24/03/2011

UMBANDISTA:ESTUDAR E PRECISO !

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Antes de tecermos comentários sobre o presente tema, exporemos três situações, a título exemplificativo, que serão de grande valia para um cabal entendimento do assunto a ser abordado.
CASO 1:
Mário, rapaz dotado de aflorada sensibilidade físico-espiritual que em tese poderá levá-lo a tornar-se um bom instrumento (médium) de interação entre o plano astral e o terreno, é levado por parentes umbandistas a um Templo. Detectada sua capacidade mediúnica pela direção daquele espaço de caridade, é convidado a ingressar no corpo sacerdotal da casa pouco tempo depois. Aceita o convite. Em determinada sessão é apresentado aos partícipes como novo membro do terreiro, no nível de iniciante. Porém, é “jogado” dentro da corrente de trabalhos espirituais sem os conhecimentos elementares sobre as bases, características, diretrizes, atributos, história da religião etc.

Mario vê-se confuso diante de uma série de fatos para ele desconhecidos. Sem convicção religiosa e consciência daquilo que faz e acontece a sua volta, procura esclarecer-se com os integrantes da Instituição, sem, contudo encontrar respostas ou apoio. Desestimulado, solicita exclusão do grupo mediúnico meses depois.



CASO 2:
Tereza é umbandista há 20 anos. Labora mediunicamente com grande seriedade e satisfação. Orgulhosa, costuma dizer que se realiza com a religião que abraçou. Em determinado encontro social onde estavam presentes pessoas de outros segmentos religiosos, Tereza vê-se diante de inúmeras perguntas que lhe são dirigidas, umas por curiosidade, outras para tentar ridicularizar a Umbanda. Nada pode fazer. Apesar de tantos anos de religião falta-se a doutrina, o estudo, ferramentas poderosas para enfrentar situações como a que está passando. Sente-se desacreditada e desrespeitada em sua atividade religiosa. Como defender a religião se não tenho os instrumentos básicos para tal? – pensa ela. Observa então que tempo de labor mediúnico, a serenidade, a disciplina, e as práticas de terreiro não são suficientes naquele momento para deixar a imagem da Umbanda imaculada. A tristeza lhe invade a alma.

CASO 3:
Rogério, homem de meia-idade é médium ativo de um Templo Umbandista há 15 anos. Por meio de inspiração é informado por seu Guia Espiritual para preparar-se, pois era chegada a hora de se fundar um terreiro. Sem tempo a perder e com base apenas na prática que absorveu ao longo dos anos, edifica uma pequena casa e convida alguns companheiros da religião para a grande empreitada caritativa. O tempo passa e o número de médiuns chega a uma quantidade considerável. Ao lado de seus antigos companheiros co-fundadores, Rogério observa agora médiuns novos, de diferentes idades e nível intelecto-cultural elevado. Desejosos em conhecer os aspectos doutrinários e litúrgicos pertinentes a Umbanda, solicitam explicações. Em situação constrangedora, o dirigente não sabe o que dizer. Falta-se o estudo, faltam-se conceitos, falta-se à base. Pouco a pouco alguns médiuns se afastam da casa, alguns em silêncio, outros comentando que não poderiam continuar a fazer parte de uma instituição religiosa de Umbanda onde o diretor material de culto, principal referencial de segurança e esclarecimentos, não sabe elucidar o que acontece dentro do próprio terreiro.

Os casos acima narrados, além de outros, força-nos de maneira inequívoca a apontarmos uma triste realidade dentro do Movimento Umbandista. A deficiência doutrinária de expressiva parte dos médiuns que compõem as diversas correntes templárias. E esta precariedade (ou ausência) de conhecimentos relativos à nossa religião está diretamente ligada à falta de núcleos de estudos dentro dos terrenos de Umbanda.
Não fazemos estas afirmações com intuito de ferirmos suscetibilidades ou condenarmos por omissão fulano ou beltrano. Deixemos que a própria consciência daqueles que podiam ou podem mudar tal estado de coisas seja seu julgador.
Preocupa-nos tão somente os efeitos que tal omissão tem ocasionado na formação doutrinária dos médiuns umbandistas e dos reflexos advindos frente às atividades mediúnico-espirituais. Porque quanto mais bem preparado for o médium em quesitos tais como moral, caráter, doutrina etc. mais se constituirá em eficiente instrumento para o trabalho do mundo espiritual. Ao contrário daqueles que se eximem de suas responsabilidades, transferindo os encargos que lhes são próprios para a Espiritualidade, somos de opinião que o melhor caminho a seguir é assumirmos os nossos deveres e externarmos nosso amor e fidelidade à Umbanda, estruturando e fomentando o estudo, o debate construtivo, a formulação de teses, seminários, e ações similares dentro dos templos de nossa religião.
Não é demais lembrarmos que materialmente falando o grande corpo religioso nominado Umbanda é a resultante da atividade de micro células denominadas médiuns, que em conjunto formam as macro células, vale dizer, os Templos. Desta forma, quanto mais bem preparados forem os médiuns de uma Casa Umbandista, mais esta Instituição terá respeitabilidade e credibilidade em nossa sociedade.
E se mais e mais Templos Umbandistas alcançarem tais qualificativos, mais a Umbanda se conceituará em religião séria que é. Neste sentido, é crucial que alguns dirigentes deixem em plano secundário ou eliminem de suas vidas a vaidade destrutiva, o receio por novos projetos, e, sobretudo, joguem fora a idéia de que por serem presidentes ou diretores de culto, ou ainda terem 40, 50, ou 60 anos de Umbanda, detêm todos os conhecimentos litúrgicos, doutrinários e magísticos, não necessitando o auxilio de terceiros, ou de estudos para atividades religiosas práticas.
Os que assim pensam estão caminhando na direção contrária do progresso, do aperfeiçoamento, da evolução. Invariavelmente a cada sessão ou gira, a cada estudo, a cada permuta de idéias, a cada formulação de teorias, a cada observação, aprendemos um pouco mais.
Uns se tornam mais esclarecidos que outros, mas ninguém é detentor de todas as informações. A implantação de Escolas Doutrinárias, de Iniciação, são instrumentos de grande valor para a capacitação instrucional daqueles que desejam atuar como médiuns umbandistas.
Além disto, são nestes núcleos de formação doutrinária que se poderá avaliar o interesse, a intenção, o caráter, a moral, e a seriedade do candidato ao corpo mediúnico. E é aí também que o aluno começará seu processo de consciência religiosa em relação à Umbanda, fazendo cair por terra eventuais conceitos errôneos atribuídos à religião; terá as informações básicas a respeito do funcionamento da Instituição, sua ritualística, sua liturgia etc. que o proporcionará entrar no espaço de caridade de forma tranqüila e segura, ciente de seu procedimento e do que acontece em seu redor.
Por conta da maioria dos terreiros ainda não terem estruturado tais escolas, o que se observa é a facilidade com que muitos candidatos ao sacerdócio umbandista se integram a corrente mediúnica de uma Casa.
Não há um substancial cuidado em se avaliar se a pessoa é realmente médium ou se está passando apenas por problemas obsessivos; se é uma pessoa com bons propósitos ou se está a procura de diversão, aconchegos e conchavos; se quer ser um digno intermediário entre o mundo espiritual e o físico ou apenas deseja espaço para servir de passarela para sua vaidade e o seu egocentrismo. E dizemos mais. O estudo não deve se restringir somente aos iniciantes na religião. Deve alcançar também aqueles indivíduos já integrados ao colegiado mediúnico, não importando seu tempo de casa.
Reciclagem e aprendizado periódicos serão sempre de grande relevância para o aperfeiçoamento dos médiuns de uma coletividade umbandista.
Esperamos com estas abordagens que os responsáveis pela direção material dos terreiros e demais médiuns que compõem a classe sacerdotal da Umbanda se sensibilizem e sejam impelidos por suas consciências a implantarem ou solicitarem a implantação de Escolas Doutrinárias dentro dos espaços religiosos umbandistas.
Diga SIM ao estudo! Salve a Umbanda!
Fonte:Umbanda para todos
Escrito por Mara Tozatto
Fotos: Retirado da internet

AS ENTIDADES SÃO DA RELIGIÃO X OU Y ?

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 É comum ouvirmos o seguinte : "meu orixá tal não é de Umbanda e por isso tenho que ir para o Candomblé", " minhas entidades são todas de mesas branca" ," meus guias não são de kardecismo e por isso tenho que desenvolver na Umbanda",  " Tá na Umbanda, mas minha criança é um erê de nação " …. como é isso ????
Os espíritos são em essência de religião X ou Y ? O meu caboclo não pode trabalhar num centro espírita ? Um médico não pode trabalhar na Umbanda ?
Porque entra em conflitos essa linha de pensamento,  justamente com outras questões que também já ouvi. Quem faz as divisões somos nós, para eles não há separações. Um preto velho tanto pode ir num centro espírita , como numa gira de Umbanda, como numa roda de jurema…
guias
 



Um espírito pode TRABALHAR onde quer que seja chamado para ajudar, seja em qualquer seara espiritual??
Claro ! Um espírito evoluído , não faz segregações, vai onde quer que seja solicitado o seu apoio. Ele estará onde quer que seu médium esteja, seja na igreja, na sinagoga, no Centro Espírita, no terreiro de Umbanda, numa casa de Candomblé. Já pensou um caboclo dizer: " Ih ! o meu menino vai pra igreja? tô fora… vou passear em Aruanda e quando ele for para um terreiro de Umbanda eu volto " .. não tem sentido !!
Mas esse "trabalhar" é o quê ???
O seu trabalho vai depender claro, da Seara Espiritual que seu médium esteja. Se ele tá no Candomblé, o caboclo não vai incorporar, trabalhará na assistência ao público e vai obedecer, como todo espírito evoluído o faz, o sistema de trabalhos invisíveis que ocorre em TODA casa de cunho espiritualista, seja igreja católica, evangélica, templo budista, etc.
Eles são os "nossos" guias , e não nos são dados pelas religiões. Logo não teria sentido pensar diferente. E temos sim, claro, o livre arbítrio que deve ser respeitado sempre, em escolher a religião que mais nos afinemos.
Mas analisando por prismas diferentes …. É muito comum e todos já devem ter ouvido; a entidade X é de Umbanda ou de Candomblé, ou de mesa branca . Isso não significa que ela só vá trabalhar em determinado lugar. Mas poderia significar origens encarnatórias? Falanges pertencentes? Grupo espiritual a que esteja inserida? Os espíritos ditos de luz, claro, não são presos a religiões ou amores pátrios, e todos formam um imenso grupo em prol de auxiliar a humanidade e seus guiados , suas missões, seus médiuns (nós). Mas sabermos que no astral existem grupos de espíritos que se agregam e forma grande correntes e grupos no astral, espíritos com afinidades e visões em comuns. A Umbanda por exemplo partiu de uma agrupamento , de uma corrente de espíritos no plano espiritual.. ela tem a sua formação, as suas estruturas, os seus pilares que o astral nos trouxe. Suas leis, foram uma grande egregora no astral e esse egregora, é mantido pelo mesmo plano espiritual. Há espírito inseridos nessa corrente, outros não. O que seriam EXUS DE LEI ? São espíritos devidamente inseridos na organização astral de umbanda, que pertence a uma ordem e estão sob um conjunto de leis estabelecidas pelos espíritos comandantes dessa corrente.
Logo não é bem assim , uma gigante massa de espíritos sem agrupamentos, sem correntes e organização. O Nosso problema é enxergar isso como pejorativo, pelos nosso olhos egoístas, acho. De que isso soa como separação, como desunião, segregação. Mas não é nada disso ! Sentimentos que não fazem morada em espíritos evoluídos, mas sim uma forma de organizar, de agrupar e unir consciências afins, para que cada segmento cumpra seu papel , ao mesmo objetivo; o avanço da humanidade.
Pois não pensemos que os espíritos também não se agrupam por afinidades. Claro que sim. Afinidades estas não morais, mas de interesses como; ciência, moralidade , o espiritualizar dos homens, o socorro as aflições, o resgates de espíritos rebeldes, etc..
Sem contar em BAGAGENS ENCARNATORIAS. Um médium poderia perfeitamente ser mais inclinado a seguir uma religião A , por questões de afinidades encarnátorias e até karmicas… Assim seriam os espíritos. Logo, porque não haver religiões mais compatíveis a nós, e o próprio plano espiritual , responsável por esse guiar-nos na terra, nos indique o caminho?
Será mesmo que os espíritos que agrupam por questões raciais e sociais ? Um preto velho "baixando " num barracão tradicional de Djedje não poderá trabalhar porquê? preconceito com o preto velho? Se o Dr. Bezerra de Meneses, o Fritz, baixar num terreiro de Umbanda numa gira de criança ou caboclo, como fica? Devemos levar em conta que cada doutrina tem seu sistema de trabalho. Um preto velho não é aceito em casas espíritas porque para eles; o preto velho traz um título, que denotem classe racial, e um espírito não pode se apresentar dessa forma. Pois é como se ele estivesse ainda muito agarrado a sua posição social. Os trejeitos, linguajar peculiar de um preto velho, de um índio, denota apego material, a vestes de uma vida a qual o espírito ainda não se desligou por completo. Pois para a D.E espírito esclarecido não tem raça, não pertence a classes sociais, não tem idade. Tais referências são materiais. Da mesma forma que se um faraó, um imperador Romano chegasse em sua sessão, seria tratado tal qual o espírito do velho escravo, pois ele demonstra que não se desligou de sua última encarnação, principio básico dos espíritos esclarecidos. Se ele não se desligou, precisa de ajuda e socorro e não ao contrário. Essa é a visão da D. E é para mim, é bem coerente dentro dos termos que eles trabalham , porém não o é para a Umbanda, pois para nós , as vestes de pretos velhos, crianças, e índios, tem outro significado, pois entendemos o porquê disso. Coisa que eles não tem o porquê de entender , pois não faz parte de sua estrutura nem doutrina de trabalho.
Sabemos que os espíritos podem modificar-se , tomar a forma de qualquer outra encarnação que teve, que ele não precisa, via de regra incorporar conservando tamanhas caracterização, como o fazem na Umbanda. Porque tomar então, estando adentro de uma seara espírita? Porque não respeitar o sistema doutrinal da casa?
Seria a mesma coisa se eu fosse chamada para ajudar numa reunião evangélica, e fosse defumar, cantar pontos de umbanda e levar atabaques …
Porque um preto velho não pode trabalhar num barracão de djedje? Pq lá não se aceita trabalhar com eguns, e para eles , preto velho é egum , pois teve vida na terra. E não faz parte da doutrina e do sistema da religião. Agora o preto velho será impedido de trabalhar a nível invisível e barrado na porteira? Claro que não.
E porque conta de que os espíritos se agrupariam, formariam correntes astralinas e grupos? O que leva um espírito a ter maior inclinação para esta ou aquela religião?
Bom, não acretido em divisões raciais nem sociais, pois creio que os espíritos esclarecidos não se apegam a isso como nós.
Mas sim em afinidades de formas de trabalho, conhecimentos adquiridos e bagagens encarnatórias.
O que seriam bagagens esncarnatórias ? Não seria aí, classes sócias e raciais? Não , mas conhecimentos espirituais. Um espírito que jamais viveu em contato com algum tipo de vida sacerdotal de cunho magística, nunca teve contato com nenhum culto xamã, ou sequer detém conhecimentos de medicina natural, não tem o menor conhecimento com manipulações mágicas tão peculiares a umbanda, seria um caboclo, um preto velho como? Como ele poderia ter os conhecimentos que um preto velho de umbanda precisa ter?
Qual é a sua opinião?

LUZ!CÂMERA!MISTIFICAÇÃO!!!

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   Indignação. Esta é uma das tantas palavras que afloram na mente dos verdadeiros umbandistas, diante das várias situações negativas que infelizmente ocorrem em nosso meio religioso, e que, diga-se de passagem, nada têm a ver com a nossa Sagrada Umbanda. A história é a mesma. Pessoas inescrupulosas, de comportamento vil, encarceradas pela vaidade e egocentrismo, atributos que constituem e comandam suas personalidades doentias, e que querem a, qualquer custo, ser o centro das atenções e discussões, nem que para isto tenham que macular a imagem da Umbanda. Para estes elementos de má índole, a Umbanda é vista, não como instrumento de ação espiritual positiva, de amor e caridade, mas sim como trampolim para se alcançar interesses pessoais e reprováveis. Caro leitor, analisemos juntos e com serenidade espiritual uma situação que foge à observação de muitos, mas que merece ser trazida à tona, a fim de que a grande massa de umbandistas (os verdadeiros, é claro !!) possam ficar atentos e tirarem suas conclusões ante a determinadas atitudes que ferem frontalmente os princípios sadios de nossa religião. É acontecimento natural, reflexo da necessidade humana em registrar eventos de relevância, ou como forma de organização histórica das Instituições, que durante uma Gira ou Sessão que tenham por fim saudar à Espiritualidade Superior, ou ainda comemorar o aniversário de fundação de um templo umbandista, que alguns adeptos (médiuns ou assistentes) queiram perpetuar tais momentos de maneira a terem uma fonte documental de referência segura contra possíveis lapsos de memória.

Deste modo, é comum observarmos pessoas utilizando-se de gravadores, máquinas fotográficas e câmeras de filmagem durante as várias cerimônias que se realizam nos terreiros. Até aí, nada de mais, uma vez que não é um procedimento exclusivo da Umbanda, mais usual em outros segmentos religiosos. No entanto é certo e lógico que ao utilizarmos a tecnologia para determos nos instrumentos de captação sonora ou visual manifestações da Espiritualidade Superior, devemos ter em mente o caráter de impessoalidade durante estas ações. O importante nestas ocasiões é ter uma visão do que acontece como um todo, ou seja registrar em gravadores ou câmeras a exteriorização da espiritualidade de uma forma coletiva, em que cada médium se apresente como mera unidade instrumental para a manifestação dos espíritos. Não se concebe a idéia de que Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Exus e Crianças, entidades de alta estirpe espiritual que militam na Corrente Astral de Umbanda, se manifestem nos terreiros e fiquem procurando as lentes de máquinas fotográficas ou filmadoras na intenção de verem captadas a sua imagem (na realidade a imagem do médium). É evidente que quando isto ocorre, não é por ação dos espíritos trabalhadores de nossa cristalina Umbanda, mas sim pela vaidade, pelo narcisismo e outros atributos negativos enraizados em algumas pessoas, que de umbandistas nada têm.

Simulam incorporação com tal ou qual espírito e, sob tal mistificação, exteriorizam o seu verdadeiro "eu". Pedem para serem fotografados, fazem pose para as câmeras, estufando o peito e olhando para as lentes com ares de superioridade, parecendo mais intelectuais sendo fotografados ou filmados em eventos sociais. E não é só isto. A pessoa pode até estar incorporada, restando saber a que classe pertence o espírito que se manifesta através dela. Sabemos que espíritos ainda pouco esclarecidos se fazem passar (mistificam) por Caboclos, Exus, Pretos- Velhos etc., a fim de se infiltrarem nos templos umbandistas, promovendo a discórdia, a excentricidade, a confusão. Para estas entidades o flash de uma máquina fotográfica ou o refletor de uma câmera filmadora funcionam como grandes massageadores de ego, apegados que estão aos vícios, sentimentos e desejos humanos. Os espíritos labutadores de nossa religião encaram fotografias,
filmagens e gravações como algo sem nenhuma significância, mas as toleram por necessidades e desejos humanos. De igual forma, médiuns sérios jamais se preocupam em "sair na foto, na fita ou DVD", pois sabedores que nos trabalhos de terreiro é a Umbanda que deverá ser o único foco das atenções e exaltações.

Aos leitores: Luz, Câmera e Atenção !!!



                                                                               JAGUAR MÍSTICO (.)

MÉDIUNS INCONSCIENTES?

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incorporacao                                         







Alegar que médiuns que são conscientes mais afirmam ser inconscientes por uma questão de vaidade apenas, é fechar os olhos para uma triste realidade de nossos terreiros; a ignorância pautada no misticismo e falta de estudos sobre suas próprias capacidades. Sabemos perfeitamente que a Mediunidade na Umbanda vai muito mais além do que Orkut, Internet, livros, apostilas, materiais didáticos sobre mediunismo, grupos de estudos e uma educação teórica sobre o assunto. A verdade é que a grande maioria das pessoas , sejam umbandistas, e de um modo geral, não tem acesso a livros, a leitura, e a grupos de estudos que lhes propicie um esclarecimento amplo de tantas fontes competentes que atualmente abordam o assunto MEDIUNIDADE , SEUS MECANISMOS E APLICABILIDADE.

O desenvolvimento é apenas "a moda antiga", – bota roupa entra na roda e deixa o "Santo pegar". E antigamente , também sabemos bem que o misticismo , desinformação e falta de uma preocupação em ampliar e obter conhecimentos sobre mediunidade era nulo. E até hoje existem PDS /dirigentes que nem sabem o que seja psicofonia (o que em momento algum desabona seu trabalho enquanto médium), mas só passamos o que temos aos nossos filhos. Se eu nada sei sobre mediunidade, nunca me instrui sobre o assunto, o que posso passar a meus filhos ??? O que aprendi…. pautado em MINHAS EXPERIENCIAS PESSOAIS MEDIUNICAS… que sabemos hoje que cada um , tem a sua própria experiência e a forma que a mediunidade se apresenta pra mim, não será igual a que se apresenta pra você. Sentirei -a de forma diferente.

E antigamente , como ninguém tinha uma preocupação com um estudo sobre o assunto, havia muita nebulosidade sobre o assunto. Acreditava-se de que éramos "possuídos" pelo espírito.

De que ao estarmos em transe, mediunizados o espírito entraria em nós e tomaria nossa mente, nossa consciência, e que ao retornarmos , de nada lembraríamos. Claro que as manifestações espirituais outrora, eram mais 'intensas" e médiuns inconscientes eram mais comum que nos dias de hoje, principalmente em termos de Umbanda, que as manifestações tem um caráter mais consciente do que outras manifestações religiosas intercambiáveis espiritualmente falando.

E até hoje, a grande maioria das pessoas acreditam que ao estarmos incorporados, de nada lembramos, pois o espírito toma conta de nós e so voltamos quando o mesmo deixa nosso corpo.

Essa crença é fruto de mais de 70 por cento dos médiuns iniciantes e ela é a causa primária da grande dúvida que atormenta dos médiuns que sentem suas primeiras manifestações. " será que era eu ou era minha entidade ? Acho que era eu mistificando , porque eu via e ouvia tudo". E acreditem, muitos vivem em completo tormento e martírio, acreditando que está mistificando , pelo simples fato de ver e ouvir tudo o que se passa, ao estar sob influencia da entidade. Por medo de perguntar e ser taxado de mistificador, se cala e segue seu desenvolvimento baseado no medo e desconfiança de si mesmo. Descrente e duvidoso se de fato, é médium , ou está sendo influenciado pelo sua própria mente. Muitos abandonam e os que n conseguem deixar o trabalho mediúnico, escondem sua consciência por anos, por medo de serem acusados de charlatães e marmoterios. Porque ocultar sua consciência ? Segunda causa observada. Ainda sem sair desse âmbito de desinformação que é , infelizmente, reinante na Umbanda e seus freqüentadores (assistências, estes mesmos é que não tem obrigação de entender ou procurar entender sobre mediunidade), e a crença que "se tá MESMO com santo, não vai lembrar de nada"…. O assistente acredita fielmente de que ao estar com a entidade é somente ele e a entidade. E sente-se seguro e confiante em se abrir sobres seus segredos mais íntimos e as vezes "cabeludos". Muitas vezes, se ele souber que o médium também está ali, ele certamente acharia que tudo não passa de enganação. Pois o que ele sempre ouviu falar e que não se sabe de nada quando estamos incorporados com nossas entidades. E a própria entidade não conseguiria atingui-lo, ou seja, não conseguiria a confiança dele, para poder o ajudar.

E muitas vezes deixa-se de socorrer um pessoa por uma causa , ao meu ver, pequena. Muitas vezes para ministrar um remédio curador, é preciso dizer ao doente que é água. Certos vícios , não se desvincula assim de uma hora pra outra. Principalmente quem está de fora, ou seja, no caso dos assistentes, os socorridos da umbanda, não tem obrigatoriedade de conhecer mecanismos mediúnicos, e mais ainda , nossos fundamentos. E não será num dia, que todas as ideias mistificadas de anos e anos , do ouviu a avô dizer, a bisavô, o tio, vai de dissipar assim. Porém no caso do médium , este sim , tem obrigação de saber, conhecer e repassar a seus irmãos.

SER CONSCIENTE, LEMBRAR , VER E OUVIR TUDO O QUE A ENTIDADE FALA E FAZ DURANTE O PROCESSO INCORPORATIVO, É NORMAL, NATURAL E MUITO MAIS DA METADE DOS MÉDIUNS PASSAM PELAS MESMAS COISAS. MESMO OS QUE JURAM QUE DE NADA LEMBRAM. VOCÊ NÃO É LOUCO NEM MARMOTEIRO PORQUE OUVE TUDO O QUE A ENTIDADE DIZ AO CONSULTAR ALGUÈM.

Embora todos os estudos que há atualmente sejam insuficientes ainda para comprovar ou afirmar tais teorias sobre a psicofonia/incorporação e fenômenos mediúnicos com relação a consciência /inconsciencia…..Alguns elementos que podemos observar que ainda são retirados de "IDEIAS MITICA", EQUIVOCADAS ou sem nenhum embasamento amplo e coletivo, apenas observações individuais, mediantes capacidades próprias de um determinado individuo. Por exemplo; a relação que se faz entre consciência e domínio maior por parte do espírito comunicante. Acredita-se que ao estarmos inconscientes, o espírito nesse caso, teria total domínio do corpo do médium, que um médium consciente por exemplo não poderia oferecer. Engano.

Ter ou não domínio do corpo do médium e este ficar sem poder ter nenhum tipo de controle de seu corpo, NADA TEM A VER COM NIVEIS DE CONSCIENCIA. Uma entidade pode ter controle do corpo do médium, deixá-lo impotente, sem poder exercer seus movimentos por vontade própria sem que em nenhum momento , este médium perca a consciência do que está ocorrendo. Logo, ser inconsciente ou não……não está via de regra , relacionado com domínio total ou mesmo parcial do espírito sobre o médium. Ledo engano é , achar que a comprovação de uma incorporação de fato e real, está em nossa inconsciência… muitos médiuns iniciantes rezem, oram , imploram pra pelo menos um dia, ficarem inconscientes, pois só assim , eles passariam a acreditar em sua própria capacidade e acabaria com tanto tormento. Porém, ficar inconsciente ou não, não alega nem prova nada. O que , se fosse algum projeção de sua mente apenas, ele poderia inconscientemente , perfeitamente bloquear sua memória durante o "suposto transe mediúnico" e de nada ele lembraria , após a "suposta incorporação.

Tal qual alguns distúrbios psíquicos e psicológicos provacam perda da memória em pacientes com tais distúrbios, como dupla ou múltipla personalidade. Que causa total ausência de memória durante a manifestação de outra personalidade do paciente, que de nada lembrará. Porém, perder os movimentos motores e controle dos órgãos da fala, é o primeiro fato comprobatório de que há uma força , além de nossa mente que age sobre nós, direcionando nossos movimentos com vontade própria e que é inteligente, pois pode manifestar individualidade , aquém de nossa própria inteligência e saber. O que ficaria muito mais difícil , ser uma caracterização de nossa mente agindo, pois , inconscientemente , não é algo que queremos ou imputamos em nós, como no caso dos distúrbios psicológicos, que por mais que naquele momento seja algo aquém de nossa vontade, é criação de nosso querer , de nossa vontade , mesmo que não tenhamos consciência disso.

O ser humano é UNO. Ele não pode manifestar uma inteligência além da sua, uma vontade que denota uma inteligência, uma consciência além dele mesmo, que não seja outra consciência/um outro espírito. Uma outra observação que pouco se faz, a diferença entre psicofonia e incorporação. Se eu perguntar o que é incorporação , e seus processos, a grande maioria vai dizer, é a mediunidade que os espíritos usam para falar através do médium, mediante a um 'acoplamento" , o espírito encosta no médium , lhe transmite mentalmente as mensagens , o médium interpreta mentalmente e transmite como ouviu. Ou seja, as mensagens passa pelo médium, que exterioriza o que o espírito fala, é uma comunicação entre corpo astral do médium e do espírito. Não discordo, porém acrescento… esse 'acoplamento" pode ser mais intenso ou não…. quando é mais intenso, dando a sensação de perda de controle e transe mediúnico, podendo interferir nos movimentos do médium , pelo maior proximidade da energia da entidade, principalmente se esta energia for de um padrão mais distante do médium, ou este não estiver ainda em harmonia sincrônica com suas entidades, costuma-se chamar de INCORPORAÇÃO. Se for um acoplamento mais sutil, costuma-se chamar de mediunidade intuitiva. Porém, ambas tem o mesmo processo.. basicamente são iguais….. E é esse tipo de mediunidade que está em grande número na Umbanda. Podemos dizer que a maioria das capacidades mediúnicas em nossa Seara são intuitivas, em maior ou menor grau. E este tipo de capacidade , dificilmente interfere na consciência do médium, impedindo-o de lembrar e estar "presente" no momento da manifestação de suas entidades.

O termo incorporação, tomou um status genérico que engloba todas as capacidades de comunicação que precise que o médium transmita a mensagem que o espírito que dar. Porém a psicofonia tem caráter diferenciado. Para que haja um fenômeno psicofônico, o espírito precisa via de regra, agir sobre os órgãos da fala do médium. Podendo essa psicofonia ser mecânica, comparando a psicografia mecânica, onde o espírito toma a mão do médium , sem que passe por sua mente, e nesse caso , podendo escrever em línguas e usar letras que o médium desconhece..ou semi mecânica, onde o comando passa pela mente do médium, que registra tal controle e age diretamente nos órgãos que irá exercer a comunicação.

Tais capacidades, principalmente as mecânicas , são extremamente raras atualmente, e em temos de Umbanda , mais raras ainda. E estas porem exercer uma perda de memória/consciência em maior ocorrência do que, o que se classifica hoje como incorporação. Ser ou passar a ser inconsciente ou não ao contrario do que se pensa, não está relativo a TEMPO DE DESENVOLVIMENTO, status ou melhor capacidade mediúnica. Ser ou não in-consciente não é um estado permanente, principalmente se tratando de Umbanda. O que podemos observar é que a entidade pode – claro mediante a uma possibilidade particular do médium – inferir em determinado momento/dia uma inconsciência, se assim achar necessário. Porque então se observe que muitos médiuns com o passar de anos no labor , passa a ser inconsciente ?? Capacidade particular dele, que as entidades e seu próprio espírito está fazendo uso, pelo caráter que tomou o trabalho mediúnico. Muitas vezes o espírito do médium, sai literalmente em desdobramento , vai se ocupar de outras coisas em outros planos, e deixa a entidade trabalhar, tamanha é a afinidade e confiança que se estabeleceu, como também após anos e anos de labor mediúnico, o trabalho constante parece tomar um caráter similar e o espírito do médium , muitas vezes aproveita esse tempo para ocupar de outros ensinamentos e trabalhos em outros planos. Porém , nem todos os médiuns tem propriedades espirituais que lhes permita tais viagens astrais em dado momento.

Só pra resumir… a consciência ou inconsciência requer uma série de fatores e condições , que mesmo que não esteja fechado o assunto nos meios de pesquisa, podemos através da observação de outros médiuns ratificar e retificar, esclarecendo, muitas teorias que em voga, prejudicam e muito o desenvolvimento mediúnico.

Insegurança

É muito comum no inicio das incorporações no desenvolvimento mediúnico, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos já passaram por isso.

Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca " se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo" ….. tudo isso faz parte do inicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de "falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium. E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação, 'interatividade" que é peculiar nesse início, ocorre maior incidência de uma interferência do médium, sobrepondo a da entidade. Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.

Muitas pessoas desistem no início, por não aceitar sua consciência e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. E para a Umbanda a afinidade e sintonia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a própria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser permitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.

Quando passamos a entender certos processos, eles passam a nos soar mais familiares, a parecer mais simples e natural, nem nos causar mais tanto medo e insegurança, principalmente se temos a oportunidade de estar em contato com outros que passam o mesmo ou parecido com o que passamos. Assim criamos mais segurança e vencemos o medo do desconhecido.

Não se apresse, não se precione, nem permite que outros façam isso. Cada pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente "abertura de canais mediúnicos", mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação…e não mais agonia, desespero, medo e insegurança…. Tente aproveitar com serenidade, leveza e amor as vibrações que você sente dos seus guias, esse é um momento único na vida de qualquer pessoa.

BUSCANDO MEU ORIXÁ!

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 Ele andava triste, por muito tempo buscava uma resposta para suas aflições religiosas. Temia que sua fé minasse a ponto de não mais bater cabeça… quando aconteceu este encontro. Em meio ao perfume das ervas queimando na brasa, ao som dos atabaques, penumbra iluminada por velas, ele ajoelha e desaba:
- Vovô, já não agüento mais…
- O que te aflige meu fio?
- Vô, eu amo os Orixás, não tenho dúvida. Mas passei por tantas desilusões, fui enganado por pessoas que se diziam mestres no culto aos Orixás, ostentando todo tipo de títulos e artefatos. Sei que de certa forma aprendi coisas, mas no fim sempre uma desilusão…
- Continue meu fio…
Em lágrimas ele recobra o fôlego e prossegue.
- Então meu velho, já deitei pro Santo, já assentei Orixás, já passei por muitos fundamentos quando eu cultuava o Orixá em outro segmento que não era Umbanda. Hoje não sei como fazer, de uns tempos pra cá começou meu Caboclo se manifestar, descobri que amo a Umbanda e este é meu caminho, o Caboclo disse que devo me fundamentar na Umbanda e devo assentar meus Orixás. Acontece que meus assentos foram confiscados pelo meu último Babalaô. Acho que meus Orixás estão bravos, estão me cobrando, tenho certeza!
- Meu fio, o que eles cobram?
- Não sei meu velho.
- Então vois zuncê vai pagar o que nem sabe que deve?
- Veja meu velho, como estou confuso. Acredito que preciso assentar meus Orixás para me acalmar. Como faço isso?
- Hehe…É meu fio, vois zuncê ta numa encruza mesmo! Intonce, aquiete seu coração, sinta este cheiro de ervas queimando e escuita com atenção o que este velho nego tem pra te fala…
- Meu velho, sou toda atenção, obrigado… – disse ele em prantos.
- Meu fio, os homens nessa terra tem uma necessidade constante de criar formas para expressar-se, neste caso, o nego vai se ater na religião. Por isso muitas são as formas de cultuar os Orixás, muitas mesmo, e é certo que muitas práticas, nem mesmo sendo tolerante às diferenças, é possível aceitar. Pois meu fio, quando o amor não for o caminho e o bom senso não for o limite, intonce muito problema vai acontecer. Sabe fio, esse velho conheceu os Orixás na antiga áfrica, e lá era tudo muito diferente, simplesmente diferente, não me arriscaria a dizer que melhor, pois assim o nego negaria a evolução constante. Este contato da minha alma com essa luz que chamamos de Orixás mudou a existência do nego, e de tanto que amo e sinto-me bem, após minha passagem para o mundo espiritual, insisti para que Olorum me deixasse perto dos seus Orixás. Sou feliz por isso fio, porque nosso Criador me ouviu. E foi assim que este velho aprendeu algumas coisas simples. Na carne este nego procurou muito os Orixás pela vida, por entre as coisas da Terra, minha Yá tinha ensinado que os Orixás estavam na Natureza, mas como eu não fugia à regra geral, entendia que essa natureza seria o plano físico da arvore, mata, água, fogo, hehe. Como que se eu tendo um pouco da água eu teria "aprisionado" o Orixá. Entendi já aqui no mundo espiritual fio que Orixá não está fora de nós, mas encontra-se dentro. Ele extrapola nossos poros e nos toma por inteiro quando entendemos e reconhecemos isso. Fio, Orixá é a essência de tudo o que você vê, escuta e sente, está muito além destes parcos sentidos humanos e muitíssimo além da nossa razão humana. Mesmo este velho tentando explicar Orixá, cometo um erro, pois sei meu fio, que Orixá não se explica, se sente. Mas como já disse, precisamos criar formas, então fio, que a sua forma seja a mais próxima do abstrato e do sutil, porque assim talvez esteja próximo do que seja Orixá. Por isso meu fio não se apegue tanto às formas de como cultuam ou assentam os Orixás, principalmente quando lhe ensinam métodos que não encontra aceitação no seu coração. Os Orixás falam ao coração, intonce é ele que você deve escutar para saber como encontrará os Orixás. Se, por exemplo, você qué assentar um Orixá das matas, vá numa mata, sinta o cheiro das folhas, toque elas, converse com o Orixá, cante, dance, colha as folha, cipó, raízes, terra, vai pegando um pouquinho do que tem lá, porque isso simboliza o tal Orixá fragmentado na natureza, com isso monte um espaço onde colocará isso e lá você reza pro tal Orixá. Entendeu meu fio?
Ele soluçando e enxugando as lágrimas com a voz embargada responde:
- Meu velho, vovô querido, muito obrigado. Agora sinto o Orixá dentro de mim. Entendi sua mensagem e não sei como agradecer.
- Fio não tem de quê. Agora vai ao encontro de si mesmo para encontrar os Orixás. Seja feliz meu fio por entender que da essência só bebe aqueles que amam simplesmente por não saber explicar. E sempre que irmanados os filhos deste plano estiverem, sem máscaras, sem receios, sem pretensões, lá, através do coração sincero de cada um, o Orixá se manifestará. Todos vocês são filhos de Orixá e adotados por todos os Orixás do Universo, somos filhos dos Pai e Mães Celestiais e nada existe sem a relação harmoniosa e contínua de todos Orixás num emaranhado perfeito. E se buscas o "teu" Orixá, então o encontra dentro de ti! Saravá!
E assim, com três estalos de dedo, o Velho sacudiu seu médium, retornando para sua Aruanda, uma sensação de paz profunda pairava no ambiente e o atabaque secou o couro, um silêncio se fez no ar e podia ouvir o crepitar do fogo nas velas, este silêncio eram os Orixás falando ao coração de cada um presente naquela gira.

Ervas – O segredo da Cura

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Desde os primórdios da humanidade, remédios feitos com ervas são utilizados pelos curandeiros locais. Os curandeiros são especialistas na arte de curar através das plantas, e essa associação é bastante marcada pelos séculos.

Essa versão particular da Arte está ligada às plantas, flores, árvores e ervas como fonte principal dos componentes, símbolos e energia. Os curandeiros consideram cada ser vivo como sagrado, e com as plantas não é diferente. No entanto, cada uma tem as suas propriedades, que devem ser analisadas e usadas de acordo com o que são correspondentes.

Trata-se, na verdade, de uma íntima conexão com a Natureza. Você não pode honrar ou utilizar algo que não conhece suficientemente bem, e é por isso que os curandeiros estão sempre querendo descobrir mais sobre o mundo em que vivem, seja lendo e estudando, seja vivenciando.

A utilização das plantas é uma espécie de parceria. Os curandeiros não plantam ervas em seu jardim para arrancarem e usá-las depois. Eles plantam porque têm um verdadeiro amor pela Natureza e pela Terra. A utilização das ervas mais tarde trata-se de uma conseqüência; de uma forma de integrar-se à Natureza e agir conforme a necessidade.

Colher uma planta é como matar um animal para comer. Ambos são sacrifícios e nos dois casos uma vida está deixando de existir em detrimento da sua. Desta forma, a morte deve ocorrer da forma mais honrada possível, de uma maneira que só os curandeiros sabem fazer, pois estão intimamente ligadas à Natureza.

É importante você aprender a desenvolver filosofias e ideais para a sua vida diária, e existem muitos métodos para isso. Algumas sugestões:

- Observar o comportamento das plantas em busca de oráculos e sinais;
- Juntar folhas secas e pétalas para uso mágico posterior, nunca arrancá-las;
- Utilizar o material das plantas como patuás, amuletos e talismãs;
- Adicionar materiais vegetais aos incensos;
- Criar jardins temáticos para as suas plantas;
- Coletar e secar plantas para colocar em seu Livro mágico (Se você tiver um);
- Manter um diário para registrar as condições de crescimento e cultivo de cada planta;
- Combinar plantas a outros métodos mágicos tradicionais.

Existem muitas outras maneiras que você descobrirá ao longo da sua vivência com as plantas. Tudo pode parecer muito complexo no início, mas com o tempo torna-se natural, e é assim que deve ser. Quando os seres humanos começaram a se distanciar da Natureza e de seus ciclos, também perderam contato com a Magia. Os curandeiros apenas resgatam a sua herança.

Relação de ervas e plantas e suas propriedades:

Arnica – afasta a negatividade
Abre Caminho – novas forças
Açúcar – aceitação
Alho (palha) – proteção
Alecrim – clareza mental
Alfazema – Tem efeito antidepressivo, anti-séptico calmante e relaxante. Ajuda a limpar o astral e traz tranqüilidade.
Alpiste – prosperidade
Arruda – proteção, libera inveja, mau-olhado e negatividade.
Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
Água-de-arroz – calmante
Água-marinha (planta) – limpeza
Alfazema – mudança
Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
Comigo-ninguém-pode – defesa
Camomila – limpeza (bactericida)
Canela – limpeza, força e prosperidade
Cravo da Índia – estimulante
Crizântemo branco – calmante
Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
Contas de Rosário – concentração
Cenoura (folhas) – fraqueza
Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
Erva doce – boas energias
Espada de São Jorge – proteção
Folha de Pinheiro – limpeza
Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
Folhas de Limão – corta energias negativas
Folhas de Manga – prosperidade
Folhas de Louro – prosperidade
Fumo – proteção
Flor de sabugueiro – calmante
Guiné – proteção e força, deve-se usar poucas folhas na mistura
Girassol (sementes) – acelera as mudanças
Guaraná – aumenta as energias
Hortelã – aceitação. É adstringente, analgésico, antidepressivo e anti-séptico. Purifica, protege, atrai amor e saúde.

Mentalização: imagine que você está embaixo de uma cachoeira ou num rio cristalino. Pense que a água está levando embora tudo o que o impede de prosseguir na vida com calma e alegria.

Inhame – força e limpeza
Levante – força, melhorar a auto-estima
Losna – corta a negatividade (raivas)
Macela – calmante (bom para insônia)
Malva – Calmante, evoca proteção e equilibra as emoções.
Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
Mil-em-ramas – tem efeito tônico, revitalizante, digestivo. Como uma esponja, absorve as energias negativas.
Pitanga (folhas) – melhora a circulação
Rosas brancas – limpeza
Rosas vermelhas – energia
Sementes de tangerina – para dores na coluna
Sálvia – rejuvenescimento

Entidades da Umbanda

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 As entidades na umbanda tem como função trazer as mensagens, a vontade e a força dos Orixás, e assim de Deus, e são os espíritos que chamamos de guias e protetores. Isto quer dizer que estes espíritos deverão possuir uma vestimenta, uma roupagem fluídica para que possam se manifestar em terreiros.

Por ser uma religião espiritualista e mediúnica, seus ritos são sempre conduzidos diretamente ou indiretamente por espíritos desencarnados. Mas na Umbanda os espíritos mentores, chamados de guias, sempre deverão pertencer a uma falange, ou seja a um agrupamento de entidades que escolhem uma determinada forma para se apresentarem.

Essa roupagem fluídica e simbólica é fundamental na Umbanda. Um espírito para se manifestar, enquanto guia, deverá abrir mão de sua individualidade, ou seja, abrir mão de seu nome do seu EU, de sua identidade enquanto um ser para ser um falangeiro.

Dizemos que a Umbanda é fundamentada em um tripé essencial, que são as formas de apresentação (essenciais), sem as quais não se pode falar em Umbanda, e isso é unânime.

Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças formam o essencial da Umbanda. Significando o desenvolvimento da vida, ou seja o início da vida, a pureza e a simplicidade, a descoberta (infância = crianças), o amadurecimento a virilidade o destemor, a vontade e o arrojo, a força (adulto = caboclo) e o amadurecimento, a sabedoria da vivência, a humildade de quem já viveu muito, a experiência e o conhecer das outras fases (velhice = pretos-velhos).

As formas de apresentação significam a nossa vida, e dão conta de todos os problemas de nossas existências. Isso sem falar nos Exus e Pombagiras que completam o que podemos chamar de formas de manifestação primordiais e essenciais de qualquer terreiro de Umbanda.

Por vários motivos com o passar do tempo outras formas de apresentação foram se formando na Umbanda, são o povo do Oriente, os baianos, os boiadeiros, os ciganos e os marinheiros. Estas formas de apresentação, muitas vezes chamadas de povos auxiliares, ou formas auxiliares de apresentação, têm funções e missões distintas, mas sempre subordinadas ao tripé essencial (pretos-velhos – caboclos – crianças) e assim aos Orixás.

A diferença entre as linhas e as formas de apresentação:

Muitos locais se fala linha de caboclos, linha de pretos-velhos, linha do povo d'água, linha do oriente, e assim por diante.

Acreditamos é que há uma confusão sobre formas de apresentação, ou seja, como as entidades vão se manifestar, que roupagem fluídica se apresentarão e as linhas de Umbanda.

Por linhas entendemos as qualidades, a força de trabalho, as especialidades de trabalhos dos Orixás. Por formas de apresentação entendemos a maneira pela qual os espíritos irão se manifestar.
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