07/03/2012

TRISTEZA DOS ORIXÁS

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Olá irmãos


Que a paz de Oxalá esteja com todos


Bem hoje abrindo meu e-mail me deparei com a mensagem "Tristeza dos Orixás" com o título de autor desconhecido, bem procurando na internet a autoria achei como autor Fernando Sepe. Bem uum dos problemas da internet é esse, a distorção de textos, mas o mais importante é a mensagem passada por este texto.Seegue a baixo o texto, pensem, reflita, e analisem suas atitudes, pois tenho certeza que alguma vez nóz médiuns já tomamos atitudes parecidas.

Tristeza dos Orixás

Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas…
Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo.

Realmente o Sol tinha escondido – se nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.


Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu – se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram – se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.

Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:
-Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
-Desculpe, sabe, ando meio ocupado_ Respondeu um triste Ogum.
-Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.
-É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãezinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a “ espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles…Estou cansado…
Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.
Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.
Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.
Não! Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que utiliza – se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna – se uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.
Isso magoava Ogum. Como magoava:
- Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Zambi. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá – la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando – na em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição…
Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado…

FRUTAS DOS ORIXÁS

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Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos


Bem a pedidos a postagem de hoje tem como tema as frutas dedicadas aos Orixás, é importante ressaltar que muitos terreiros aboliram este ensinamento, pois este fundamento é mais ligado aos Candomblés mais antigos como por exemplo a nação Nagô e Jejê, mas algumas casas de Umbanda ainda utilizam esse preceito.

Como bem sabemos Oxossí é o senhor da linha dos Caboclos e senhor do elemento ar a todas as frutas estão intimamento ligadas a este elemento motivo este que deu base para qualquer entrega a ser feita a hum caboclo teve conter muitas frutas. Mas todos os Orixás interferem ou como prefirirem se ligam a determinados tipos de frutas são eles:

Oxalá--> Uva verde, pêra, maçã, damasco, melão


Iemanjá--> Melância, melão,sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo


Cosme e Damião--> Goiaba, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama


Oxossí--> Abacaxi, laranja, limão,camboatá, caju, acerola


Ogum--> Banana, ameixa, uva rosê, maçã, graviola, abacate


Obaluaye-->Jaca, cajá, carambola, fruta-pão, morango, amora, mamão, romã, maracujá


Xangô-->Marmelo, melão, caqui, fruta-de-conde, maracujá, manga


Exu--> Pitanga


Pomba-Gira--> Figo


Que Oxalá nos abençoe

Liberdade

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Liberdade

:: Elisabeth Cavalcante ::

Todos ansiamos por liberdade, mas poucos são os seres humanos que têm a real dimensão desta palavra. Muitas pessoas afirmam desejar ser livres, mas reclamam que sua liberdade é obstruída por várias causas.

Geralmente culpam alguém ou as circunstâncias por sua falta de liberdade. Esta é uma das armadilhas mais comuns em que o ego nos enreda. A falta de maturidade e coragem em pagar o preço que for necessário pela liberdade nos faz encontrar uma série de desculpas para justificar a nossa inércia.

Ser livre implica, antes de tudo, numa grande responsabilidade. Pois, sejam quais forem os enganos que cometermos, teremos que assumir as consequências sem poder colocar a responsabilidade sobre ninguém mais.
Entretanto, os aspectos positivos da liberdade e o crescimento interior que ela proporciona não tem preço. Antes de tudo é necessário reconhecer nosso ego infantil, que adoraria ter alguém para resolver todas as dificuldades.

É ele quem sempre nos levará a buscar justificativas para nossa infelicidade, como se nada tivéssemos a ver com a direção que toma nossa própria vida. Enquanto não formos capazes de enxergar esta verdade, seguiremos nos lamentando e colocando em fatores externos a culpa por nossa falta de liberdade.

Não se trata de negar o quanto é dificil superar nossos medos e fragilidades. Porém, desejar uma saída apesar de tudo, é essencial. Sempre é possível encontrar ajuda quando percebemos que sozinhos não daremos conta da tarefa.
O mais importante é reconhecer que somos nós e somente nós os responsáveis por construir a paz, a harmonia e a serenidade interior com que sonhamos.

"Não há ninguém para decidir por você.

É a sua vida, de ninguém mais. Toque a guitarra, toque a flauta, ouça música, crie música. Apenas escolha as coisas que você gosta.
Não há ninguém mais para decidir por você. E é onde você está criando
problemas - você está ouvindo as opiniões dos outros....

Não ouça ninguém. E lembre-se que o que quer que você goste, desfrute
e aceite as consequências -, porque haverá consequências...

A minha abordagem é: ouça o seu ser, a sua natureza. Este é o seu destino, nada mais é importante. Aceite a si mesmo na totalidade, não condene".

OSHO.

01/03/2012

O JOVEM E A RELIGIÃO DE UMBANDA

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"Cada vez mais podemos ver que o número de jovens que procuram a religião de Umbanda tem crescido muito e isso tem acontecido de forma natural. São milhares de adolescentes e "jovens adultos" que adentram os terreiros de umbanda à procura do crescimento espiritual, do conselho do guia, da comunhão com a espiritualidade superior, da vivência de uma religiosidade saudável, do desenvolvimento de suas faculdades mediúnicas, etc.

Isso tem sido muito positivo e reflete bem o "espírito da Umbanda". Mas, o que faz ela ser tão atraente aos jovens? Os guias, os rituais, a música, o amor aos Orixás, etc? Sim, tudo isso com certeza, mas principalmente, a falta de dogmas e a própria filosofia da religião. A Umbanda é jovem e assim também são seus praticantes. Nela não existe preconceito, seja em relação à cor, classe social ou opção sexual; assim também é o umbandista.

Universalista por natureza traz guias espirituais ligados a todos os movimentos espiritualistas e religiosos que já existiram no planeta. Prega as verdades espirituais que todas as religiões pregam, busca a serenidade e o desenvolvimento da consciência, utiliza-se de rituais milenares usados desde os primórdios dos tempos. Traz em si um conjunto de mitos e arquétipos que vibram no inconsciente da humanidade.

Não temos apenas “um" livro sagrado. Todos os livros sagrados da humanidade fazem parte da Umbanda, assim como todos os grandes mestres e avatares (encarnações divinas). Seja Franscisco de Assis ou Ramakrishna, Madre Tereza ou Gandhi, todos estão presentes através de seus ideais e palavras de amor. Jesus, Buda ou Krishna, pouco importa, seus ensinamentos estão tanto no coração dos umbandistas como nas palavras dos caboclos e pretos-velhos.

Outro aspecto que muito chama atenção dos jovens é a falta do "conceito" de pecado, dos dogmas e do discurso ideológico moralista e antiquado que muitas religiões trazem até hoje. A vida na Umbanda é retratada de forma simples e natural. Todos têm liberdade de ação e pensamento, acreditando e buscando as virtudes e a evolução da consciência. A Umbanda liberta, não escraviza ninguém.

O desenvolvimento mediúnico também merece um destaque especial. Muitos jovens têm os seus dons mediúnicos aflorados e acabam por encontrar dentro da Umbanda uma forma de desenvolve–los de forma ordenada, equilibrada e extremamente prática. Nossa "missa" chama-se "trabalho" e um trabalhador é o umbandista.

Além disso, a pessoa vai se autoconhecendo, entrando em contato com a egrégora da religião e com as forças e virtudes dos amados Pais e Mães Orixás, lapidando naturalmente sua consciência e equilibrando suas emoções, sem a necessidade de "uma pregação - evangelização moralista" ou o uso de um “cabresto doutrinário” para a prática da mediunidade-caridade. Sempre respeitando o "tempo" de cada um e acreditando no crescimento espiritual como um processo natural.

Dentro da religião o umbandista religa-se diretamente ao sagrado. É apresentado aos Pais e Mães Orixás e aos seres encantados e naturais, representantes diretos Deles na criação, criando assim uma consciência de preservação e culto à natureza. Importante também é a conscientização do templo vivo que cada um de nós somos, de que nós somos responsáveis pela religião e pela nossa própria espiritualidade. Dizemos que Deus está em tudo e Tudo É e o umbandista procura Deus dentro do próprio coração. É lá também que nós assentamos os amados Pais e Mães Orixás, o que faz com que tenhamos um contato íntimo e direto com Eles, dispensando a figura de um sacerdote como “supremo pontífice”.

Tudo isso cria um lindo universo religioso que tem atraído cada vez mais jovens para dentro dele; jovens que se esclarecidos e conhecedores dos fundamentos de sua religião, tornar-se-ão melhores pessoas e levarão a Umbanda com orgulho, amor e honra.

Portanto, vamos estudar e praticar cada vez mais. Tenhamos orgulho de dizer que “somos umbandistas”! Saibamos explicar e desmistificar nossa religião. Busquemos o desenvolvimento íntimo, as posturas sadias e criativas. Nunca foi tão fácil estudar espiritualidade, nunca houve tanta abertura de conhecimento dentro da religião de Umbanda. Pensemos em todos os antigos sacerdotes que com fé, honra e amor levaram a Umbanda para a frente, sempre trilhando um caminho de luz, mesmo com muito pouca informação, com perseguições, dificuldades, etc.

Agora é a nossa vez. A espiritualidade está dando todas as oportunidades para que a Umbanda cresça e vença o preconceito, a intolerância e os abusos cometidos contra ou em nome Dela. E tenho certeza que nisso o jovem tem muito a contribuir, sendo tanto “hoje” como “amanhã” um umbandista sério e esclarecido. E não estou falando apenas dos jovens de “idade física”, mas sim, dos que mantêm suas mentes e corações sempre jovens, buscando crescer e aprender sempre, unidos pelo ideal da Umbanda.

Saravá Umbanda!"

“ UMBANDA=ÚNICA” “MEDIUNIDADE=RESPONSABILIDADE” “DOUTRINA=DEUS”

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Já é tempo de se pensar em fazer da verdadeira UMBANDA uma religião perfeita, dentro da lei, dentro dos princípios da moral e da razão, banindo-se da sociedade, toda a corrupção e a falta de bom senso.
Estamos numa época em que, tudo aquilo que não é verdadeiro, se destrói por si mesmo.

O ESPIRITISMO, por se tratar de uma crença cem por cento cristã, pois, outra não é a sua finalidade, terá que gozar num futuro próximo, os louros de uma vitória divina, ocupando no cenário mundial o seu devido lugar.

O Espiritismo é uma religião que cultua em sua crença um verdadeiro sentido de humanidade e fraternidade entre os seus irmãos. É um culto de profundo sentimento de fé. Naquele que procurou redimir toda a humanidade.

Nunca as leis de Deus foram rejeitadas no verdadeiro espiritismo e tão pouco se fizeram pactos com o Demônio. O perfeito espírita é como todo o homem de ciência; procura conhecer profundamente todas as reações positivas e negativas, para delas tirar proveito. O espírita que for conhecedor profundo dos poderes maléficos de Satanás, forçosamente saberá utilizar essa força, tirando dela bons proveitos, transformando-a em verdadeiros benefícios.

Onde se cultua a verdadeira Umbanda, deve existir o estímulo e a boa vontade que tem todo aquele que deseja aprender o que de fato existe de real e verdadeiro nas manifestações do espírito, quando em contato com a terra.

Quando o médium consciente, souber organizar-se, a entidade que o acompanha forçosamente organizar-se-á; pois, quem estudar perfeitamente o que seja fenômeno espiritual, há de compreender que:
A primeira manifestação que atua num individuo, é a obsessão (toda regra tem exceção), a seguir, uma vez retirado esse obsessor, as entidades
"Guias espirituais", se apresentam, e aí, concebe-se o que se conhece com o nome de mediunidade. Com a continuação dos trabalhos, esses "Guias" se firmam no subconsciente do médium e dá-se então o fenômeno da "afinidade espiritual". Quanto mais tempo se passar, mais desenvolvimento vai tendo o perispirito do médium, e ao cabo de algum tempo, é ele quem recebe as irradiações dos seus protetores e guias espirituais. Finalmente, o nosso próprio ANJO DA GUARDA, é quem trabalha, protegendo, recebendo as comunicações. Esse é que é o verdadeiro fenômeno que se conhece com o nome de "Mediunidade".

O homem veio a terra com a finalidade de resgatar uma divida, é por isso que muitas vezes achamos impossível que uma pessoa de bons sentimentos, sofra a perseguição dos espíritos das trevas; no entanto, no intimo dessa criatura, existe um mistério ou um mal feito que somente ela é sabedora. Por isso é que os trabalhos de Magia Negra tem grandes resultados.
O que os homens precisam, é combater o mal, conhecendo perfeitamente as ciladas e as tramas dos "Agentes Mágicos Universais", lutando com as próprias armas. Aí sim, a humanidade não se deixará arrastar pelos "cantos da sereia", e, irmanada com os poderes das verdadeiras entidades, obterá a perfeita condição de bem estar material e espiritual.

Que se pratique a Umbanda verdadeira, essa umbanda poderosa e benfeitora, e o mundo entrará na sua fase essencial de progresso e de elevação aos parâmetros de uma compreensão perfeitamente caridosa, e mais próxima de Deus.

Neste texto, o objetivo foi mostrar a responsabilidade de um trabalho Umbandista organizado, com boas intenções de doar energias positivas, palavras de auto estima, de coragem, passes energéticos para equilíbrio corpo/mente, etc.
Mostrar também a responsabilidade do médium, principalmente iniciantes em sua missão.
Nós umbandistas, não desmerecendo qualquer religião, também queremos ser reconhecidos como verdade, com respeito, e não como uma válvula de escape, ou uma mera curiosidade ou chamados de "macumbeiros".

Reconheçam a Umbanda (responsável e verdadeira) como a casa de Deus, nem mais, nem menos, apenas diferente.

Mergulhos...

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Mergulhos...


Ao deixarmos para trás coisas que nos davam segurança, mas que só nos levavam até determinado ponto... podemos acessar um pouco mais de profundidade nos mergulhos e um pouco mais de abertura nas possibilidades...

Sei que sempre tem mais... e esses momentos onde adentramos em algo novo que nos inspira a ir fundo em busca da gente mesmo... são especialmente preciosos, porque nos oferecem a certeza que está na hora de tirar mais um pouco dos véus que nos impediam de ir além....

Eu estou em um momento assim, e percebo que o Universo me colocou em um campo fértil de possibilidades... Nada fora de mim, mas chaves, que até então eu não havia acessado, mostram-me como o nosso potencial de crescimento é sempre aberto e nunca chega ao fim...
Essa imensidão que se abre diante dos nosso passos que se arriscam no desconhecido, nos dão sempre uma soprada de que não devemos parar e nos apegar a nada, por mais maravilhoso que aquilo possa parecer...
Mas, muitas vezes, nos esquecemos disso e tentamos segurar com as mãos o que de repente se revela maravilhoso e especial...

Sinto que estou indo para um lugar novo dentro de mim... um lugar de acolhimento de muitas coisas que não aceitava em mim por julgar inadequadas a quem eu pensava que era... Hoje sei que inadequado é negar qualquer coisa que faça parte da sua totalidade...

Me encanto quando essas possibilidades novas se deixam perceber... ou melhor, quando me deixo perceber as possibilidades novas que estão sempre presente.

Esse tempo é sempre precioso, porque já sabemos o que não queremos mais e temos coragem de avançar sem garantias rumo ao desconhecido.... e só a intenção já movimenta um fluxo enorme de informações que são reconhecidas por sua Alma... e que lhe dão novas esperanças de que tudo pode ser mudado, se mudamos nossa percepção das coisas... Diante de novas percepções um leque de variedades se desdobra e o novo passa a ser algo, não mais só sonhado e esperado, mas uma possibilidade real que vem da sua disponibilidade de se abrir para ele... deixando os velhos modos de ser e de agir vamos enveredando por terrenos novos dentro da gente e liberando com Amor e Aceitação tudo que pede para vir a Luz de Consciência...

Amo quando estou nesse tempo... onde tudo parece possível de se expandir na proporção em que também expandimos os espaços do nosso coração para que neles caibam as coisas que até então rejeitávamos em nós mesmos e considerávamos como partes não aceitáveis da nossa natureza...

Nesse mergulhos tenho encontrado partes minhas que estavam prontas para vir à luz... e que só tinham sido negadas e rejeitadas por não se enquadrarem aos padrões normais... por não se adequarem a normalidade de uma certa história ou de uma certa época, que já nem tem mais importância...
E muitas dessas partes são tão preciosas e tem me soprado uma sabedoria tão simples... mas tão simples... e que agora, à Luz da consciência, me parece tão obvia, que até me pergunto como nunca havia me dado conta dela...

E isso me dá uma vontade de mergulhar ainda mais... para buscar cada vez mais profundo, até que não fique nada escondido e negado... mas sei que tudo tem o tempo certo para acontecer... e sei que por mais que eu me busque sempre tem mais de mim para ser buscado... até que um dia não reste mais nada...
nem o buscador nem o que ser buscado...
Seremos Um com o Todo...

Reformar é melhor

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Reformar é melhorar



Reformar é um processo que envolve muitos detalhes. Cada item é importante porque completa o conjunto. Limpeza, transformação, renovação. Uma nova roupagem que muda o cenário. Reformar é melhorar o ambiente. Em todas as ações há uma ligação do externo e interno. A reforma é muito significativa e faz os links desse diálogo de modo especial.

Já ouvi muito que reformar dá trabalho. Sim, é trabalhoso. Somos acostumados a ficar presos na zona de conforto, a não alterar nada, a deixar tudo como está. Reformar é mudar e ainda temos muita resistência a tudo que representa mudança. A opção pelo caminho fácil pode até ser mais tentadora, mas, quando a chama da mudança floresce, descobrimos que a trilha difícil pode ser surpreendente e expansiva.

Reformar uma casa tem muita sintonia com reformar nosso ambiente interno. A limpeza, por exemplo, é uma etapa que nos convida ao desapego. Vamos encontrando objetos que há tempos não tem participado do nosso cotidiano e que estão ali com energia parada. Podemos até descobrir objetos que podem também ser reformados e ganhar uma nova roupagem. E percebemos que reciclar pode ser simples e criativo. Isso se entrelaça com os relacionamentos e nos faz questionar sobre a sustentabilidade das relações. O que precisamos rever e esclarecer? Onde necessitamos melhorar?

É impressionante o quanto nos sentimos leves depois de selecionar o que pode ser jogado fora ou doado caso tenha alguma utilidade. Parece que o ambiente ganha uma atmosfera de leveza que abre espaço para o novo. A mesma sensação se aplica quando temos a coragem de encarar nossos sentimentos, nos libertar de mágoas, perdoar a si e aos outros, expressar nossas emoções e ampliar nossa consciência sobre a interligação do nosso corpo físico, emocional e espiritual.

A limpeza abre a porta da transformação. E cada ação se transforma em um passo que avança para a renovação. E como é espetacular renovar. Reformar é renovar. As mudanças ganham cores, formas, objetos e detalhes que se completam no cenário. E cada ambiente concluído traz uma satisfação imensa. Reformar é um verbo que desperta muita ação. E ação que se transforma em realização com sabor de vitória.

Ao finalizar o ciclo da reforma, observamos que nasceu uma nova percepção reformulada e com uma energia melhor para seguir adiante vencendo os desafios da jornada. Na caminhada da vida tem muitas estações de reformas para exercitarmos nossa capacidade de renascer.

Reformar é uma oportunidade para aprender e melhorar.
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