24/05/12

24 de maio dia de SANTA SARA KALIL

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ORAÇÃO...
Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos. Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

21/05/12

Símbolos RELIGIOSOS

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Religião

Descrição

Símbolo

Judaísmo

Selo de Salomão é o maior símbolo do Judaísmo. Também chamado de Estrela (ou escudo) de Davi, representa os elementos do universo água, fogo, terra e ar, sendo seus símbolos variações do triângulo. Mas não se pode afirmar que foi realmente o símbolo do Rei Salomão nem o do Rei Davi.

Cristianismo

Cruz foi adotada como símbolo pelo Cristianismo por causa de Jesus Cristo ter sido crucificado e representa aSantíssima Trindade: a extremidade superior representa Deus (o Pai) no Céu, a extremidade inferior representa Jesus Cristo (o Filho) na Terra e as duas extremidades horizontais representam o Espírito Santo. O símbolo usado pelo Cristianismo primitivo era o Peixe. Também ja foi utilizado o Peixe em antigas tradições Babilonicas de Satanismo e Paganismo, podem ate ser comparadas ao chapéu que o Papa utiliza, que se chama [Mithra] [Dagon]. A forma da cruz vária de acordo com cada tradição, como a cruz latina, grega, cópta, de Santo Antão, lábaro etc. Porém algumas culturas ligam as cruses como forma de adoração do Paganismo, e não de fé ao Cristianismo (que por sua vez nao é o Catolicismo) mas sim a culturas [Satanicas] que distorcem a aparencia das coisas.

Taoísmo

Yin-Yang é o símbolo do Taoísmo, uma das mais conhecidas religiões dharmicas. Um círculo dividido ao meio por uma linha ondulada; uma metade é negra (yin) e a outra é branca(yangh). Cada metade tem também um pequeno círculo da cor oposta, ou seja, a metade branca tem um círculo negro e a negra tem um círculo branco. Esse símbolo representa o equilíbrio das forças positivas e negativas do universo: a metade negra representa o negativo, o escuro, a noturno e o feminino e a metade branca representa o suave, o iluminado, o diurno e o masculino. O círculo menor representa a presença de cada um no outro. Alguns estudiosos sem excepcional experiência com a filosofia chinesa clássica dizem que o yang é o bem e o yin é o mal; contudo, segundo o físico teórico Fritjof Capra, influenciado pela obra de estudiosos como Needham, o mal e o nocivo não são o yin, mas o desequilíbrio entre os dois pólos yin-yang e o bem não é o yang, é o equilíbrio dinâmico entre estes dois pólos arquetípicos que formam o Tao. Na concepção chinesa, todas as manifestações do Tao são geradas pela interação dinâmica desses dois pólos arquetípicos, os quais estão associados a numerosas imagens de opostos colhidas na Natureza e na vida social. É importante, e muito difícil para nós, ocidentais, entender que esses opostos não pertencem a diferentes categorias, mas são pólos extremos de um único todo. Nada é apenas yin ou apenas yang. Todos os fenômenos naturais são manifestações de uma contínua oscilação entre os dois pólos; todas as transições ocorrem gradualmente e numa progressão ininterrupta. A ordem natural é de equilíbrio dinâmico entre o yin e o yang. Os termos yin e yang tornaram-se recentemente muito populares no Ocidente, mas raramente são usados em nossa cultura na acepção chinesa. Quase sempre refletem preconceitos culturais que distorcem seriamente seu significado original. Uma das melhores interpretações é dada por Manfred Porkert em seu estudo abrangente da medicina chinesa. Segundo Porkert, o yin corresponde a tudo o que é contrátil, receptivo e conservador, ao passo que o yang implica tudo o que é expansivo, agressivo e exigente. Na cultura chinesa, o yin e o yang nunca foram associados a valores morais. Desde os tempos mais remotos da cultura chinesa, o yin está associado a feminino e o yang ao masculino. Essa antiga associação é extremamente difícil de de avaliar hoje, por causa de sua reinterpretação e distorção em subseqüente eras patriarcais. Em biologia humana, as características masculinas e femininas não estão nitidamente separadas, mas ocorrem, em proporções variáveis, em ambos os sexos. Da mesma forma os chineses acreditavam que todas as pessoas , homens ou mulheres, passam por fases yin e yang. A personalidade de cada homem e de cada mulher não é uma entidade estática, mas um fenômeno dinâmico resultante da interação entre elementos masculinos e femininos. Essa concepção da natureza humana está em contraste flagrante com a da nossa cultura patriarcal, que estabeleceu uma ordem rígida em que se supõe que todos os homens, machos, são masculinos e todas as mulheres, fêmeas, são femininas, e distorceu o significado desses termos ao conferir aos homens os papéis de protagonistas e a maioria dos privilégios da sociedade. Em virtude dessa predisposição patriarcal, a freqüente associação do yin com a passividade e do yang com a atividade é particularmente perigosa. Em nossa cultura, as mulheres têm sido tradicionalmente retratadas como passivas e receptivas, e os homens como ativos e criativos. Essas imagens remontam à teoria da sexualidade deAristóteles, e têm sido usadas ao longo dos séculos como explicação científica para manter as mulheres num papel subordinado, subserviente, em relação aos homens. A associação do yin com passividade e do yang com atividade parece ser ainda uma outra expressão de estereótipos patriarcais, uma moderna interpretação ocidental que está longe de refletir o significado original dos termos chineses. É um símbolo muito presente não só na religião, mas também em toda a cultura do mundo contemporâneo e é conhecido tanto no Ocidente quanto no Oriente. Um exemplo disso é o brasão de armas do renomado físico de Mecânica Quântica Niels Bohr que tem o símbolo chinês do Tao yin-yang e acima deste a frase, em Latim: "Contraria sunt complementa" que significa os opostos ou os contrários (Contraria) são (sunt, terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo sum, ser/estar, existir, cujo infinitivo é esse) complementares (complementa).

Islamismo

O símbolo do Islã é a Lua Crescente com uma Estrela. Tal símbolo pode ser observado em branco na bandeira vermelha daTurquia, fato explicável, se levar-se em consideração que cerca de 99% da população turca pertence ao islamismo. OIslamismo é uma das principais religiões abraâmicas e foi criada pelo profeta Maomé, tomando como base os ensinamentos de outras religiões abraâmicas.

Hinduísmo

Om ou Aum é , além do símbolo do Hinduísmo, o principal mantra do Hinduísmo. Assim como muitos outros mantras, este também está presente no Budismo e no Jainismo e representa o trimurti, isto é, o conjunto formado pelas três principais divindades hindusBrahma, o Criador do universoVishnu, o Reformador do universo; e Shiva, o Destruidor (ou Transformador) do universo. Sua forma é semelhante à de um número três e, como os outros mantras, funciona como uma espécie de oração, mas não relata um diálogo direto com seus deuses.

Siquismo

O principal símbolo do Siquismo é o Khanda. Esse símbolo está presente na bandeira dos sikhs, a Nishan Sahib, hasteada em todos os templos sikhs, os gurdwaras. O símbolo é a fusão de quatro armas, cada uma com seu significado: no centro uma espada de dois gumes (chamada Khanda, de onde surgiu o nome do símbolo) que simboliza a criatividade e o poder divino; ao redor do Khanda está o Chakkar, arma com forma circular que representa a perfeição de Deus; e duas espadas chamadas de Kirpans em torno do Khanda e do Chakkar: a espada esquerda representa o pin (o poder espiritual) e a espada direita o min (o poder temporal). Na bandeira do Irã está presente um símbolo muito parecido com Khanda, mas não é o mesmo símbolo nem tem o mesmo significado.

Ayyavazhi

Flor-de-Lótus é o principal símbolo da religião indiana Ayyavazhi, fundada no século XIX. A Flor-de-Lótus está presente no Sahasrara (também chamado de chacra da coroa), o 7º e mais importante dos chacras que situa-se no alto da cabeça da pessoa e se relaciona com o padrão de energia global dessa pessoa. Esse chacra é originado na tradição hindu mas, como vários outros elemento do hinduísmo, foi adotado por outras religiões. Situado no alto da flor está o Namam (ou Thirunamam), também presente no Sahasrara.

Budismo

O símbolo do Budismo é a Roda Dharmica ou Dharmacakra. Apesar desta ser um símbolo admitido por todas as religiões dharmicas, como o Jainismo, tal símbolo é considerado o símbolo oficial do Budismo. É um círculo com oito braços surgidos no centro apontando direções diferentes. Cada um dos braços representa cada uma das oito práticas que constituem o Nobre Caminho Óctuplo: Compreensão Correta, Pensamento Correto, Fala Correta, Ação Correta, Meio de Vida Correto, Atenção Correta, Sabedoria Correta e Visão Correta.

Tenrikyo

O emblema do Tenrikyo é representado como um círculo. No interior desse círculo, há um outro menor, de onde surgem outros cinco braços, separados em ângulos de 72°, separando o círculo em cinco. Dos cinco braços, surgem outros cinco círculo, um em cada braço. O Tenrikyo é uma religião dharmica surgida no Japão. Sua fundadora foi a camponesa Miki Nakayama.

Ásatrú

Valknut é o símbolo do Ásatrú, religião instituída na década de 1960. O Valknut é formado por três triângulos entrelaçados entre si e representa o poder do deus Odin. O Ásatrú tenta reviver a antiga mitologia nórdica. O Valknut já era usado pelos antigos Vikings como símbolo religioso, pois é visto em muitos documentos antigos.

Wicca

Pentagrama é um dos símbolos mais importantes símbolos da religião neo-pagã Wicca. Esse símbolo está bastante presente em rituais e cerimônias da religião. É o símbolo do feminino, pois os antigos astrônomos ptolomáicos acreditavam que o planeta Vênus (deusa da beleza na mitologia romana) fazia uma órbita em forma de estrela no céu numa visãogeocêntrica. Logo, o pentagrama foi adotado como símbolo d'A Deusa, uma das principais divindades do Wicca. Infelizmente, o pentagrama foi associado erroneamente ao satanismo, pois como todos os seguidores Wicca são bruxos (mas nem todos os bruxos são Wicca) persiste a idéia medieval deixada pela Inquisição de que todos os bruxos são seguidores do demônio.Outra asociaçao do pentagrama ao demônio é o pentagrama invertido(com duas pontas para cima) simbolizando a besta "Baphomet". Outro símbolo importante do Wicca é a Lua Tripla, representando o Deus Cornífero. Vale lembrar que o Pentagrama era utilizado pelos antigos templários como simbolo de riqueza. O Pentagrama também foi estudado por Pitágoras e futuramente por seus seguidores chegando assim numa denominação de um emblema da perfeição e no próprio homem, aonde um homem esta com os braços e pernas abertos formando o pentagrama(outras ilustrações foram feitas por Leonardo da Vinci). Muitas vezes na maçonaria o Pentagrama também ganhava o significado do "infinito" pois poderia ser desenhado outro pentagrama no meio do original e assim infinitamente sem perda na geometria. O pentagrama também possui forte significado na China antiga, aonde cada ponta simbolizava um elemento, tendo assim Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal.

Zoroastrismo

Faravahar ou Ferohar é um dos símbolos mais importantes do Zoroastrismoreligião monoteísta fundada na Pérsia pelo profeta Zaratustra (ou Zoroastres). Ele é formado por uma espécie de asa com um círculo no centro. Surgindo do círculo, está uma figura humana. O Ferohar representa a alma dos seres humanos antes de nascerem e depois de morrerem, ou seja, a alma humana das pessoas enquanto estas não estão vivas. Outro símbolo importantíssimo doZoroastrismo é o elemento do fogo.

Jainismo

O símbolo do Jainismo é uma variação do Darmacakra. Nesse caso, a roda dharmica situa-se no interior da figura de uma mão. A mão é geralmente vista como símbolo de sabedoria e de ensinamento. Logo, sendo o Darmacakra um símbolo presente em muitas religiões dharmicas, é um símbolo da sabedoria na sua religião. O Jainismo é uma religião que recebeu muita influência do Budismo, que por sua vez recebeu muita influência do Hinduísmo, todas religiões dharmicas. Também simboliza a oposição à violência.

Fé Bahá'í

O maior símbolo da Fé Bahá'í é a Estrela de Nove Pontas. Para os bahá'ís, o número 9 é sagrado, o número da perfeição, pois é o dígito máximo. Também é o valor numérico da palavra árabe Baha e o número de religiões divinamente reveladas (sabeísmohinduísmobudismojudaísmocristianismoislamismozoroastrismofé babí e, finalmente, fé bahá'í). A forma da estrela pode variar, desde que contenha nove pontas. Ouros símbolos são o Máximo Nome, o Símbolo da Pedra e o Bahá'

Xintoísmo

Torii é o símbolo do Xintoísmo. É uma espécie de portal composto por duas barras verticais com uma barra horizontal no topo (chamada de kasagi), geralmente mais larga que a distância entre as duas barras. Sob o kasagi está o nuki, outra trave horizontal que liga os postes. Sua presença anuncia que há um santuário xintoísta nas proximidades. Atualmente, oTorii é considerado um dos mais importantes símbolos da tradição japonesa e simboliza a separação entre o mundo doshomens e o dos kami.

Seicho-no-ie

Enkan é o símbolo da religião/filosofia monoteísta Seicho-no-ie. Este simbolo representa as integração das religiões mais expressivas da humanidade. Ele é mostrado como uma estrela de oito pontas, que representa o budismo. Ao fundo vemos um circulo branco, representando o cristianismo. O símbolo é complementado por uma estrela que representa o xintoísmo, esta estrela está ligada às outras imagens representativas do símbolo, demonstrando a integração e coexsitência entre todas as religiões.

Igreja Messiânica Mundial

O emblema da Igreja Messiânica Mundial tem a forma básica de um circulo. No interior do círculo há um outro muito menor, de onde surgem oito linhas, dividindo o círculo igualmente em ângulos de 45°. As linhas nos sentidos vertical e horizontal são mais grossas que as no sentido diagonal. A Igreja Messiânica Mundial foi fundada por Mokiti Okada (ou Meishu Sama, como os seguidores chamam-no) em 1935.

Umbanda

Símbolo criado pela Associação de Umbanda Caxias (AUC) para representar a Bandeira Nacional da Umbanda. É formado por um sol que representa a Luz Divina e um espectro humano saindo do núcleo solar, simbolizando a caminhada cósmica do ser humano rumo à sua evolução espiritual. A Umbanda é uma religião genuinamente Brasileira que foi anunciada, no plano material, por Zélio Fernandino de Moraes (10 de abril de 1891 - 3 de outubro de 1975) através de seu guia espiritual, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, na data de 15 de novembro de 1908, no bairro de Neves, distrito de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

16/05/12

Por que pedimos silêncio no terreiro?

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Atente para o que você fala. Boas palavras são as que edificam, elevam e agradam. Más palavras são as que destroem, rebaixam e machucam. O que sai da boca é força criadora.

Provindos de Deus, os orixás são os grandes criadores, e se expressam pelo som. A palavra é, portanto, um dos meios de manifestação do Divino na Terra, e quando proferida passa a produzir efeitos; não há como fazê-la retornar. Por isso, ao adentrar um terreiro de umbanda, pense antes de falar.

Pense novamente e evite excessos, pois muito antes de sua chegada os falangeiros dos orixás já estão organizando, em nível astral, todo o aparato necessário para providenciar o socorro e a cura dos espíritos doentes e sofredores. Os meios necessários para a defesa desse "hospital de almas" são ativados com a finalidade de conter os ataques trevosos que a casa irá receber antes, durante e depois da sessão. Portanto, não seja o porta-voz das sombras, trazendo desarmonia para o ambiente. Facilite o trabalho, não julgando nada, não emitindo opinião, ou melhor, adotando uma postura de imparcialidade diante do momento existencial e da dor de cada um.

Como você não sabe de seu passado, então deve vigiar os seus pensamentos e as suas palavras. Deve regrar-se pela verdade e pela sensatez; regular o tom de voz, falando mais baixo, e ser delicado com as pessoas.

Médium trabalhador é seu dever transmitir paz, certeza, carinho e alegria aos que chegam. Tudo o que você fala precisa ser digno de ser ouvido por nós do "lado de cá", singelos obreiros dos orixás.

Lembre-se sempre disso e fale aos outros como se estivesse falando direto a Deus ao pisar num terreiro de umbanda.

A importância dos elementos e dos condensadores energéticos: ar, terra, fogo e água, álcool, ervas, fumaça, som; as guias; os pontos riscados; a pólvora; as oferendas; a água

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Os elementos materiais não são indispensáveis e não devem se tornar bengala psicológica. As vibrações dos orixás respondem à invocação pela força mental. Obviamente essa resposta varia de indivíduo para indivíduo. Experiências sacerdotais de vidas passadas utilizando essas energias fazem parte do inconsciente dos médiuns magistas da atualidade. Temos de considerar que a aparelhagem fisiológica do médium, quando vibrada junto com os guias por meio da incorporação, fornece abundantes fluidos que serão movimentados para a caridade.

Por outro lado, sabemos que os elementos materiais são importantes condensadores energéticos. Na prática do terreiro, aprendemos que, em determinados atendimentos, se utilizássemos só a força mental, os trabalhos ficaram por demais prolongados e muito cansativos. Outro fato que reforça essa opinião é que somos naturalmente desconcentrados, ainda mais depois de duas a três horas de extenuantes passes e consultas, em que nos defrontamos com as mais inimagináveis mazelas humanas.

Elencaremos a seguir alguns condensadores energéticos e sua utilização no terreiro:

· álcool/fogo: transmutação, assepsia e desintegração de trabalhos de feitiçaria que estão vibrando no Astral.

· ervas: maceradas liberam prana (axé vegetal) pelo sumo das plantas; queimadas (fumo, defumação) dispersam seus princípios químicos no ambiente astro-etéreo-físico.

· som: atração, concentração ou repulsão de certas energias.

· guias: imantação da vibração do orixá para proteção e descarga do médium.

· pontos riscados: campos de força magnéticos de atração, retenção e dispersão, usados junto com os pontos cantados.

· pólvora: deslocamento do éter (ar) para desintegração de campos de forças muito densos.

· oferendas: agradecimento e reposição de axé (na umbanda não fazemos oferendas para trocar).

· água: imantação de uma maneira geral; descarga fluídica; meio condutor de fluidos que se quer fixar.

Devemos usar os elementos materiais com parcimônia e sabedoria, pois quando bem utilizados são valiosas ferramentas de apoio liberadoras de energias para os trabalhos de caridade, preservando o corpo mediúnico de maiores desgastes.

09/05/12

AO SABOR DO TEMPO

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Ao sabor do tempo e espaço, flutuamos sob o efeito da escolha que fizermos, navegando no barco encarnatório que nos conduz pelo Oceano da vida.
Quando alguém se aventura pelo Oceano, busca, em primeiro lugar, vigiar e criar as condições de segurança do barco que o conduzirá pelos caminhos dos mares. O leme, a bússola, o rádio, a âncora, etc… Tudo tem que estar no prumo e no aprumo, para que a viagem seja a mais tranqüila possível, e as possibilidades de enfrentar eventuais borrascas e tempestades em alto mar sejam coroadas de segurança e êxito.
Estamos vivenciando, no hoje e no agora do tempo e do espaço, uma viagem que pode ter uma conotação maravilhosa de aprendizado e vitória sobre as tempestades naturais do Oceano da matéria, como pode ser um fracasso que, muitas vezes, leva o nosso barco a soçobrar em alto mar.
O barco no qual viajamos é toda a estrutura material que nos é concedida, estrutura essa que deve ser completada pela nossa previdência no conhecimento, o mais exato possível, do uso da aparelhagem náutica, que oferecerá condições de segurança à viagem.
O esclarecimento e o conhecimento é a bússola norteadora; o uso correto do esclarecimento é a prática náutica; e a boa condição dos instrumentos é o “vigiar e orar” que deve nortear o viajante do mar da vida.
Somos filhos da Luz em viagem para o Reino Iluminado do Espírito, pelo mar do que chamamos vida na matéria, pairando no tempo e no espaço que, na maioria das vezes, nos arremessa nas tempestades trevosas da ignorância, descrença, desânimo e desesperança.
O Evangelho de Jesus é alegre “boa nova” que proporciona, ao viajante da vida, aparelhagem em boas condições e instruções claras e precisas para singrar o Oceano da Matéria, sem soçobrar nas suas ilusões, demandando ao Porto Iluminado do Reino Divino, a vida pacífica, harmoniosa e feliz em Deus.
Os ensinamentos espiritualistas, como transmissores dos ensinamentos Evangélicos, nos fornecem os esclarecimentos básicos e sábios que aumentam o nosso destemor face às aparentes e ilusórias tempestades ou tufões do mar da vida.
Diz Hermínio C. Miranda que “Nós sabemos o que somos – espíritos imortais temporariamente encarcerados num corpo físico. Sabemos de onde viemos – de um longo rosário de vidas que aprofundam suas raízes na escuridão de remotas idades. Sabemos para onde vamos – para os mundos cada vez mais perfeitos que luzem adiante de nós, nas muitas moradas do nosso Pai (CANDEIAS NA NOITE ESCURA – FEB, pg. 13). Este conhecimento nos fornece instrumentos sadios e poderosos para, sob a luz da razão e na prática do amor Evangélico, singrarmos o mar da vida sem medo dos tufões aparentes, formados pelos sofrimentos e problemas atuais.
O espiritualista cristão deve estar acima desses tufões. Embora sinta seus abalos, não soçobra e nem se amedronta, pois a luz do esclarecimento, a ação Evangélica em sua vida, a presença e uso correto das Sagradas Vibrações dos Orixás, e a orientação segura dos Guias e Mentores lhe trazem a tranqüilidade e a paz harmônica com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza; paz esta que é concedida por Jesus e ninguém a poderá tirar, como Ele próprio nos afirma em Jo. 14:27 “ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe nem se intimide vosso coração”.
O mais maravilhoso de tudo isso é que, quando tomamos conhecimento da nossa realidade espiritual e, pelo esclarecimento buscado a partir da humildade e do amor vivenciados, aparelhamos o nosso barco para esta viagem encantadora, descobrimos, deslumbrados, na hora sublime da Prece, que no leme, a conduzir o barco da nossa vida, está Jesus, o Divino Piloto, a nos conduzir, amoravelmente, para a Luz, para os braços de Deus.

CIGANOS – BAILAM NO VENTO, CANTAM PARA AS ESTRELAS

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Ciganos caminham sobre seus passos, guiados pela liberdade, desde sua mais tenra idade, orientados pelas lembranças ancestrais que os fazem amar o espaço, a luz, e o calor das fogueiras. Mesmo o cigano moderno tem em seu coração o apelo por reunir-se à noite para compartilhar as ações do dia, os acontecimentos, a resolução dos problemas, ouvir a sabedoria dos mais velhos.
O matriarcado cigano é forte, embora seja a figura masculina que mais se destaca. É através de seus paramentos que se identifica a hierarquia de um cigano dentro de sua tribo. As tribos ciganas nem sempre se confraternizam entre si, e mesmo podem ocorrer muitas rivalidades. Os Rom são os que têm se destacado entre a sociedade ocidental, com mais êxito.
As danças ciganas são evocações das forças místicas. Lembram a fluidez dos ventos, a sinuosidade das águas, o oscilar das chamas. Tem seu ritmo regido pelo vigor de pandeiros, palmas e batidas do pé, numa vibração única que os religam às raízes, à luz da Lua, imantando-os como numa unidade onde perpassa a energia.
Os ciganos encarnados hoje em dia lutam com dificuldades acerbas, que lhes dificultam exercer com plenitude seu modo de ser. São tolhidos pela falta de bens materiais e muitas vezes discriminados de modo que não conseguem bons empregos. Os ciganos que se destacam e se tornam ricos, em geral não divulgam suas origens, são discretos, mas de modo algum renegam sua raça, apenas a história de perseguições lhes ensinou a serem prudentes.
Já a falange dos Ciganos no astral, cresce dia a dia, pois cada vez mais antigos ciganos estão percebendo que o planeta necessita de sua sabedoria, do amor que lhes move sobre a natureza, sobre manter o equilíbrio entre os elementos água, fogo e ar , e o que era arte circense quando no corpo físico, utilizada em espetáculos, é plenamente usada com maestria, e permite que os ciganos se unam no astral , aos Povos do Oriente, cuja sabedoria acumulada em milênios é utilizada pelo bem e proteção da Humanidade, que neste momento passa por grandes dificuldades, pelo assédio de miasmas doentios, que lhes sugam as forças, lhes embrutecem o espírito, e é necessário muito auxílio para que toda a população terrena não caia em derrocada, assediada por personalidades perversas que ultrapassam seus próprios limites de maldade.
Mas é sabido que quando chega a meia-noite, só pode amanhecer, e é nisso que os ciganos acreditam também, desde seus primeiros passos, e aí está o segredo de seu sorriso fácil, seu porte altaneiro e seguro, é a certeza que a vida é única , embora infinita, e que por pior que sejam as dificuldades, as luzes da alvorada destroem todos os sonhos maus, os empurrando para longínquos lugares, fora do alcance de seu mal.
Os ciganos acreditam no perigo, sabem que a bondade absoluta desprendida é raro tesouro, por isso, aqueles que adquirem o conhecimento e o poder de auxílio, obtém uma espécie de graduação que se localiza paralelamente às religiões, eles vibram no Espiritismo e na Umbanda, também influenciam os espiritualistas sinceros, mas estão em vibração no seu diapasão próprio, pois eles não querem se prender a outros dogmas, eles são fiéis, até à eternidade, às suas próprias interpretações de andar entre as estrelas, o que é sua própria natureza.
Na Umbanda, diz-se que há não ciganos que agregaram a essa falange, mas na verdade são espíritos ciganos que em algum momento escolheram outros aprendizados e num outro momento voltam às fileiras de trabalho dos ciganos.
Quem anda por esse mundo ainda em envoltório físico, e conhece, aceita e absorve a vibração do Povo cigano, que o protege, tem de ter a mente aberta e o espírito corajoso, desapegado e saber se energizar plenamente, para conseguir receber os conhecimentos mágicos que eles costuma fornecer. A simplicidade é uma das qualidades mais difíceis para o homem adquirir, assim como o amor de ordem cósmica, que os ciganos são exímios mestres, e é a mais poderosa das magias. O amor cura, supera erros, cicatriza feridas da alma, perdoa o pior erro, ensina, dulcifica, equilibra.
O cigano no mundo espiritual que está ao nosso lado, por escolha, na luta do resgate da nossa Terra, nos traz o brilho das estrelas em seu sorriso, a jovialidade das ações, como faz com sua dança, e a capacidade da sensibilidade expandida, que guia nossos passos pelos caminhos corretos. Nem sempre caminhos seguros, mas sempre serão aqueles caminhos que terão as paisagens mais belas, as lições mais ricas, e com certeza, as noites de luar sempre evocarão as danças em torno das fogueiras de nossas mentes, onde podemos então compartilhar com os antigos, as histórias, os sentimentos corretos que apertam os laços familiares, a fidelidade aos compromissos, a objetividade na resolução dos problemas, mantendo pelos evos, os laços da alma, que se tornam então, indestrutíveis, eternos.

03/05/12

Quem acredita, sempre alcança

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Quem acredita, sempre alcança



Hoje cedo estava vindo trabalhar e ao escutar a música do Renato Russo: "Quem acredita, sempre alcança", comecei a refletir sobre a sua letra.
Todos nós temos os nossos sonhos, mas na maioria das vezes, achamos que não seremos capazes de realizá-los.
Na primeira dificuldade, preferimos desistir a tentar novamente.
É claro que não conseguiremos realizar todos os nossos ideais, mas antes de abandonarmos a luta, precisamos refletir.
Refletir se o que almejamos nos ajudará a evoluirmos espiritualmente.
Porque muitas vezes, nos deixamos envolver por falsas fantasias, paixões desenfreadas, vícios e tantos outros fatores que nos fazem trilhar o caminho errado.
Aí lá na frente, somos visitados pela dor e temos que refazer o caminho de volta.
Em outros casos, quando não conseguimos alcançar o que almejamos, questionamos a Deus o motivo.
Porém, devemos confiar, porque se algo não se concretizar, é porque não era para o nosso bem ou não estávamos preparados ainda para receber tal realização.
Quantas vezes, quando os sonhos não se realizam, sofremos, até nos revoltamos e mais tarde descobrimos que foi melhor assim ou quantos outros se realizam depois de um tempo, quando estamos mais amadurecidos e compreendemos muitas das lições que o Pai nos mandou.
Por isso, antes de mais nada, devemos avaliar os nossos desejos e ter a certeza que a sua realização não prejudicará nenhuma pessoa, principalmente a nós mesmos.
Se chegarmos à conclusão que o nosso desejo não é nocivo, devemos, sim, acreditar nele.

Devemos analisar o melhor caminho a ser trilhado para que cheguemos ao nosso ideal.
Não devemos nos importar com as quedas, que certamente, sofreremos.
Nem com as palavras de pessimismo que encontrarmos ao nosso redor.
Devemos confiar.
Confiar de que poderemos atingir o nosso objetivo.
Devemos pedir que o Pai ilumine os nossos caminhos e nos dê a força necessária para tal empreendimento.
Devemos ouvir a nossa intuição e, assim, impedir que a crítica alheia paralise nossos passos.
Devemos também, nos sintonizar com a providência divina, pois somos ligados pela sintonia.
Por isso, devemos sempre, vigiar os nossos pensamentos, porque quem se afina com baixos padrões vibratórios, só encontrará escuridão a sua frente.
E aquele que busca a harmonia, estará sintonizado com a luz.
Devemos estar atentos a palavra do Mestre: "Vigiai e Orai".
Sim, vigiando, impediremos que fatores externos e internos nos contaminem.
E praticando a prece verdadeira, renovaremos as nossas esperanças e seguiremos o caminho mais confiantes.
Podemos realizar muitas coisas, tanto para o bem como para o mal.
Assim, devemos ter o discernimento na hora da escolha.
E escolhendo os ensinamentos de Jesus, devemos arregaçar as mangas e seguir em frente.
Confiantes de que realizaremos a nossa missão, não importa quanto tempo leve, chegaremos ao nosso destino.
E se o caminho se mostrar sombrio e difícil, não nos desesperemos, porque não estamos sozinhos.

Com perseverança e paciência, deixaremos as trevas para trás.
E nos momentos de aflição, procuremos nos lembrar da serenidade do Cristo que mesmo crucificado, não abandonou o seu ideal de amor.
Então, não abandonemos o nosso ideal.
Não deixemos que o sofrimento destrua a nossa alegria.
Que a descrença, petrifique os nossos sentimentos.
Que as dificuldades impostas pela vida, não nos façam abandonar a fé e a esperança.
Que o desalento não se torne maior que a coragem.
Que a dúvida não nos faça cruzar os braços.
Que a tempestade não tire a nossa vontade de viver um novo amanhecer.
Que a cegueira causada pelos ideais não realizados, não se prolongue, impedindo a compreensão e o encontro de novos e melhores horizontes.
E que a desilusão, não possa nos impedir de tentar novos vôos.
Ainda há muito para praticar.
Ainda há muitos sonhos a concretizar
Assim como novos objetivos a descobrir.
Ainda há muita coisa a ser compreendida em nossa vida.
Ainda há muitas noites para serem vividas.
Assim como milhares de instantes, para praticarmos a reflexão.
Nossa evolução espiritual é eterna.
E enquanto caminhamos rumo ao Pai, muito podemos realizar.
Basta acreditar.
Pois quem acredita, sempre alcança.