os Eguns tão somente a espíritos atrsados. Esta é apenas uma das classes de Eguns, genericamente espíritos ancestrais de várias categorias. Poucos sabem que nas tradições antigas existiam TRÊS categorias de Eguns, ou espíritos ancestrais ligados aos homens e ao caminho da civilização em seus vários níveis:

1) Os Baba Egun, que são os antepassados ilustres,aqueles que já conhecem o "outro lado" e já possuem uma posição definida no mundo astral, senhores de raça, de civilizações e de grupos humanos antigos. Estes são os que podem ser identificados - até certo grau, e acima de certa fronteira - como nossos Caboclos, Pais Velhos e Crianças e podem até mesmo ser assentados com o rito correto, com seus fundamentos de louça, de madeira nobre (cedro e outras) e seus objetos de poder. Nota: os Egun Apaaraká são a representação ritual dos Eguns que não falam e que não possuem suas bandeiras de identificação (os Bantés), mas se tornam, um dia, Baba Eguns. Traduzem apenas um momento da iniciação ainda não completa do Culto Lexé Egun.

2) Os Egun Oku Orun, chamados de cidadãos do Orun. São os espíritos de pessoas simples desencarnadas, que não foram condutores de raça, nem antigos responsáveis por grupos humanos. São como eu e você, que, ao desencarnarmos e chegarnos no mundo astral, somos direcionados para esta ou aquela função, embora saibamos nossa colocação momentânea no universo, etc. São aqueles que podem ser cultuados com o fundamento da telha e da madeira.

3) Egun Oku Ayê ou Iwin: estes, sim, são aqueles que não saíram da órbita do planeta (em geral ficam presos em uma dimensão conhecida pelos antigos como Orunapadi), são chamados de cidadãos da terra, ou seja, são estes que vagam sem rumo, que ainda estão presos em redes negativas de emanações afeitas à paixão, à doença e a todas as mazelas humanas. Podem ser maléficos ou não, mas sempre são prejudiciais e se agrupam em falanges sem noção de sua condição no universo astral. Muitos acreditam que ainda estão vivos, outros sabem disso e se ligam a encarnados visando sugar-lhes a vitalidade. São conhecidos também como Kiumbas em língua Quicongo ou ainda são chamados de Arajés ou Ajaguns. Possuem o fundamento da bigorna e das tábuas de sangue, da corda e da corrente.

Estas três categorias se subdividem em mais três cada uma, no MISTÉRIO DAS ALMAS, que vai das Almas Glorificadas às Almas Penadas, Sofridas e Desesperadas do nono degrau, finalmente concretizando a escada das almas (ou na escada de Kitembu), símbolo máximo de Iansa, mãe dos nove Orun.

Há ainda a representação dos Esa, divindades coletivas e as Aku, que são as ancestrais femininas, perigosíssimas, que "nascem" (voltam!) dentro da casa onde estã assentada as Iya-mi. Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no padê, e no axexê quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignatário ilustre falecido. O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e as Aku são invocados no ipadê nos códigos dos cânticos. Com estes dois fundamentos o 11 da força está completo. Obs: Fundamentos da Tradição do Tambor. Ayóòn Lòónan.

William de Ayrá (Obashanan) - Dirigente do Templo da Estrela Verde

Fazer a Verdade...

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Nas questões espirituais é muito importante fazer aquilo que se sabe de verdade.
Uma reza aprendida e recitada com fé durante um benzimento tem muito mais valor do que um grande aparato mágico sobre o qual não se tenha domínio.
Para quem é pai ou mãe de santo o cuidado deve ser redobrado, pois uma aventura ou experimentação mal sucedida traz perturbação para toda a comunidade que depende daquele(a) dirigente.
O segredo é caminhar com paciência e fé, devagarinho.
Não importa a altura que você voa... o que importa é a distância que você chega.
Que Oxalá abençoe a todos e nos dê sempre oportunidades de recomeço.

POVO CIGANO....

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Olá amigos e irmãos de fé e da liberdade religiosa. Este mês de agosto como sendo mês das almas vamos homenagear nossos Exus Ciganos e Pombas Giras Ciganas. Axé!
Os Ciganos trabalham em todos os “lugares”, são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução.
Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico,eles respeitam os Pais e Mães Divinos dos médiun, por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica. Os Ciganos são protetores e não guardiões. Podem trabalhar dentro da linha de Exu porém sem função de chefia e de guarda. Já os Exus Ciganos e Pombo Giras Ciganas são exus e pombo giras como outros quaisquer exercendo todas as funções que qualquer exu e pombo gira exercem. Em resumo: cigano é uma coisa, exu cigano é outra.
Além de serem entidades que se manifestam nos cultos de matriz africana, as pombas-giras são personagens bastante populares. Tanto as pombas-giras quanto os exus representam nossos bons companheiros, velhos “compadres e comadres” sempre prontos a nos ajudar. Também são conhecidas como vencedoras de demandas, das guerras, mulheres cheias de méritos que em seus pontos cantados sempre levam um tom sensual.
Existem várias pombas-giras, assim como existem vários exus, segundo o lugar de onde vêm, onde trabalham e a que família ou falange pertencem, pois cada uma representa uma aspecto distinto da potência geradora dessa entidade.
As imagens que representam as pombas-giras mostram suas muitas faces e trejeitos: há as que trazem os seios à mostra, vestindo pequenas saias; outras exibem roupas mais luxuosas, longos vestidos e muitos colares; algumas guardam uma aparência quase cigana, prontas para dançar. Podem ser claras, morenas ou negras, mas seus cabelos são sempre longos e bem arrumados. Na Umbanda, a pomba-gira faz parte de um grupo de entidades que trabalham “à esquerda”, neutralizando o aspecto negativo e positivo e promovendo o equilrio. São eles, exus e pombas-giras, os responsáveis pela guarda e limpeza espiritual dos terreiros, a quem recorremos quando necessitamos daquela ajuda mais material.
A pomba-gira é uma entidade que está bem próxima a nós, encarnados; possuiu uma vida no passado que lhes permitiu das áreas mais difíceis para as pessoas comuns: a vida emocional, o amor e a felicidade. Elas têm acesso às dimensões mais próximas do mundo da Natureza: os instintos, as aspirações e os desejos. O mais importante é compreendermos que são espíritos em busca de evolução, por isso, trabalham SEMPRE PRATICANDO O BEM, pois só assim poderão subir os degraus da ascensão espiritual.

03/06/2014

A Magia das Velas

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Desde a antiguidade a chama era o símbolo da fonte de luz, conforto e bem estar para o homem. Usada largamente principalmente em templos, no antigo Egito em rituais sagrados. Os Celtas também utilizavam as velas em diversos rituais, mormente os que brindavam o início das estações do ano, como a primavera. As luzes primitivas eram obtidas de lascas de pinheiros e outras madeiras resinosas. Esses materiais combustíveis embebidos em gordura animal, óleo ou sebo, serviam como tochas. Vários materiais foram usados para essa finalidade, mas o que se revelou mais próprio para o uso imediato foi a vela primitiva, que era feita de um pavio de estopa, ou da essência seca de hastes de gramináceas ou ainda juncos, embebidos em cera ou sebo.

Em função da importância na vida diária, as velas acabaram rodeadas de mitos e lendas. Através dos tempos ela foi se transformando num símbolo de iluminação, sabedoria, conhecimento e elo com a Divindade, enquanto a escuridão simbolizava as trevas, a ignorância e a falta de clareza.

Acender velas é uma das mais antigas e mais usadas artes mágicas. A maioria das pessoas, em alguma ocasião já praticou a magia das velas. Até num singelo ato de apagar velinhas de um bolo de aniversário e fazer um pedido.

Na religião católica usa-se a vela em quase todos os sacramentos, no batismo por exemplo, ela simboliza Jesus ressuscitado que vence a escuridão do túmulo e das trevas, simboliza a união do batizado com Jesus recebendo a vida nova de Deus, como uma vela recebe a vida ao ser acesa em outra.
O elemento fogo, através de seus elementais da natureza, as Salamandras, tem o poder alquímico de transmutação e transformação de energia.

No seu dia-a-dia, você poderá estar praticando a magia das velas para transmutação de energia ou ainda obter ajuda para alcançar algo especial. Utilize sempre a cor correta para um objetivo definido e não esqueça também de observar a fase da lua:

- Minguante: Para afastar doenças e más influências.
- Crescente: Para prosperidade e crescimento em qualquer área.
- Cheia: Para o amor, uniões, sociedades e expansão de negócios
- Nova: Para atividades novas, notícias esperadas e comunicação em geral.




Significado das chamas em velas

Chama Azul Clara: o Anjo mostra que o pedido poderá sofrer algumas mudanças. Assim sendo, pede-lhe para ter calma, pois a realização do seu desejo pode estar prestes a concretizar-se. 

Chama vermelha: indica que o pedido é favorável e que está a ser realizado.

Chama brilhante: mostra que o pedido está a ser ouvido e que vai ser atendido.

Pavio Brilhante: indica sorte e sucesso.

Chama que liberta pequenas faíscas: indica que o Anjo irá fazer surgir alguém para comunicar uma mensagem importante. Antes de o seu pedido ser concretizado é possível que sofra alguma desilusão, por isso esta é uma forma do Anjo avisar para que esteja preparado.

Chama que levanta e abaixa: significa que, como quem está a fazer o pedido está a pensar em várias coisas ao mesmo tempo, necessita colocar as idéias no lugar e concentrar-se naquilo que deseja ver resolvido.
Chama em forma espiralada: indica que o Anjo já está a encaminhar as preces para entidades superiores e que estas estão prestes a ser realizadas.

Pavio que se divide em dois: deverá repetir o seu pedido, porque, este foi feito de forma dúbia.

Vela que Chora: dificuldades em realizar o pedido.

Chama fraca: indica que o pedido deve ser reforçado.

Chama baixa: indica que o pedido vai ser realizado, mas com alguma demora.  
Chama que treme: indica que para que o pedido seja realizado é necessário haver uma transformação.

Vela que se apaga sem motivo:  significa que o Anjo dará a sua ajuda na parte mais difícil do pedido, mas o resto fica por conta da própria pessoa.

Vela que queima completamente: significa que o pedido foi aceite pelo Anjo invocado.

Quando se acendem várias velas e uma delas sobressai porque está mais brilhante do que as outras, significa sorte.

Quando se acende mais de uma vela, e todas as chamas estão brilhantes e altas significa que o pedido está a ser abençoado.




Significados das cores das Velas

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Amarelo

Intelecto, criatividade, unidade, trazendo o poder da concentração e imaginação para o ritual; feitiços que envolvam confidências, atração, charme, persuasão, aprendizagem, quebrar bloqueios mentais.
Em geral para estimular os estudos.
Simboliza também a energia solar, ação, inspiração e mudanças súbitas.
Dia da semana: Domingo.

Dourada ou Amarelo Claro

Ativa a compreensão e atrai as influências dos poderes cósmicos; beneficia RITUAIS  para atrair sorte ou dinheiro rapidamente.
Simboliza a energia solar.
Poderes divinos masculinos, feitiços e RITUAIS  para neutralizar a negatividade, encorajar, estabilidade e atrair as influências da Deusa.

Azul

Espiritual, para RITUAIS  que necessitam de harmonia, luz, paz, sonhos, saúde, magia que envolva honra, bondade, tranqüilidade, verdade, conhecimento, proteção durante o sono, ESTABILIDADE  no emprego, sabedoria, poder oculto, proteção, compreensão, fidelidade, harmonia doméstica.
Dia da semana: Quinta-feira.

Azul-Marinho

Cor da inércia, para parar pessoas ou situações; para RITUAIS  que necessitam de um elevado estado de meditação, neutraliza a magia lançada por alguém, quebra maldições. mentira ou competição indesejada. Energia de Saturno. Azul Royal Promover alegria e jovialidade; use para atrair energia de Júpiter ou para qualquer energia que você queira potencializar.

Azul Claro

Cor espiritual; ajuda nas meditações de devoção e inspiração; traz paz e tranqüilidade para casa para casa. Erradia a energia do signo de aquário, sintetiza as situações.

Branco

Alinhamento ESPIRITUAL  , meditação, divinação, exorcismo, feitiços que envolvam cura, paz, pureza, alto astral, consagração, clarividência, verdade, força ESPIRITUAL  , energia lunar, LIMPEZA  , saúde, poder, totalidade. Em geral para todos os pedidos e quando você não souber a cor correspondente para o seu pedido.
Dia da semana: Quarta-feira.
Laranja

Feitiços para estimular energia, alcançar metas profissionais, justiça, sucesso. Em geral para a criatividade.

Marrom

Feitiços para localizar coisas perdidas, para melhorar os poderes de concentração e telepatia, proteção de familiares e animais domésticos. Equilíbrio para RITUAIS  de força material, elimina a indecisão, estudo e SUCESSO  financeiro.

Preta

Para afastar mau olhado, limpar a negatividade, abre os níveis do inconsciente, usado em RITUAIS  para induzir um estado de meditação, simboliza a reversão, desdobramento, discórdia, proteção, libertação, repelindo a magia negra e as formas mentais de energia negativa. Atrai a energia de Saturno; Representa a Deusa.

Púrpura ou roxa

Manifestações psíquicas, CURA  e feitiços envolvendo poder, idealismo, progresso, quebra de má sorte, proteção, honra, afastar o mal, adivinhação, contato com entidades astrais. Energia de Netuno.
Dia da semana: Quarta-feira.

Verde

Feitiços que envolvam fertilidade, sucesso, sorte, rejuvenescimento, dinheiro, ambição, saúde, finanças, cura, crescimento, abundância, generosidade, casamento, equilíbrio e harmonia. Em geral para os desejos de CURA  e sort
Verde Esmeralda

Importante componente num RITUAL venusiano, atrai AMOR, fertilidade e relação social.
Verde Escuro

Ambição, ciúme, cobiça, inveja, coloca as influências dessas forças em um ritual.
Vermelho

Saúde, energia, potência sexual, paixão, AMOR  , fertilidade, força, coragem, vontade de poder, aumento do magnetismo em um ritual, energia dos signos Áries e Escorpião.
Cinza

Cor neutra ajuda a meditação, na magia, esta cor simboliza confusão, mas também neutraliza as forças negativas.
Prateada ou Cinza Clara

Feitiços que atraem o poder de influências cósmicas, RITUAIS  de honra e deidades do sol, remove a negatividade e encoraja a estabilidade, ajuda a desenvolver as habilidades psíquicas. Atrai a energia da Grande Mãe. Vitória, meditação, poderes divinos femininos.


30/05/2014

RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA!

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Portugal era um país extremamente dominado pela Igreja
Católica, no qual os bispos acumulavam poder igual ou superior
ao do Rei. Lá, foi registrado um dos capítulos mais lamentáveis
da Inquisição e caça às bruxas, fato que teve forte repercussão
no Brasil.
Por conta disso, os escravos eram obrigados a seguir a fé cristã, mesmo que já tivessem suas crenças e devoção ancestrais. Proibidos de praticar suas crenças, obrigados a adorar santos católicos, derivou-se daí, o sincretismo religioso.

Devido a essa inserção e mescla com outras crenças, são poucas as casas de candomblé que preservam suas raízes africanas. A maioria agregou elementos cristãos, originando seitas e religiões como a umbanda, que foi abraçada por muitos membros da classe média brasileira, unindo elementos africanos, cristãos e indígenas.
Talvez para conseguir maior inserção na sociedade, ou por conta de forte influência cultural, várias irmandades religiosas católicas, formadas por negros e mulatos, alforriados ou escravos, foram constituídas desde o Brasil Colonial.
Dentre elas, podemos destacar a Irmandade da Boa Morte e a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
Até mesmo a Igreja Católica absorveu influência, adotando santos de origem africana como São Benedito, Santo Elesbão, Santa Efigênia, Santo Antônio de Categeró e Santo Antônio de Noto.
Vemos que muitas ligações existem entre as religiões, gerando dúvidas e, até mesmo, confusões entre os praticantes.
Para isso, fomos consultar um membro de uma das mais tradicionais casas de candomblé do Brasil, para transmitir com mais clareza a história e características do candomblé.
Segundo João Carlos de Yemojá, iniciado pela iyá Regina Lúcia
de Yemonjá, 4° Iyálorixá do Axé Opô Afonjá de Coelho da Rocha/RJ.

“O Candomblé é uma seita de matriz africana, trazida para o
Brasil nos porões dos navios negreiros.
Os principais e mais antigos terreiros de Candomblé, estão situados no Rio de Janeiro e na Bahia.
No Rio de Janeiro, o Axé Opô Afonjá, de Coelho da Rocha, é a
mais antiga Casa de Culto aos Orixás, contando com quase 130 anos de existência.
O Candomblé, é também uma religião de resistência negra.
Digo isso, baseado no fato de que até a metade do século passado, termos sido perseguidos pela polícia, como se marginais fôssemos; as casas invadidas, seus altares saqueados e dirigentes presos como bandidos. Lamentável período, que não pode ser esquecido para jamais se repetir.
Logo que os negros escravos aqui chegaram, trazendo consigo seus santos e sua fé, começaram a ser perseguidos pelo branco, que o proibiam de professar sua fé. Daí a necessidade de "esconder", por trás de santos católicos, os nossos orixás.
Ora, Yemojá nunca foi e nunca será Nossa Senhora da Glória; nunca foi branca e muito menos católica.
O sincretismo é tão controverso, que na Bahia, São Jorge é
Oxóssi o orixá caçador, enquanto que, aqui no Rio de Janeiro,
fora sincretizado como sendo Ogum, o Orixá Guerreiro,
forjador do ferro.
Sou um entusiasta pelo fim definitivo do sincretismo, pois creio
que Orixá é Orixá, santo católico é santo católico, sem misturas, porém, com todos se respeitando mutuamente.
Não precisamos ser aceitos por outras religiões...
apenas respeitados.
Louvemos pois, nossos Orixás, tais como vieram e são
cultuados na África, negros.
Somos negros e assim morreremos. Salve o povo negro e todas
as vertentes religiosas e culturais trazidas, rica e
abundantemente da África.
Somos ainda uma minoria nos grandes e importantes cargos ocupados nesse país...
Mas a partir desse século, tenho certeza que muita gente boa,
está vindo por aí, abrindo caminho pra um futuro melhor."

Algumas religiões de Matriz Africana, presentes no Brasil:

Babaçuê: Pará
Batuque: Rio Grande do Sul
Cabula: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro
e Santa Catarina
Candomblé: todos os Estados
Cultos aos Egungun: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
Culto de Ifá: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
Macumba: Rio de Janeiro
Omolokô: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
Quimbanda: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul
Tambor de Mina: Maranhão
Terecô: Maranhão
Umbanda: Em todos os Estados
Xambá: Alagoas, Pernambuco
Xangô do Nordeste: Pernambuco

Fonte:RELIGIÃO-SABORES & SABER

O CATIMBÓ E O XAMANISMO!

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O Catimbó é a prática de rezas e orações, com as
FOLHAS DE JUREMA, proveniente da árvore Jurema Sagrada da Natureza.
É a invocação dos espíritos da Jurema (encantados), e serve para curar doenças, trazer a paz e dar prosperidade a todos. O Catimbó de seu Zé Pelintra, se baseia no antigo e verdadeiro Catimbó da Jurema. Dentro da Umbanda, sem ser muito percebido, Zé Pelintra pratica e muito seu Catimbó.
O prato principal é o Cuscuz de Peixe, que é símbolo da saúde e prosperidade.
São Mestres de Catimbó, o Mestre Carlos, Arigó, Araribóia, etc...
Nas situações mais difíceis, perante os seres humanos que se julgam mestres,
que se acham entendidos nos assuntos espirituais de Umbanda e Candomblé,
Zé Pelintra vem e sempre se mantêm humilde perante essas situações.
A vaidade humana, é sem dúvidas o atraso das obras espirituais.
Devemos sempre manter a humildade e nos considerar sempre um
eterno aprendiz pois, mesmo um mestre, sempre aprende com outro mestre.
No Catimbó de seu Zé, a bebida Vinho da Jurema, é feita a partir da Árvore Sagrada, com folhas da jurema branca, rapadura, e outros mistérios, que serve
para curar males físicos do corpo e é usada em rituais sagrados do Catimbó.
A Jurema preta, é usada para lavar feridas infectadas e assim cicatrizá-las.
O fumo utilizado é de charutos nobres e o macaia, às vezes, somente para
curas externas. As rezas são variadas e mesa, sempre com muita fartura, sob a égide do Patrono Santo Antônio.
Dentro do Catimbó, encontramos também um pouco de Xamanismo,.
que é um caminho, uma forma de religião, dos nossos irmãos ameríndios, que buscam a cura das pessoas, através das plantas, rezas, ervas e banhos.
O Catimbó e o Xamanismo são parecidos em alguns aspectos e comungam de fatores iguais: Deus e a Natureza.

Catimbó e o Culto à Jurema!
O Catimbó é o verdadeiro e único culto à árvore da Jurema.
A Jurema, é uma árvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina.
Da casca de seu tronco e de suas raízes, faz-se uma bebida "mágica e sagrada, que alimenta e dá força, aos Encantados do outro mundo”.
Acredita-se também, que é essa bebida que permite aos homens, entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem.
Mas o Catimbó existe, sem que seja necessário fazer ou beber a Jurema,
Catimbó não é Santo Daime. Tal árvore, é símbolo e núcleo de várias práticas mágico-religiosas, de origem ameríndia. De fato, entre os diversos povos
indígenas que habitaram o nordeste, se fazia (e em alguns deles ainda se faz)
o uso ritual desta bebida. Este culto se difundiu dos sertões e agrestes nordestinos, em direção às grandes cidades do litoral, onde elementos das
outras matrizes étnicas, entraram em cena.
Desse modo, o símbolo da árvore que liga o mundo terreno ao além, embora amargue (muito amarga), dá sabedoria, aos que dela se alimentam;
ganha novos significados, surgindo um mito com traços cristãos.
Neste sentido, a Jurema surge como a árvore que escondeu a “sagrada família”
dos soldados de Herodes, durante a fuga para o Egito, ganhando, desde então, suas propriedades mágicas e religiosas. onde Jesus descansou, que dá força e “ciência”, A Jurema, é um pau sagrado ao bom mestre curador e, ainda nessa perspectiva, juntaram-se na constituição desta forma de religiosidade popular,
outros elementos de origem europeia, como a magia e o culto aos santos do catolicismo popular. Apesar de encontrarmos nos pontos de Umbanda, a
referência à Jurema é ao Catimbó, que tem a Jurema como o centro principal
de seu culto.
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