ORAÇÃO...
Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos. Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.
Jaguar Mistico (Religiões Afro,Antigas Crenças e Mitos)
Criei este blog para armazenar e difundir livros,audiobooks,estudos,músicas,sobre assuntos que tenho grande interesse, tais como:Religiões afro-brasileira,antigas crenças,lendas mitos e esoterismo.
24/05/12
24 de maio dia de SANTA SARA KALIL
21/05/12
Símbolos RELIGIOSOS
16/05/12
Por que pedimos silêncio no terreiro?
Atente para o que você fala. Boas palavras são as que edificam, elevam e agradam. Más palavras são as que destroem, rebaixam e machucam. O que sai da boca é força criadora.
Provindos de Deus, os orixás são os grandes criadores, e se expressam pelo som. A palavra é, portanto, um dos meios de manifestação do Divino na Terra, e quando proferida passa a produzir efeitos; não há como fazê-la retornar. Por isso, ao adentrar um terreiro de umbanda, pense antes de falar.
Pense novamente e evite excessos, pois muito antes de sua chegada os falangeiros dos orixás já estão organizando, em nível astral, todo o aparato necessário para providenciar o socorro e a cura dos espíritos doentes e sofredores. Os meios necessários para a defesa desse "hospital de almas" são ativados com a finalidade de conter os ataques trevosos que a casa irá receber antes, durante e depois da sessão. Portanto, não seja o porta-voz das sombras, trazendo desarmonia para o ambiente. Facilite o trabalho, não julgando nada, não emitindo opinião, ou melhor, adotando uma postura de imparcialidade diante do momento existencial e da dor de cada um.
Como você não sabe de seu passado, então deve vigiar os seus pensamentos e as suas palavras. Deve regrar-se pela verdade e pela sensatez; regular o tom de voz, falando mais baixo, e ser delicado com as pessoas.
Médium trabalhador é seu dever transmitir paz, certeza, carinho e alegria aos que chegam. Tudo o que você fala precisa ser digno de ser ouvido por nós do "lado de cá", singelos obreiros dos orixás.
Lembre-se sempre disso e fale aos outros como se estivesse falando direto a Deus ao pisar num terreiro de umbanda.
A importância dos elementos e dos condensadores energéticos: ar, terra, fogo e água, álcool, ervas, fumaça, som; as guias; os pontos riscados; a pólvora; as oferendas; a água
Os elementos materiais não são indispensáveis e não devem se tornar bengala psicológica. As vibrações dos orixás respondem à invocação pela força mental. Obviamente essa resposta varia de indivíduo para indivíduo. Experiências sacerdotais de vidas passadas utilizando essas energias fazem parte do inconsciente dos médiuns magistas da atualidade. Temos de considerar que a aparelhagem fisiológica do médium, quando vibrada junto com os guias por meio da incorporação, fornece abundantes fluidos que serão movimentados para a caridade.
Por outro lado, sabemos que os elementos materiais são importantes condensadores energéticos. Na prática do terreiro, aprendemos que, em determinados atendimentos, se utilizássemos só a força mental, os trabalhos ficaram por demais prolongados e muito cansativos. Outro fato que reforça essa opinião é que somos naturalmente desconcentrados, ainda mais depois de duas a três horas de extenuantes passes e consultas, em que nos defrontamos com as mais inimagináveis mazelas humanas.
Elencaremos a seguir alguns condensadores energéticos e sua utilização no terreiro:
· álcool/fogo: transmutação, assepsia e desintegração de trabalhos de feitiçaria que estão vibrando no Astral.
· ervas: maceradas liberam prana (axé vegetal) pelo sumo das plantas; queimadas (fumo, defumação) dispersam seus princípios químicos no ambiente astro-etéreo-físico.
· som: atração, concentração ou repulsão de certas energias.
· guias: imantação da vibração do orixá para proteção e descarga do médium.
· pontos riscados: campos de força magnéticos de atração, retenção e dispersão, usados junto com os pontos cantados.
· pólvora: deslocamento do éter (ar) para desintegração de campos de forças muito densos.
· oferendas: agradecimento e reposição de axé (na umbanda não fazemos oferendas para trocar).
· água: imantação de uma maneira geral; descarga fluídica; meio condutor de fluidos que se quer fixar.
Devemos usar os elementos materiais com parcimônia e sabedoria, pois quando bem utilizados são valiosas ferramentas de apoio liberadoras de energias para os trabalhos de caridade, preservando o corpo mediúnico de maiores desgastes.
09/05/12
AO SABOR DO TEMPO
Quando alguém se aventura pelo Oceano, busca, em primeiro lugar, vigiar e criar as condições de segurança do barco que o conduzirá pelos caminhos dos mares. O leme, a bússola, o rádio, a âncora, etc… Tudo tem que estar no prumo e no aprumo, para que a viagem seja a mais tranqüila possível, e as possibilidades de enfrentar eventuais borrascas e tempestades em alto mar sejam coroadas de segurança e êxito.
Estamos vivenciando, no hoje e no agora do tempo e do espaço, uma viagem que pode ter uma conotação maravilhosa de aprendizado e vitória sobre as tempestades naturais do Oceano da matéria, como pode ser um fracasso que, muitas vezes, leva o nosso barco a soçobrar em alto mar.
O barco no qual viajamos é toda a estrutura material que nos é concedida, estrutura essa que deve ser completada pela nossa previdência no conhecimento, o mais exato possível, do uso da aparelhagem náutica, que oferecerá condições de segurança à viagem.
O esclarecimento e o conhecimento é a bússola norteadora; o uso correto do esclarecimento é a prática náutica; e a boa condição dos instrumentos é o “vigiar e orar” que deve nortear o viajante do mar da vida.
Somos filhos da Luz em viagem para o Reino Iluminado do Espírito, pelo mar do que chamamos vida na matéria, pairando no tempo e no espaço que, na maioria das vezes, nos arremessa nas tempestades trevosas da ignorância, descrença, desânimo e desesperança.
O Evangelho de Jesus é alegre “boa nova” que proporciona, ao viajante da vida, aparelhagem em boas condições e instruções claras e precisas para singrar o Oceano da Matéria, sem soçobrar nas suas ilusões, demandando ao Porto Iluminado do Reino Divino, a vida pacífica, harmoniosa e feliz em Deus.
Os ensinamentos espiritualistas, como transmissores dos ensinamentos Evangélicos, nos fornecem os esclarecimentos básicos e sábios que aumentam o nosso destemor face às aparentes e ilusórias tempestades ou tufões do mar da vida.
Diz Hermínio C. Miranda que “Nós sabemos o que somos – espíritos imortais temporariamente encarcerados num corpo físico. Sabemos de onde viemos – de um longo rosário de vidas que aprofundam suas raízes na escuridão de remotas idades. Sabemos para onde vamos – para os mundos cada vez mais perfeitos que luzem adiante de nós, nas muitas moradas do nosso Pai (CANDEIAS NA NOITE ESCURA – FEB, pg. 13). Este conhecimento nos fornece instrumentos sadios e poderosos para, sob a luz da razão e na prática do amor Evangélico, singrarmos o mar da vida sem medo dos tufões aparentes, formados pelos sofrimentos e problemas atuais.
O espiritualista cristão deve estar acima desses tufões. Embora sinta seus abalos, não soçobra e nem se amedronta, pois a luz do esclarecimento, a ação Evangélica em sua vida, a presença e uso correto das Sagradas Vibrações dos Orixás, e a orientação segura dos Guias e Mentores lhe trazem a tranqüilidade e a paz harmônica com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza; paz esta que é concedida por Jesus e ninguém a poderá tirar, como Ele próprio nos afirma em Jo. 14:27 “ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe nem se intimide vosso coração”.
O mais maravilhoso de tudo isso é que, quando tomamos conhecimento da nossa realidade espiritual e, pelo esclarecimento buscado a partir da humildade e do amor vivenciados, aparelhamos o nosso barco para esta viagem encantadora, descobrimos, deslumbrados, na hora sublime da Prece, que no leme, a conduzir o barco da nossa vida, está Jesus, o Divino Piloto, a nos conduzir, amoravelmente, para a Luz, para os braços de Deus.
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CIGANOS – BAILAM NO VENTO, CANTAM PARA AS ESTRELAS
Ciganos
caminham sobre seus passos, guiados pela liberdade, desde sua mais
tenra idade, orientados pelas lembranças ancestrais que os fazem amar o
espaço, a luz, e o calor das fogueiras. Mesmo o cigano moderno tem em
seu coração o apelo por reunir-se à noite para compartilhar as ações do
dia, os acontecimentos, a resolução dos problemas, ouvir a sabedoria dos
mais velhos.O matriarcado cigano é forte, embora seja a figura masculina que mais se destaca. É através de seus paramentos que se identifica a hierarquia de um cigano dentro de sua tribo. As tribos ciganas nem sempre se confraternizam entre si, e mesmo podem ocorrer muitas rivalidades. Os Rom são os que têm se destacado entre a sociedade ocidental, com mais êxito.
As danças ciganas são evocações das forças místicas. Lembram a fluidez dos ventos, a sinuosidade das águas, o oscilar das chamas. Tem seu ritmo regido pelo vigor de pandeiros, palmas e batidas do pé, numa vibração única que os religam às raízes, à luz da Lua, imantando-os como numa unidade onde perpassa a energia.
Os ciganos encarnados hoje em dia lutam com dificuldades acerbas, que lhes dificultam exercer com plenitude seu modo de ser. São tolhidos pela falta de bens materiais e muitas vezes discriminados de modo que não conseguem bons empregos. Os ciganos que se destacam e se tornam ricos, em geral não divulgam suas origens, são discretos, mas de modo algum renegam sua raça, apenas a história de perseguições lhes ensinou a serem prudentes.
Já a falange dos Ciganos no astral, cresce dia a dia, pois cada vez mais antigos ciganos estão percebendo que o planeta necessita de sua sabedoria, do amor que lhes move sobre a natureza, sobre manter o equilíbrio entre os elementos água, fogo e ar , e o que era arte circense quando no corpo físico, utilizada em espetáculos, é plenamente usada com maestria, e permite que os ciganos se unam no astral , aos Povos do Oriente, cuja sabedoria acumulada em milênios é utilizada pelo bem e proteção da Humanidade, que neste momento passa por grandes dificuldades, pelo assédio de miasmas doentios, que lhes sugam as forças, lhes embrutecem o espírito, e é necessário muito auxílio para que toda a população terrena não caia em derrocada, assediada por personalidades perversas que ultrapassam seus próprios limites de maldade.
Mas é sabido que quando chega a meia-noite, só pode amanhecer, e é nisso que os ciganos acreditam também, desde seus primeiros passos, e aí está o segredo de seu sorriso fácil, seu porte altaneiro e seguro, é a certeza que a vida é única , embora infinita, e que por pior que sejam as dificuldades, as luzes da alvorada destroem todos os sonhos maus, os empurrando para longínquos lugares, fora do alcance de seu mal.
Os ciganos acreditam no perigo, sabem que a bondade absoluta desprendida é raro tesouro, por isso, aqueles que adquirem o conhecimento e o poder de auxílio, obtém uma espécie de graduação que se localiza paralelamente às religiões, eles vibram no Espiritismo e na Umbanda, também influenciam os espiritualistas sinceros, mas estão em vibração no seu diapasão próprio, pois eles não querem se prender a outros dogmas, eles são fiéis, até à eternidade, às suas próprias interpretações de andar entre as estrelas, o que é sua própria natureza.
Na Umbanda, diz-se que há não ciganos que agregaram a essa falange, mas na verdade são espíritos ciganos que em algum momento escolheram outros aprendizados e num outro momento voltam às fileiras de trabalho dos ciganos.
Quem anda por esse mundo ainda em envoltório físico, e conhece, aceita e absorve a vibração do Povo cigano, que o protege, tem de ter a mente aberta e o espírito corajoso, desapegado e saber se energizar plenamente, para conseguir receber os conhecimentos mágicos que eles costuma fornecer. A simplicidade é uma das qualidades mais difíceis para o homem adquirir, assim como o amor de ordem cósmica, que os ciganos são exímios mestres, e é a mais poderosa das magias. O amor cura, supera erros, cicatriza feridas da alma, perdoa o pior erro, ensina, dulcifica, equilibra.
O cigano no mundo espiritual que está ao nosso lado, por escolha, na luta do resgate da nossa Terra, nos traz o brilho das estrelas em seu sorriso, a jovialidade das ações, como faz com sua dança, e a capacidade da sensibilidade expandida, que guia nossos passos pelos caminhos corretos. Nem sempre caminhos seguros, mas sempre serão aqueles caminhos que terão as paisagens mais belas, as lições mais ricas, e com certeza, as noites de luar sempre evocarão as danças em torno das fogueiras de nossas mentes, onde podemos então compartilhar com os antigos, as histórias, os sentimentos corretos que apertam os laços familiares, a fidelidade aos compromissos, a objetividade na resolução dos problemas, mantendo pelos evos, os laços da alma, que se tornam então, indestrutíveis, eternos.
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03/05/12
Quem acredita, sempre alcança

Todos nós temos os nossos sonhos, mas na maioria das vezes, achamos que não seremos capazes de realizá-los.
Na primeira dificuldade, preferimos desistir a tentar novamente.
É claro que não conseguiremos realizar todos os nossos ideais, mas antes de abandonarmos a luta, precisamos refletir.
Refletir se o que almejamos nos ajudará a evoluirmos espiritualmente.
Porque muitas vezes, nos deixamos envolver por falsas fantasias, paixões desenfreadas, vícios e tantos outros fatores que nos fazem trilhar o caminho errado.
Aí lá na frente, somos visitados pela dor e temos que refazer o caminho de volta.
Em outros casos, quando não conseguimos alcançar o que almejamos, questionamos a Deus o motivo.
Porém, devemos confiar, porque se algo não se concretizar, é porque não era para o nosso bem ou não estávamos preparados ainda para receber tal realização.
Quantas vezes, quando os sonhos não se realizam, sofremos, até nos revoltamos e mais tarde descobrimos que foi melhor assim ou quantos outros se realizam depois de um tempo, quando estamos mais amadurecidos e compreendemos muitas das lições que o Pai nos mandou.
Por isso, antes de mais nada, devemos avaliar os nossos desejos e ter a certeza que a sua realização não prejudicará nenhuma pessoa, principalmente a nós mesmos.
Se chegarmos à conclusão que o nosso desejo não é nocivo, devemos, sim, acreditar nele.
Devemos analisar o melhor caminho a ser trilhado para que cheguemos ao nosso ideal.
Não devemos nos importar com as quedas, que certamente, sofreremos.
Nem com as palavras de pessimismo que encontrarmos ao nosso redor.
Devemos confiar.
Confiar de que poderemos atingir o nosso objetivo.
Devemos pedir que o Pai ilumine os nossos caminhos e nos dê a força necessária para tal empreendimento.
Devemos ouvir a nossa intuição e, assim, impedir que a crítica alheia paralise nossos passos.
Devemos também, nos sintonizar com a providência divina, pois somos ligados pela sintonia.
Por isso, devemos sempre, vigiar os nossos pensamentos, porque quem se afina com baixos padrões vibratórios, só encontrará escuridão a sua frente.
E aquele que busca a harmonia, estará sintonizado com a luz.
Devemos estar atentos a palavra do Mestre: "Vigiai e Orai".
Sim, vigiando, impediremos que fatores externos e internos nos contaminem.
E praticando a prece verdadeira, renovaremos as nossas esperanças e seguiremos o caminho mais confiantes.
Podemos realizar muitas coisas, tanto para o bem como para o mal.
Assim, devemos ter o discernimento na hora da escolha.
E escolhendo os ensinamentos de Jesus, devemos arregaçar as mangas e seguir em frente.
Confiantes de que realizaremos a nossa missão, não importa quanto tempo leve, chegaremos ao nosso destino.
E se o caminho se mostrar sombrio e difícil, não nos desesperemos, porque não estamos sozinhos.
Com perseverança e paciência, deixaremos as trevas para trás.
E nos momentos de aflição, procuremos nos lembrar da serenidade do Cristo que mesmo crucificado, não abandonou o seu ideal de amor.
Então, não abandonemos o nosso ideal.
Não deixemos que o sofrimento destrua a nossa alegria.
Que a descrença, petrifique os nossos sentimentos.
Que as dificuldades impostas pela vida, não nos façam abandonar a fé e a esperança.
Que o desalento não se torne maior que a coragem.
Que a dúvida não nos faça cruzar os braços.
Que a tempestade não tire a nossa vontade de viver um novo amanhecer.
Que a cegueira causada pelos ideais não realizados, não se prolongue, impedindo a compreensão e o encontro de novos e melhores horizontes.
E que a desilusão, não possa nos impedir de tentar novos vôos.
Ainda há muito para praticar.
Ainda há muitos sonhos a concretizar
Assim como novos objetivos a descobrir.
Ainda há muita coisa a ser compreendida em nossa vida.
Ainda há muitas noites para serem vividas.
Assim como milhares de instantes, para praticarmos a reflexão.
Nossa evolução espiritual é eterna.
E enquanto caminhamos rumo ao Pai, muito podemos realizar.
Basta acreditar.
Pois quem acredita, sempre alcança.
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