08/06/2010

CURSO DE PASSES

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WALDIR SILVA

ÍNDICE
CAPITULO 1 = ESTUDO SOBRE PASSE 3
CAPITULO 2 = SURGIMENTO DO PASSE 4
CAPITULO 3 = PLEXOS - CHAKRAS - CENTROS DE FORÇA - AURA 6
CAPITULO 4 = REQUISITOS PARA O BOM PASSISTA 18
CAPITULO 5 = PASSE 23
CAPITULO 6 = TIPOS DE PASSES 24
CAPITULO 7 = ONDE DAR O PASSE? 26
CAPITULO 8 = COMO APLICAR O PASSE 27
CAPITULO 9 = QUANDO APLICAR O PASSE? 30
CAPITULO 10 = POR QUE APLICAR PASSE? 31
CAPITULO 11 = POR QUE RECEBER O PASSE? 32
CAPITULO 12 = QUANDO RECEBER O PASSE 33
CAPITULO 13 = COMO RECEBER O PASSE 34
CAPITULO 14 = PRINCIPAIS MODALIDADES DE PASSE 35
CAPITULO 15 = EFEITOS DO PASSE 40
CAPITULO 16 = A CURA PRÓPRIA 42
CAPITULO 17 = FORAM CONSULTADAS AS SEGUINTES OBRAS 43

ESTUDO SOBRE PASSE

 

I. INTRODUÇÃO
"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou nossas doenças." (Mateus, 8:17)

 
O PASSE

 
Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.

 
Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes

 
Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes. No clima da prova e da angústia, és portador da necessidade e do sofrimento.

 
Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade, para que recebas remédio e assistência.

 
Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo, com esforço da limpeza interna.

 
Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.

 
O mal é sempre a ignorância e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranqüilidade.

 
Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

 
Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.

 
Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.
O passe exprime gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto, com infantilidades e ninharias.
Se necessitas de semelhante intervenção, recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos, porque, de conformidade com as letras sagradas, "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças". EMMANUEL (Página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba - MG).


  


PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA MÉDIUNS INICIANTES

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01 – Como funciona a mediunidade consciente?
O médium capta o fluxo mental do Espírito, gerando idéias e sensações, como se houvesse a intromissão de outra mente em sua intimidade; como se estivesse a conversar com alguém, dentro de si mesmo.

02 – Ouve uma voz?
Seria fácil, mas não é bem assim. Idéias surgem, misturando-se com as suas, como se fossem dele próprio.

03 – Parece complicado…
E é, sem dúvida, principalmente para médiuns iniciantes, que não distinguem o que é deles e o que é do Espírito. Muitos abandonam a prática mediúnica, em face dessa incerteza, que é perturbadora.

04 – Como resolver esse problema?
É preciso confiar e dar vazão às idéias que lhe vêm à cabeça, ainda que pareçam embaralhadas, em princípio. Geralmente a mediunidade é desenvolvida a partir da manifestação de Espíritos sofredores, o que é mais simples. Não exige maior concatenação de idéias ou esforço de raciocínio. Cumpre-lhe, em princípio, apenas exprimir as sensações e sentimentos que o Espírito lhe passa.

05 – Qual o conselho para o médium que enfrenta esse impasse?
Sentindo crescer dentro de si o fluxo de sensações e pensamentos, que tomam corpo independente de sua vontade, comece a falar, sem preocupar-se em saber se é seu ou do Espírito. A partir daí o fluxo irá se ajustando. É como o motorista inexperiente na direção de um automóvel. Em princípio há solavancos, mas logo se ajusta.

06 – O que pode ser feito para ajudar o médium iniciante?
A participação dos irmãos do Terreiro é importante. O médium, nessa situação inicial, fica fragilizado. Sente-se vulnerável e constrangido. Qualquer hostilidade ou pensamento crítico dos irmãos, revelando desconhecimento do processo, poderá afetá-lo.

07 – Seria razoável aplicar passes no médium iniciante, em dificuldade para iniciar a manifestação?
O passe pode ajudar, mas devemos ser econômicos na sua utilização, a fim de evitar condicionamentos. Há médiuns que esperam pela intervenção do Pai, Mãe ou irmão no Santo, aplicando-lhes passes, a fim de iniciar seu trabalho.

08 – As manifestações de médiuns iniciantes são, não raro, repetitivas. Como devem agir o Pai ou Mãe e Irmãos no Santo no Terreiro?
Cultivar a compreensão e a boa vontade, considerando que o animismo, a intervenção do próprio médium, é expressivo nessa etapa do desenvolvimento. Aos poucos ele irá se ajustando, aprendendo a distinguir melhor entre suas idéias e as do Espírito.

09 – Vemos, com freqüência, médiuns dotados de razoáveis faculdades mediúnicas desistirem do compromisso. Há algum prejuízo?
A sensibilidade mediúnica não funciona apenas nas Giras. Está sempre presente. É na prática mediúnica, com os estudos e disciplinas que lhe são inerentes, que o médium garante recursos para manter o próprio equilíbrio. Afastado, pode cair em perturbações e desajustes.



A FALANGE DOS MÉDICOS DO ASTRAL

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 Vamos estudar um pouco, uma Falange bem conhecida dentro da Umbanda, relacionada com a Linha do Oriente e normalmente colocada na sétima hierarquia da mesma: a Falange dos Médicos ou Curadores.

Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.

Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus ser sepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discípulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos. 

Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança. 

Folhas Sagradas dos Deuses Afro

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ACÁCIA-JUREMA

Ligada ao Deus ( Orixá ) Oxóssi. Usada nos banhos de descarrego, sacudimentos, lavagem de contas. Obs.: ESTA FOLHA NUNCA DEVE SER QUEIMADA. Nos cultos de Catimbó, os indíginas fazem uma bebida, extraída da raiz desta planta, que chamam de Cauim ou Ajucá. Da infusão ou decocção obtida da casca, dizem os índios que, depois de bebê-la, se sentem leves, transportados para o Céu. Na medicina caseira é
utilizada externamente, em banhos ou compressas sobre úrceras, cancros, e na erisipela, em razão de um princípio orgânico nela contida.

 

ALECRIM DO MATO OU DE CABOCLO

Ligada aos Deuses ( Orixás ) Oxalá e Oxóssi e vários Orixás. A única diferença do alecrim do mato é que esta espécie chega a uma altura de dois a três metros. Usada para banhos, amacis de Ori Banho de cabeça ), lavagem de contas, e defumações pessoais e de ambientes, banhos de Abô (indispensável), pois afugenta os Éguns ( espíritos desencarnados ) e Exu ( Orixá das encrizilhadas, que muitas vezes confundem o bem com o mal ). Na medicina caseira é usada como remédio eficaz para tosses (catarros), bronquites, usando-a como chá.

 

ALFAVACA DO CAMPO

Planta conhecida na Bahia como Quioiô e no Nordeste como remédio de xaqueiro. Usada para obrigações de amaci de Orí. Descarrego, banho de Abô ( limpeza espiritual ), lavagem de contas. Do cozimento das folhas, usa-se fazer o chá e um xarope para coqueluche e principalmente para combater tosses rebeldes, bronquites e asma.

 

ALFAZEMA DE CABOCLO OU ACÁCIA OU JUREMINHA

Ligada aos Espítos dos Caboblos. Usada para o Abô, amaci de Ori, lavagem de contas e nas defumaçôes pessoais e de ambientes. Na medicina caseira é usada para fazer essências aromáticas (perfumes) ou são colocados em ramos em saquinhos perfiunados (sachê). para as gaveta.
O chá éusado contra tosses rebeldes e bronquites.


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