06/04/2011

Fundamentos das Guias

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Parte
do
texto
retirado
do
Livro: "Formulário
de
Consagrações

Umbandistas"

Obra
psicografada
por
Rubens
Saraceni.


O uso de colares, pulseiras e talismãs é tão antigo quanto a própria humanidade.

Todos os povos antigos pesquisados adotavam o uso de colares confeccionados com pedras roladas, seixos, dentes de animais, pérolas, penas, sementes, pedaços de ossos ou de madeiras esculpidas, conchas, unhas de certos animais, cabelos humanos ou crinas de animais trançados, etc.
São tantas as coisas usadas na confecção de colares que não nos é possível listar todas.
O uso com respeito de colares confeccionados de forma rudimentar se perde no tempo, tendo começado em eras remotas, quando ainda vivíamos em cavernas ou éramos nômades, mas precisávamos de protetores contra o mundo sobrenatural inferior ou contra o perigo de animais e insetos venenosos ou os malefícios feitos por outras pessoas, etc.
Então, que fique claro aos umbandistas que o uso de colares ou "guias de proteção" não é uma coisa só da Umbanda ou dos cultos afros aqui estabelecidos. Inclusive, os índios americanos também usavam e ainda usam colares, braceletes, pulseiras e talismãs, tal como fazia e faz o resto da humanidade.
Os padres da Igreja Católica usam rosários, crucifixos pendurados no pescoço (um colar, certo?), escapulários, etc., assim como todos os sacerdotes da maioria das religiões atuais o fazem com seus colares consagrados.

A IMPORTÂNCIA DA LUA

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fases da lua


Lua Nova
ERVAS: Esta fase lunar, caracteriza- se pela "ausência" da lua.É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas folhas, frutos, flores e caules superiores. Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.
OUTRAS FINALIDADES: RENOVA,REVITALIZA, REFORMA, LIMPA
TRABALHO: ATRAÇÃO , FLUÍDOS BONS




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Lua Crescente
ERVAS :É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. O éter vital, ou corrente prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.
OUTRAS FINALIDADES : DESENVOLVE,MULTIPLI CA,CRESCE, EVOLUI
TRABALHO : IMANTAÇÃO




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Lua Cheia
ERVAS : É a fase que está na quinzena negativa, não sendo propícia a colheita de ervas, para efeitos ritualísticos, pois o prana ou éter vital, está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.
OUTRAS FINALIDADES : DESCARREGA,AFASTA
TRABALHO : DESCARREGO (LIMPEZA)




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Lua Minguante
ERVAS :Nesta fase lunar, o prana concentra-se na raiz, vitalizando- a, permitindo que ela extraia os nutrientes necessários do solo.Não é uma fase propícia para a colheita de ervas, pois está na quinzena negativa.
OUTRAS FINALIDADES: NEUTRALIZAÇÃO, ATRASA, BLOQUEIA, IMPEDE
TRABALHO : BOM P/ DESMANCHAR TRABALHOS FEITOS

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A Madrugada na Umbanda

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 A madrugada, é o momento lírico do encontro da alma. Do eu interior,
com o mundo silencioso, ornamentado pelo firmamento.
No brilho das estrelas, no imaginável que é o infinito, o ser se
encontra mais perto de um ente superior. Deus..
Tão necessário, tão questionável, mas tão indispensável.
O Espaço nos parece mais leve, mais sutil, e o coração pode expandir
em realidade, todo o seu sentimento.
E a sensibilidade vem mostrar, a pureza de sentimentos, muitas vezes
guardada pelo excesso de afazeres, de um mundo Material.
A Aurora de um novo dia, é o reinício de mais uma jornada, de mais
uma etapa a ser cumprida.
Feliz é aquele que entende, o quão bela é a vida, e a existência de
um ser perfeitamente harmonizado.
No dia a dia, as atribulações muitas vezes, nos tiram a harmonia para
com as nossas entidades. Mas um momento de silêncio, de reflexão,
encontrou a presença majestosa de alguém que nos orienta, nos
assiste nos intui.
A presença se faz verdade. E na madrugada, vos encontrei meu querido
Caboclo da Lua. Meu pai, meu amigo.
Recebo vossas orientações, ensinando-me a percorrer um caminho
difícil, porém amplamente recompensado em minha caminhada nesta
passagem terrena. Onde a compreensão, o perdão, a ajuda para com o
semelhante, devem estar presentes.
De um espaço infinito, de uma grandeza espiritual, a vossa presença é
um marco, na vida de quem por vós renuncia, ajuda, busca através da
caridade, merecer a vossa proteção.
Menino que fui Homem que sou. Porém continuo um menino, perante o
meu Pai.
Quão feliz seria, se pudesse transmitir a todos a Fé, a certeza, a
verdade, a vitória que vós transmitistes a todos que vos buscam e
compreendem.
Quão seria belo o amanhecer, para aqueles que têm na vossa presença,
o seu equilíbrio. No seu equilíbrio mental, espiritual, físico. E que
após uma madrugada, pudessem dizer....

                                                                                   JAGUAR MISTICO./././

O que diferencia o médium de Umbanda em.....

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Basicamente, o que diferencia o médium de Umbanda em relação ao espírita?- o médium de umbanda tem uma sensibilização astral, um reforço no seu tônus fluídico, o que lhe confere um "selo", para trabalhar com espíritos em faixas afins;
- nem todos são médiuns de umbanda, embora de acordo com a dito
kardecismo todos podem ser médiuns;
- o médium de umbanda tem seus núcleos vitais de energia muito peculiares,
que repercute nos gânglios, plexos nervosos, glândulas e sistema
endócrino, oferecendo ao seu complexo físico-etéreo- astral um dinamismo
tipificado para lidar nos entrechoques vibratórios ocasionados pelo combate a magia
negativa, no submundo umbralino do bruxedo, feitiçaria, coisa e  tal;
- regularmente o médium de umbanda tem que se refazer junto a natureza,
sob pena de fadiga fluídica. Para isto sendo necessário elementos materiais,
como liberadores energéticos, recompondo e mantendo o equilíbrio  nos
centros nervosos do organismo físico;
- o médium de umbanda já nasce vibrado, com fluídos nervosos específicos, em
certas zonas vitais com equivalência vibratória que propiciam , em seu
organismo físico-etéreo- astral, uma sensibilização e um acoplamento nos
seus chacras dos guias e protetores na manifestação mediúnica, pois que
estes espíritos já estão destinados a trabalharem com ele antes de
reencarnar;
- os médiuns espíritas, não tendo este "selo" mediúnico em decorrência
da sensibilização astralina antes de reencarnarem, facilmente se desequilibram,
se atuarem nas faixas de socorro da umbanda, pois sofrem a ação de
retorno dos fluídos, impróprios aos seus delicados organismos destinados a
uma faixa vibratória meramente mental;
- ao contrário, um médium de umbanda facilmente atua nas mesas
kardecistas, sem quaisquer resquícios fluídicos que o abalem; escreve, dá
mensagem e irradia fluídos curativos aos doentes;
- ao contrário do que pensam os espíritas, a características de entrechoque
vibratório da umbanda com as zonas umbralinas, não difunde a idéia de seus
trabalhos serem densos, mais pesados, logo erroneamente taxados de
inferiores. Há faixas sútis interpenetradas e muitos espíritos luminosos
labutam na umbanda sem a dita mecânica de incorporação;
- o maior exemplo de médium umbandista na Terra talvez tenha sido
Jesus:
nunca esteve retido nos templos assépticos, penumbrosos e
mentalistas.
Sempre circulou entre os necessitados, nos locais de dor e sofrimento,
entre o povo, assim como a Banda faz.
SARAVÁ TODOS ORIXÁS                                              

05/04/2011

DE OLHOS FECHADOS

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           Sentado ali em frente de seu congá, o velho pai de santo relembra com surpreendente nitidez a sua infância e seu primeiro
contato com a espiritualidade.  Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais. 
Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e que, diante dele, uma estranha imagem se formou: um velho sentado ao
redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe estórias.  De alguma maneira o menino ao ver aquela cena sabia que se tratava dele
mesmo.
          
O tempo passou e a cena jamais esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças. Cresce e
acaba se tornando médium umbandista.  Aos poucos vai conhecendo seus guias que vão tomando seu corpo nas diversas "giras de
desenvolvimento".  Primeiro o Caboclo, que lhe parece muito grande e forte; depois os demais, até que, ao completar 18 anos, o seu
Exu também recebe permissão para incorporar.
          
Já não é mais médium de gira.  A bem da verdade, ocupa o cargo de pai pequeno do terreiro.  Percebe que não tivera uma
adolescência como a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola.  Não vai a bailes, festas... Dedica-se com uma curiosidade e um
amor cada vez maior à prática da caridade.  Os anos passam e acaba por abrir seu próprio terreiro.  Inúmeras pessoas procuram os
seus guias e recebem sempre um lenitivo, uma palavra de consolo e esperança.
          
Foram tantos os pedidos e tantos os trabalhos realizados que já perdera a conta.  Viu inúmeras pessoas que declaravam
amor eterno pela Umbanda se afastarem criticando o que ontem lhes era sagrado porque alguns pedidos não haviam sido alcançados
na plenitude desejada...  Presenciou pessoas que, vindas de outras religiões, encontravam a paz dentro do terreiro.  Este, era mantido
a duras penas já que nada cobrava por trabalhos realizados (dai de graça o que de graça recebestes).
          
Solteiro permanecia até hoje pois embora tivesse várias mulheres que lhes foram caras, nenhuma delas suportou ficar ao
seu lado.  Para ele, a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento.  Mesmo assim, amava todas aquelas que
lhe fizeram companhia em sua jornada terrena.  Brincava o velho pai de santo, quando lhe perguntavam se era casado... Respondia
bem humorado que se casara muito cedo ainda menino.  A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome da esposa era satisfeita
com uma só palavra: Umbanda.  Este era o nome de sua esposa.
          
Com o passar do tempo a idade foi chegando. Muitos de seus filhos de fé seguiram seus destinos, vindo a abrir, eles
também, suas casas de caridade.  O peso da idade não o impede de receber suas entidades e ainda ecoa pelo velho e querido
terreiro o brado de seu Caboclo; o cachimbo do preto velho perfuma o ambiente, a gargalhada do Exu ainda impressiona, a alegria
do Erê emociona a ele e a todos... Enfim, sente-se útil ao trabalhar.
          
Hoje não tem gira, o terreiro está limpo, as velas estão acesas e tudo parece normal.  Resolve adentrar ao terreiro para
passar o tempo.  Perdera a noção das horas.  Apura os ouvidos e sente passos ao seu redor.  Percebe que alguém puxa pontos e o
atabaque toca.  Ele está de frente para o congá.  O cheiro da defumação invade suas narinas... Seus olhos se enchem de lágrimas na
mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente, não sente coragem ou vontade de olhar para trás... apenas
canta junto os pontos.
          
Fixa as imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá, parece que percebe o movimento do
terreiro aumentar vira de costas para o congá e a cena o surpreende: Vê Caboclos, boiadeiros, pretos velhos, marujos, baianos, erês
e toda uma gama de Guias.  Até os Exus e Pomba Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são - não estão
incorporados, todos lhes sorriem amavelmente.
          
Dentre tantos Guias percebe aqueles que incorporam nele desde criança.  Tenta bater cabeça em homenagem à eles mas
é impedido.  O Caboclo, seu guia de frente se adianta e lhe abraça, brada seu grito guerreiro sendo acompanhado pelos demais.  O
velho pai de santo não agüenta e chora emocionado...
          
As lágrimas lhe turvam a vista. Ele fecha seus olhos e ao abri-los, todos os guias ainda permanecem em seus lugares,
porém calados... Nota uma luz brilhante em sua direção. Iansã e Omulu se aproximam.  Seu Caboclo os saúda e é correspondido.  A
luz o envolve.  Já não se sente velho, na verdade sente-se jovem como nunca, seu corpo está leve e levita em direção à luz.  Todos
os guias lhe fazem reverência.  O terreiro vai ficando longe envolto em luz... Sorri alegre, missão cumprida... No dia seguinte
encontram seu corpo aos pés do congá.  Parece que sorri...
 

UMBANDA E CABOCLOS(CHICO XAVIER)

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A PRECE FINAL

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